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Descontrole Remoto

06:59

Amanhecer nublado em Porto Alegre. Havia desde ontem previsão de chuva em alguns pontos do Estado. Algum ponto incluiu a Região Metropolitana, pelo jeito.

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Rivalidade e Deboche

Victor; Leo, Pereira e Jean; Paulo Sergio, Eduardo Costa, William Magrão, Roger e Élder; Perea e Marcel. Esta parece ser a provável escalação do Grêmio para começar o clássico Grenal de domingo. Mantido o esquema 3-5-2, com três zagueiros, dois deles goleadores do time. Sem nenhuma novidade com relação ao time base que vem jogando no campeonato (até por que não há mesmo nenhum coelho para se tirar da cartola do atual plantel Tricolor), mas também sem nenhuma invenção, o que já é um alívio.

Com o anúncio da venda do passe de Sidinei para um clube do Exterior (o rapaz nem treinou, ontem, está fora do Grenal e fora dos planos do Inter), a provável escalação Colorada será: um goleiro (anda complicado para quem é de fora saber quem é o titular da posição, no Beira-Rio); Maicon, Índio, Sorondo e Marcão; Edinho, Guiñazu, Magrão e Alex; Adriano e Nilmar. Aqui também não há grandes novidades com relação ao time base que já era utilizado pelo técnico Abel, a não ser pelo retorno de Sorondo, vindo de lesão. Um 4-4-2 ortodoxo. Observe-se, porém, só de comparar as duas escalações, que o time campeão gaúcho é muito superior na nominata. É preocupante.

Para quem não é daqui, falar sobre a rivalidade Grenal parece ser uma coisa distante ou excessivamente exagerada, e ela talvez o seja. Todos nós, aqui no sul, temos parentes, amigos, e até cônjuges que são colorados ou gremistas. O Rio Grande do Sul sempre foi dividido, a princípio, entre Ximangos e Maragatos (eu, particularmente, não sei a diferença entre um e outro), mas depois que foram criados o Grêmio Foot Ball Porto Alegrense (1903) e o Sport Club Internacional (1909), a divisão passou basicamente a ser entre o azul e o vermelho.

Aqui se vê Papai Noel azul, a estrela do PT aparece em bandeiras azuis, também, simplesmente porque há pessoas (entre as quais eu me incluo) que, apesar de serem civilizadas, não entrarem em briga por causa de futebol (mas há também as incivilizadas, que fazem o contrário), se recusam a usar qualquer coisa que tenha vermelho. Carro vermelho, roupa vermelha, qualquer tipo de bandeira ou símbolo. Para não dizer que não uso nada, nada, gosto de usar caneta vermelha para marcar os ”nãos” nas revistas de desafios lógicos. Pior que isso, só o verde do “Parmera“.

Encaro tudo isso como folcore, mas, ao mesmo tempo, sabe-se que é sério. Por aqui, até o grito de gol de um narrador esportivo, ou comentários mais elogiosos por algum jornalista da área já são motivo para polêmica, especialmente quado feitos por aqueles que são “isentos“, os não declaradamente torcedores de um ou outro clube. No domingo, provavelmente o narrador pela Rádio Gaúcha será o Pedro Ernesto, que em uma época cunhou a expressão “alma castelhana“, para definir o Grêmio, e em outra “rasgou e pisoteou” a camiseta do São Paulo, em favor do Inter.

Rivalidade, aqui, não é pouca coisa. Grenal é coisa séria. E não é que a CBF escalou para apitar o maior clássico do Brasil, ninguém mais, ninguém menos, do que o senhor Sálvio Espíndola? Se não foi por brincadeira, foi por deboche.

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Faltando:  282, 43, 898, 2145, 101, 735, 1206, 190 dias para 2009, 2756, 35.

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O aparelho de televisão do meu quarto é da marca Philco, e o videocassete também. Cada um tem o seu controle remoto individual, mas o do videocassete aciona os dois aparelhos. Independente disso, o controle da Sky, através de uma codificação selecionada dentro de uma imensa lista que o técnico instalador carrega consigo, também aciona a televisão.

Pois de uns dias para cá andei observando que o controle da Sky não estava mais comandando a televisão. Achei que fosse problema de pilha, e tals, mas não, porque ele continuou operando normalmente todas as funções do conversor. Testei com o controle da própria tv, e depois com o do videocassete, e a conclusão a que chego foi que está acontecendo algum problema com o sensor do aparelho de tv. Aparentemente, foi para o saco. Menos mal que é bem fácil ligar e desligar o aparelho manualmente. O que é definitivamente complicado é chamar alguém para dar uma olhada nisso, ou, pior, levar o aparelho para o conserto. Nem pensar.

A não ser que seja preciso mandar consertar por algum outro tipo de problema que eventualmente venha a surgir, a televisão está descontrolada remotamente e assim permanecerá até o final dos tempos.

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Talvez não tenha sido somente a altitude o que atrapalhou o Fluminense, ontem à noite, em Quito, contra a LDU. Mas como o time de Renato Portaluppi chegou aonde chegou fazendo milagres na competição, não é de duvidar que na semana que vem, no Maracanã, consiga reverter com folga o placar de 4 x 2 sofrido no estádio Casablanca.

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“A verdade é fecunda. Basta semeá-la.” (Francisco G. Salve)


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