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Desta vez o sol confirma a sensação que a cerração deixa em seu levantar
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O Que Eu Acho?
Quem não entende de futebol, como eu, não poderia achar nada. Nem deveria achar nada. Mas esta semana tem Grenal, todos os dias escuto opiniões dos comentaristas sobre ele, e anteontem um amigo me perguntou o que eu acho do atual momento do Grêmio. Fugindo da minha característica pessoal, me esquivei de dar uma resposta, para não me incomodar. Não quis esticar a conversa. O que eu acho da fase atal do Grêmio é a opinião de quem não entende nada de futebol.
Enquanto a torcida colorada se contorce de peocupação com qual time Tite vai colocar em campo (especialmente com relação à zaga, onde Orozco vem enfrentando a rejeição da torcida), a nação gremista se contorce de medo de que Celso Roth vá para o clássico com alguma invenção (que geralmente não dá certo) de última hora.
Mas vamos analisar: quem tem dúvida sobre se um meio de campo com Edinho, Guiñazu, Magrão e Alex é superior a um que tenha Eduardo Costa, Rafael Carioca, William Magrão e Roger? Eu não tenho. Quem tem dúvida de que Nilmar e Adriano incomodam mais que Perea e Marcel (ou Soares)? Se em dois setores importantíssimos como estes o Colorado está tão bem servido, quem seria o favorito para o Grenal?
Vou mais longe: a defesa do Grêmio é a menos vazada do campeonato (tendo sofrido apenas 3 gols, até agora)? Discordo. O goleiro Victor é o menos vazado do campeonato. A defesa do Grêmio não é confiável. Tanto que Victor tem feito um milagre atrás do outro, em todas as partidas, evitando tragédias maiores. Se um goleiro brilha tanto assim, para o time é maravilhoso que ele esteja lá, mas também é reflexo de que a zaga não joga nada. O Grêmio tem sérios problemas na defesa, e só não está em situação pior porque em 2008 tem goleiro.
Quanto ao ataque, bem, é só pegar a estatística: a defesa, que não é firme, não é boa, é a goleadora do time, ou seja, os jogadores de ataque atacam muito pouco, e marcam gols menos ainda. Então, se o ataque gremista não é de nada, por mais insegura que a defesa colorada ande, nos últimos tempos, se Tite tirar Orozco do time para a entrada de Sidinei, ou até mesmo de Sorondo, duvido muito que passe trabalho, ainda mais que Leo, Pereira e Jean não poderão sair muito, porque não vai dar para deixar Nilmar sozinho com Eduardo Costa (Eduardo não terminaria o jogo, não sei nem se terminaria o primeiro tempo em campo).
Na minha humilde opinião, jogando em casa, com o apoio da torcida, existe alguma possibilidade de o Grêmio reverter o favoritismo do Inter para o clássico.
Mas eu não entendo nada de futebol.
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Contando: 283, 44, 899, 2146, 102, 736, 1207, 191, 2757, 36 – dias.
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Tenho a história por verídica, porque relatada por meu guru de cabeceira, o Dyer: que quando Thomas Edison tinha feito 25.000 testes para inventar uma lâmpada incandescente alguém chegou nele e perguntou se não estava na hora de desistir, depois de tantas tentativas sem sucesso. Edison teria dito que “jamais, pois agora conheço 25.000 maneiras de como não fazer.“
Ela ilustra o modo como estou me sentindo agora, com relação ao que não deu certo ontem, para a troca de carro. Várias coisas se misturam, nesta hora: quero trocar e tenho pressa, mas ao mesmo tempo, não tenho; continuo e sempre continuarei confiando no sistema de consórcio, tanto que não está descartado (em duas direções), mas não tenho certeza se ele é o melhor para o momento; não está descartado o financiamento, claro que não, e também é possível atacá-lo em duas frentes.
O que me parece claro, e gosto disso, é que minha fase de fazer as coisas no impulso já passou. Mesmo que eu não faça nada, num primeiro momento (e também não está descartada a hipótese de que o nada fazer se estenda por um bom tempo), algum plano B começa a se desenhar na minha cabeça. Na verdade, talvez, isso já estivesse decidido se eu tivesse mantido meu plano original de ficar dois anos sem férias, o que vinha sendo efetivado até o outubro do ano passado, quando comecei a namorar.
Se a culpa de eu não ter conseguido fazer o que queria foi dela, ou do namoro? Não sei. Assim como a pessoa pôde alegar que tinha que ter feito algumas coisas, do tipo procurar fazer uma terapia para resolver problemas pessoais, e não o fez por causa do namoro, eu também poderia alegar que o namoro me desviou do meu foco. Se isso for verdade, relembrei uma lição difícil, mas importante: tomar uma decisão e agir de acordo com ela.
Agora, só falta eu tornar a decidir.
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“Só amarrados uns aos outros é que se escalam certas montanhas.” (D. Perrot)
Porto Alegre
Calma… tudo no seu tempo, deve vir coisa melhor.
Abraço