08:09
A chuva só parou na madrugada. Há no horizonte uma coisa estranha: parece um rasgo nas nuvens, onde se vê uma luz alaranjada, quase parecida com aquilo que os ancestrais dos portoalegrenses chamavam de sol. Acho que uma vez eu ja vi, mas faz tempo. O que não vi foi a temperatura, mas, durante a caminhada, já vim me pelando, agora estou com mais calor do que quando estava me deslocando.
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Falando em chuva, tem gente que está adorando as noites de aguaceiro, por uma razão bem óbvia: que me refresque a memória quem já passou por isso, mas eu nunca vi nenhuma blitz da Brigada, nem da EPTC, em noite de chuva. Ninguém é convidado a assoprar no bafômetro quando os bichos da chuva, vento e frio estão pegando. Eu nunca vi. Se alguém que esteja lendo isso aqui já passou por isso, ou ao menos viu, por favor, conte a sua história.
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A filha disse que tinha aula para dar, ontem à tarde, e que não sabia a que horas sairia da UFRGS, já que haveria uma reunião depois. Até à hora que eu saí de casa, ela não tinha aparecido ainda. O filho tinha dormido até perto das 6, se fazendo de desentendido. Uma guria telefonou, ele desceu, depois voltou e foi para o quarto. Uma das irmãs ligou e disse que já estavam me esperando, falei que chegaria pelas 8. O filho foi tomar banho, depois disse que demoraria, ainda, para sair de casa, e que iria de ônibus, com toda aquela chuva. Pediu para eu pegar o estojo com os cd’s que costumava levar no carro, porque queria escolher umas músicas para gravação.
Então, tendo passado na casa da namorada para pegá-la, até esperava que a filha estivesse com ela, mas não estava, e eu já voltei para o carro resmungando que nunca tinha reunião depois da aula, e justamente ontem tinha que ter. E se a guria não fisse direto para a casa dos avós, quanto mais tarde ficasse, mais chances haveria de que ela não fosse, mesmo.
Quando chegamos, meu sobrinho Pedro ficou enlouquecido, gritando por mim, da janela da sala, e gritando pelo Jeison, e eu tive que lhe dar a notícia de que o primo dele chegaria mais tarde. E quando ele viu quem desceu do carro, que ele não conhecia, muito discretamente perguntou: “quem é essa?“
A reunião da filha era fria, foi só uma desculpa para ir direto para a casa dos avós, o filho não queria copiar música nenhuma dos meus cd’s, mas meu pai tinha dito a ele que levasse músicas que eu gostasse de escutar, o que não rolou porque o filho só largou o estojo na sala de trás próximo ao aparelho de som, e ninguém se tocou em colocar música alguma.
Uma zona, tremenda fuzarca. Como sempre, a Maria Alice ficou no centro de todas as ações. A guria está começando a saber quem é quem na família.
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Contando: 248, 09, 864, 2111, 67, 680 dias para a Copa do Mundo da Áfrcia do Sul, em 2010, 1172, 155, 2722, 01 dia para o início da Copa Nissan Sul Americana, 20 dias para o início do horário eleitoral gratuito na televisão, 12.
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Depois de passar um bom pedaço da tarde pilotando fogão (e ainda estou, porque porque tem coisas que continuam no fogo), que mais me resta dizer?
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Quando voltei na Procergs para pegar o Santa, depois de almoçar com a namorada, lá dentro é uma loucura, quando eu entro. Um monte de pessoas querem falar comigo. Esqueci a carteira no carro, tive que voltar lá fora para pegar. Depois, passei no banco, passei na salinha do pessoal que distribui os vt’s, fiz o que não ía fazer, subi e fui no helpdesk para ver se conseguia mandar o pedido de dissídio para o dia de ontem. No micro da supervisão que fica na ponta de lá (e agora?) tem o meu ID do Notes, enviei o pedido.
Quando mais uma vez cheguei no carro, a surpresa: o pneu traseiro direito meio arriado. Sempre dou uma revisada básica nos pneus, antes de arrancar com o carro, em qualquer situação. Como não sou de me entregar, imediatamente pensei no posto Shell que tem logo que passa o prédio do IPE. Pensei, se ele for ate lá, dou uma carga de ar e me toco para casa. Tá, não deu outra. Mesmo com o motor ameaçando apagar, me fui. No posto, tudo como planejado, coloquei ar, o pneu levantou de novo, vamos embora. Diretinho para casa.
E não é que, lá chegando, o motor apagou bem na frente do portão, quando eu estava embicado para entrar? Aham. Como não sou de me entregar, dei uma puxadinha para trás, virei a direção e encostei o moço ao lado da rampa, onde não atrapalhasse. Aquilo ali era um filme que eu já tinha visto: dei um tempo, alguns minutos depois virei a chave, dei uma forçadinha, pegou. Com o afogador puxado, claro. Já tinha decidido que, quando pegasse, eu faria a volta e iria diretinho para o
. E foi o que fiz. Levei até lá com o afogador puxado, não peguei nenhuma sinaleira, e quando parei na frente da oficina o bicho apagou de novo, e era isso.
Só pedi que me deixassem funcionando, que dessem uma boa olhada para ver qual o problema, dessem uma volta com ele, sei lá, que vissem o que era e me ligassem, me dessem um orçamento e “basicamente, só vou precisar dele no domingo.“
Ficou para amanhã.
Chegando em casa, pilotar fogão, nignuém merece.
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Mas não posso encerrar o post sem dizer que, para o jogo de logo mais, Tite fez o que todo gremista queria que fizesse: inventou na escalação Colorada. Tira Magrão do time, coloca Andrezinho e vai com Valter, Taison e Guto para cima do Santos. Que maravilha.
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“Eu vi a máquina falhar de repente e um homem perder o emprego por causa do parafuso.” (Neimar de Barros) – charlatão (esta palavra está anotada ao lado da frase desde 1979, ou seja, quando eu ainda nao entendia bem das coisas já achava que o que estava escrito era pura retórica).
Porto Alegre