07:43
O que eu via no horizonte me parecia mais neblina do que prenúncio de chuva. Quando clareou, revelou-se que eu tinha razão. A noite foi quente, mesmo tendo dormido com a janela aberta. O termômetro da rótula da Beira-Rio marcava 9º às 6:58. Local baixo e bem aberto. Já um dos termômetros do Shopping Praia de Belas marcava 13 às 7:05, local um pouco mais alto e com pelo menos uma grande construção ao lado (o próprio shopping, no caso).
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Não sei o que é pior: vir de mangas curtas e passar frio de manhã, ou vir com um casaco leve (o mais leve que eu tinha para colocar) e depois chegar aqui suando, arriscando a esfriar o suor no corpo, como acabei fazendo. Já percebi que em anos anteriores era mais fácil botar qualquer casaco por cima e sair para trabalhar, porque ou eu tinha que caminhar muito pouco, do ponto de ônibus até a Procergs, e mesmo assim, ao entrar lá já tinha que tirar o casaco, direto, ou, então, eu ia de carro. Mas a descida da Salgado até aqui, na Fepam, é muito longa, são quase 10 minutos, ou isso, se eu maneirar no passo, para tentar não suar, e mesmo assim é complicado.
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Hoje amanheci pensando em enviar um e-mail para uma pessoa perguntando se meus livros ainda existem e como posso fazer para recuperá-los. Mas ainda resisto, me parece mais fácil comprar outros exemplares e pintá-los de novo ao relê-los, do que manter qualquer tipo de contato com ela. Se for pensar bem, a releitura com repintura (essa doeu) pode apontar mudanças em mim, já que a pessoa que vai pintar o texto agora não é mais a mesma que o pintou quando da primeira leitura de muitos anos atrás. A questão é que não terei como comparar, o que, para ser justo, daria no mesmo.
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Antes de continuar aqui, dei uma lida no que escreveram meus colunistas preferidos, Guerrinha, Kenny, Cacalo, Pedro Ernesto, e é uma pena que o Wianey não escreva no Diário. Não vi nada de diferente nas análises deles das que eu mesmo fiz por aqui, sobre os jogos da dupla Grenal. Aliás, ontem eu já tinha ouvido quase as mesmas coisas no Sala de Domingo e no Bate-Bola. A única coisa em que me equivoquei foi quando escrevi que o jogo Vasco x Grêmio seria no Maracanã, e não é, é em São Januário.
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As estatísticas do blog: uma das ferramentas conta as minhas próprias visitas. Sem que seja preciso que a pessoa se identifique ao acessar qualquer página, ela verifica o login pelo IP, o que explica o mecanismo de identificação de visitantes únicos. Ou seja, não importa quantas vezes a pessoa acesse o blog num mesmo dia, pelo endereço IP a ferramenta conta apenas uma visita, e, neste caso, como ela não tem como saber quem está entrando. Quando eu mesmo visito o blog, sou contado como visitante.
Já o levantamento do WordPress dá um aviso de que não conta as minhas próprias visitas. Sendo que sempre tomo o cuidado (como fazia no Terra) de só acessar o site por dentro da página de criação, o que reforça ainda mais a minha exclusão da estatística. Se eu entrar por fora, levo dúvidas sobre a não inclusão, porque acesso tanto aqui da Fepam quanto lá de casa, a menos que o mecanismo identifique os dois IP’s como do administrador do site.
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Contando: 313, 74, 929, 2176, 132, 766, 1237, 221, 15, 2787, 65 – dias.
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Uma coisa que eu vi, e achei legal, mas meio estranho (aí acho que entra a mão do meu primo, que disse que tinha descoberto uma maneira de manter qualquer página como uma das primeiras no rancking de pesquisa das páginas com este fim, e ele deve ter colocado meu blog lá), é que o WordPress me diz por que caminhos as pessoas encontraram o blog. Então, vejo coisas do tipo alguém pesquisou na ninternet uma maneira de burlar a EPTC, e por eu ter mencionado aquela empresa em algum post, aparece meu site. Mulheres brancas e negras nuas, aparece meu site. Até a busca pela Concrisa mostrou meu blog para duas pessoas (aham, ele diz a quantidade de acessos usando aquela determinada palavra). Alguém fez busca por fotos masculinas, e usou a palavra “boy”, apareceu o blog, ou seja, sempre vai aparecer para as pessoas, e isso o WordPress me mostra. Achei estranho, mas é legal perceber que acabo sendo divulgado a qualquer momento em sites de pesquisa. Rede mundial. Que engraçado.
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Naquele caderno de 1977, do qual coloquei a primeira folha numa das páginas daqui, tenho anotadas muitas e muitas frases de algumas pessoas que marcaram a história do mundo, junto com outras que eu mesmo escrevi (monstros da minha própria criação, para citar Legião Urbana). Estas últimas não sei, não, se serão colocadas aqui, mas, eventualmente, se aparecer alguma frase sem o crédito do autor, ela provavelmente será minha. Não sabia o que fazer com elas, até que me veio a idéia de usá-las para deixar mais caracterizado final de um post, já que não há uma grande separação entre um texto e outro por parte do modelo de página que está em uso.
Uma outra coisa que percebi, em termos de comentários, é que era preciso identificar os posts por nomes diferentes, para facilitar para mim a verificação, se bem que, no painel de controle, o WordPress também indica se foi escrito algum comentário, antes mesmo de eu abrir o blog.
Mas se fosse como no Terra, onde todos os posts tinham o título de “quem vai querer saber”, seria um pouco mais complicado. Aqui há páginas, se bem que, nelas, não há campo para comentários, embora no painel de controle haja uma insinuação de que cada página poderia sofrer comentários, mas também pode ser apenas o modelo de página de gerenciamento que seja igual tanto para páginas quanto para posts, mas sem dar àquelas todos os recursos.
De toda maneira, decidi que ao final de cada mês serão tornadas públicas algumas estatísticas do blog, afinal, se elas existem, é por causa das pessoas que vêm aqui dar uma olhadinha.
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E segue o baile (sem solução) da rede da Fepam não me abrir por completo a página se criação, e, com isso, eu ser obrigado a acertar o blog somente quando estou em casa, à tarde.
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“Deus não é uma invenção; é uma descoberta.” (Zundel)
Porto Alegre
Nunca seremos os mesmos após algo lido. E nesse caso, já existe outro fator além das anotações e grifos… são as outras mãos que o tocaram. Mas, o tempo é algo que supera tudo…