07:24
Choveu a noite inteira, mas não foi uma noite quente. O edredom dos infernos realmente ficou infernal a uma certa altura da madrugada. Ao amahecer, a chuva parou, há previsão de que o tempo melhore, em espacial para amanhã, dia de Grenal.
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Num dia como hoje, nada melhor do que ficar em casa, mas terei que dar uma voltinha de pouco mais de uma hora, indo até à Jardine, ao lado do Iguatemi, para assinar um documento. Era mais fácil do que ficar explicando como chegar aqui em casa. Na parte da tarde, terei que ficar esperando uma entrega, mas pelo menos aqueles já estiveram aqui, teoricamente sabem chegar. Assim como o Mensageiro da Caridade, que será mais uma vez concovado a vir recolher algum material.
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TITE NÃO INVENTA
Tendo que torcer por um empate entre Vasco e Ipatinga na noite de hoje (qualquer um dos dois que vença empurra o Colorado para a zona do rebaixamento, de onde só sairia nesta rodada com uma vitória no Grenal, o que ninguém pode prever), o Inter entra em campo definido com Renan; Ricardo Lopes, Índio, Sorondo e Marcão; Edinho, Guiñazu, Magrão e Alex; Gil e Nilmar. Sobrou Adriano. Nem poderia ser diferente.
Eu não entendo nada de futebol, mas colorados que querem Nilmar fora do time entendem menos ainda.
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Uma das melhores bobagens que já circularam pela internet não tem autoria conhecida, mas lembro que foi divertido lê-la, anos atrás. Tratava-se da descrição de uma conspiração extraterrestre para dominar a Terra, a partir de um objeto ingênuo. Leia em Desvarios.
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No Grêmio, sobrou Rafael Carioca: Victor; Leo, Pereira e Jean; Paulo Sergio, Eduardo Costa, William Magrão, Roger e Helder; Marcel e Perea. Não tem novidade, embora até eu ache que Eduardo Costa, que vai embora, poderia ficar no banco e Rafael sair jogando. É melhor marcador e não tem a cintura dura.
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O que fazem sete anos na vida de uma pessoa, né?
2001 foi um ano de vida difícil para este blogueiro. Entre muitas incertezas, a pior delas era a de não saber se conseguiria manter o sonho de sair do aluguel e vir para meu próprio apartamento. Foram tempos de solidão, desde o término de um noivado em 1999, passando por 4 meses de uma lesão em um tendão de Aquiles, que me obrigou a ficar engessado dentro de casa, em 2000. Durante aquele período, em algumas ocasiões fiz anotações em um caderno, que nem sabia mais que existiam, até que outro dia, fazendo uma limpeza em gavetas e armários, encontrei o tal.
Me dei o trabalho de passar tudo para o Word, antes de jogar as folhas fora. Fiquei pensando por um tempo se deveria ou não publicá-las no blog, porque, na real, fazem parte de um tempo que já passou, mas até para eu mesmo continuar tendo a noção de que tudo na vida passa, e para eu mesmo continuar tendo a noção de que o que sou hoje é fruto de uma constante mudança (como diz uma amiga minha, ”serei sempre o mesmo, mas não o mesmo todos os dias“), vou publicar um dia por vez, daquela época, aqui neste espaço.
Acho que ficaria melhor do que publicá-lo todo em outra seção, e até nem saberia em qual, se nos Desvarios, ou em O Autor. A leitura não ficará pesada, para quem se interessar em ler, porque há dias em que fiz mais ou menos anotações, haverá dias e que o texto será menor ou maior. Melhor do que se a pessoa tivesse que ler tudo na mesma hora, corrido.
Como disse uma outra amiga, talvez até seja possível fazer uma comparação entre o eu que escrevia naquela época e o eu que escreve hoje. Como já faz muito tempo, há coisas que nem eu mesmo vou lembrar mais do que se tratava, como, de fato, já reli (até porque transcrevi), e tem coisas que permaneceram indecifráveis para a minha própria lembrança.
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Faltando: 280 dias para o centenário do glorioso Sport Club Internacional, que só em 2006 ficou internacional de verdade, 41, 896, 2143, 99, 733, 1204, 188, 2754, 33.
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DIÁRIO PERDIDO (1)
A vida é para voltar ao normal amanhã.
Mas é bobagem, eu nunca mais terei vida normal.
Todas as vezes em que passo períodos como férias, sempre penso que deveria voltar como uma pessoa melhor.
Volto sempre pior.
Volto sempre um pouco mais velho, e daí?
Todos os dias vejo exemplos de como algumas coisas poderiam, ou não poderiam ser feitas.
Não muda nada.
Eu não mudo.
É sempre aquela mesma busca. A busca de uma vida inteira, desta vez com muitos e muitos anos perdidos.
Fico pensando se não é chegada a hora de eu realmente me divertir com as pessoas erradas.
Pensando bem, como é bom não ter certeza de nada!
O melhor que eu tenho a fazer é me concentrar nos momentos presentes. Estar atento às decisões que tomo. It Works.
Concentrar energias nos objetivos materiais.
Um dia, se eu viver até lá, me preocupar com a solidão. Sei que muitos problemas ainda virão pela frente. As vidas dos filhotes estão recém começando. Tem muita água para rolar. Melhor é estar sozinho e podendo lhes dar 100% de dedicação.
Esta é a minha missão, e eu concordo com ela.
Daqui a alguns meses vamos entrar em uma outra fase de nossas vidas. Uma nova fase. Com uma realidade totalmente diferente.
A fase será melhor, mas… e nós, como pessoas?
Tudo diferente.
Fico pensando no quanto vai ser bom. Mais calmo. Menos estressante em termos financeiros. Vamos aguardar.
Já faz quase dois anos. Quem diria… Se pudesse, nunca mais faria nada quanto a isso… Como uma grande certeza de chegar à velhice… Acho que é assim que tenho que viver. Sem pensar. Não está lá.
Tantos outros projetos.
Escrever um livro. Não existe o amor perfeito. Mas… por isso é fácil escrever sobre ele. Não imita ninguém. Não será imitado por ninguém.
É possível escrever sobre algo em que não se acredita?
Só se acreditar.
Ele tem um inimigo muito poderoso, que também se escreve com quatro letrinhas.
Medo.
Ser tão poderoso não significa que seja imbatível. Apenas que é difícil vencê-lo. Ele se entranha na alma. Cresce com as experiências do passado.
Quem diz que não se aprende nada? Mentira.
Aprende-se a ter medo. Muito medo.
A pizza agora deve estar pronta.”
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“Amamos uma coisa na proporção do que ela nos custou.” (Cura D’Ars)
Porto Alegre
Mas ahhhhhhhhhh Roberto!!!
Arrumar gavetas nos faz voltar no tempo… sempre achamos um papel, uma foto, sempre alguma coisa de anos… Eu gosto disso… Acho que uma pessoa sem lembranças é um tanto fazia… ou não!
Beijo.