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1ª Rodada Grupos C e D

SÁBADO – 16.06.

GRUPO C

Em KAZAN

7h

FRANÇA 2 x 1 AUSTRÁLIA

Primeiro tempo: a França, tida como favorita para vencer a partida, começa saindo para cima do adversário, já obrigando o goleiro Ryan a fazer importantes defesas logo no início. A superioridade técnica da Seleção Francesa é evidente. O acompanhamento do primeiro tempo foi um pouco prejudicado por conta de ter que lidar com coisas de trabalho e montagem do post de hoje. Mas deu para ver que apesar da melhor qualidade individual da seleção francesa, a Austrália consegue fazer um bom trabalho defensivo, tem maior noção de conjunto.

Segundo tempo: o segundo tempo começou com a mesma dinâmica do primeiro, e pela primeira vez, aos 10 minutos, foi acionado o árbitro de vídeo, que assinalou um pênalti que o árbitro Andrés Cunha (Fifa/URU) não viu. A Austrália não se abalou com a marcação do gol francês e seguiu fazendo seu jogo coletivo e atacando. Aos 14 foi a vez de Umtiti colocar a mão na bola dentro da área francesa e desta vez o árbitro viu e marcou. O segundo gol francês, na altura do jogo em que aconteceu, e do jeito que aconteceu, mexeu com a seleção australiana, que não conseguiu mais jogar, concedendo todo o espaço que a França queria. Apesar do resultado negativo, deu para ver que o time australiano é bem montado, bastante organizado, tem chances contra Peru e Dinamarca na busca pela classificação. A França é um time que conta muito com a força individual, mas não resta dúvida de que ganhou o jogo por obra do acaso. Partida que teve cinco minutos de acréscimos.

Gols: segundo tempo: Griezmann cobrando pênalti, aos 12; Jedinak cobrando pênalti, aos16; Pogba disputa uma jogada com o zagueiro Behich dentro da área australiana, a bola sobe, bate no travessão e cai dentro do gol, saindo para as mãos do goleiro Ryan, mas o árbitro não titubeia em confirmar o gol, aos 35.

Em SARANSK

13h

PERU 0 x 1 DINAMARCA

Primeiro tempo: boa parte dele não pude acompanhar, por estar em deslocamento para casa depois do trabalho. Voltando a uma Copa 36 anos depois, o Peru joga melhor que a Dinamarca, levando mais perigo, mas ainda pecando nas finalizações. As duas seleções fazendo sua quinta estreia em Copas. O jogo da Dinamarca é de mais correria, sem grande profundidade e muito menos qualidade, sendo parado pelos peruanos com muitas faltas, em especial por parte do meia Farfán, que sempre entra com os joelhos à ferente e os braços abertos nas disputas. Numa dessas o atacante Kvist teve que ser substituído, saindo na maca e provavelmente levado a um hospital. Aos 43 minutos aconteceu um pênalti que o árbitro não assinalou sobre
Cueva, e foi chamado pelo árbitro de vídeo.  O próprio Cueva faz a cobrança, mandando a bola por cima do gol, aos 45.

Segundo tempo: só pude escutar, por estar em deslocamento de ida e volta para buscar a Lisi no trabalho. De tudo que escutei, fica o destaque para o goleiro Schmeichel, da Dinamarca, que fez grandes defesas ao longo de toda a segunda etapa, enchendo os olhos das 40.502 pessoas que estavam no estádio.

Gols: segundo tempo: Poulsen lançado em velocidade, entra na área pelo lado esquerdo e na saída de Gallese desvia para as redes, aos 14.

A França sai da rodada como primeira do grupo e a Dinamarca em segundo, pelo critério do saldo de gols. O Peru fica com a lanterna.

Σ

GRUPO D

Em MOSCOU (s)

10h

ARGENTINA 1 x 1 ISLÂNDIA

Primeiro tempo: nos primeiros minutos o que se percebe é que apesar da superioridade individual da Argentina a Islândia é um time que faz marcação alta, sai em velocidade com alguma organização e já teve oportunidades (exatamente, mais de uma) de abrir o placar, tanto quanto a própria Argentina. Chute de Messi da entrada da área que Halldórsson espalma de volta para o campo de jogo, aos 16. Chute de Messi de dentro da área que Halldórsson pega no canto direito, no chão, aos 21. A Islândia não se abalou com o gol sofrido. Continuou fazendo seu jogo de forte marcação e contra-ataques, enquanto a defesa argentina não parece tão segura quanto o ataque. O técnico-dentista Heimir Hallgrísson montou um ferrolho em que seu time recua todo quando não tem a bola, dificultando a penetração argentina. Quando retomam a bola saem em bloco e em grande velocidade, mas a falta de qualidade individual prejudica a reação.

Segundo tempo: no reinício de jogo a Argentina tem a posse de bola, propõe o jogo, e a Islândia se encolhe, ou seja, mesma dinâmica da primeira etapa. A Argentina perde a chance de passar à frente quando é assinalado um pênalti sobre Meza que Messi bate e Halldórsson defende no meio do gol, aos 18. Chute de Banega da entrada da área pelo lado esquerdo que Helldórsson pega no canto direito, aos 26. Halldórsson pode ter salvado a Islândia em um cruzamento de Pavón que passou no meio de todo mundo no meio da área e ele espalmou para o lado, aos 41. Ao final do tempo de jogo, a torcida islandesa comemora muito e a decepção fica estampada nos rostos da torcida argentina.

Gols: Agüero recebe a bola dentro da área, na marca do pênalti, faz o giro e bate de esquerda, bola no ângulo superior direito do gol de Halldórsson, aos 18; jogada do ataque islandês, bate-rebate na área, Caballero dá o rebote e quase de dentro da pequena área Finnbogason empata, aos 23.

Em KALININGRADO

16h

CROÁCIA 2 x 0 NIGÉRIA

Primeiro tempo: duas equipes cojm propensão ao ataque, porém a Croácia tem jogadores mais qualificados, que atuam na Europa, que por enquanto não conseguiram ainda descobrir como vencer o bloqueio nigeriano. Já a Nigéria faz muita correria, mas erra passes, enrola demais para entrar na área e concede espaços demais no sistema defensivo. De maneira geral a Croácia foi melhor que a Nigéria durante todo tempo de jogo. Em nenhum momento correu riscos, não tendo seu gol ameaçado pelo parco ataque nigeriano. Subasic não fez nenhuma defesa importante, bem como Uzoho. Chegou a dar sono.

Não houve alterações nas equipes no retorno do intervalo.

Segundo tempo: a Croácia continua atacando bastante, enquanto a Nigéria se atrapalha na defesa. O time croata faz marcação alta, forçando o erro nigeriano na saída de bola e com isso acaba tendo maior posse e cria boas oportunidades, em que pese a falta de pontaria. Bola alçada na área croata, onde Ighalo estava para cabecear, com Subasic fazendo defesa fácil, aos 14. Em jogada na área nigeriana Mandzukic é agarrado e derrubado por William Ekong na frente do árbitro Sandro Meira Ricci, que assinala o pênalti, aos 24. A Nigéria lutou muito, mas além da falta de pontaria esbarrou no sólido sistema defensivo croata. Os dois goleiros não chegaram a fazer nenhuma grande defesa no segundo tempo, e mais uma vez a Croácia não correu riscos. Deixou, isso sim, de ampliar o placar, pela mesma falta de pontaria que afligiu o time nigeriano.

Gols: Modric cobra escanteio da direita, a bola viaja por cima na área nigeriana, Rebic ajeita para trás, Mandzukic mergulha de peixinho, cabeceia, a bola bate em Etebo e entra no canto inferior direito, aos 32. Segundo tempo: Modric cobrando pênalti, aos 26.

Com este resultado a Croácia fecha a primeira rodada do Grupo D na liderança isolada, com Argentina e Islândia em segundo. A Nigéria fica com a lanterna.


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