07:35
Amanhecer parcialmente nublado. Faz algumas semanas que já está clareando mais cedo e escurecendo mais tarde. Entre 6:53 e 7:00 alguns termômetros marcavam de 12 a 16ºC.
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Depois de encantar a torcida e uma boa parte da imprensa com seus 71,9% de aproveitamento no primeiro turno do Brasileirão (o que não era esperado quando a competição começou), o Grêmio voltou a ser um time comum (que era a expectativa no início do certame), que joga mal, empata com os calções na mão com um time que está na zona do rebaixamento e não joga nada fora de casa.
Celso Roth se livrou do estigma de retranqueiro e agora o time não marca mais, dá espaços que antes não dava aos adversários e só não foi ultrapassado por Cruzeiro e São Paulo porque estes também resolveram, agora, não jogar nada. Mas enquanto o Tricolor patina na liderança, outros clubes vêm ascendendo, como Palmeiras e Botafogo, e a vantagem de cinco pontos sobre o segundo colocado (que hoje é o time de Luxemburgo) só se manteve porque o atual segundo estava mais abaixo na tabela.
Foi duro comemorar um empate no último minuto contra um time ruim mas que jogou mais que o Grêmio, com Kuki, do alto dos seus 36 anos, infernizando a defesa gremista. O técnico tem seu xodó no colombiano Perea, que não tem arranque, não tem explosão, não ganha uma dividida e chega sempre atrasado nas jogadas, mas não sai do time, enquanto Souza fica no banco.
É inacreditável a torcida ter que lamentar que Reinaldo esteja machucado e não possa entrar no time, enquanto a direção não traz ninguém melhor, o que não adianta muito, se o técnico não escalar para jogar.
No próximo domingo, em Porto Alegre, o Tricolor terá a chance de se reabilitar diante do Vasco, que não está lá essas coisas, mas que ontem conseguiu interromper a série de vitórias do Botafogo. Precisa vencer para poder continuar respirando, já que o Palmeiras, na teoria, terá um jogo relativamente fácil, na Arena, contra o Atlético/PR, o Botafogo terá uma barbadinha contra o Náutico, no Engenhão e o Cruzeiro pega uma pedreira, o Coritiba, mas no Mineirão, o que pode ajudar bastante ao hoje 3o. colocado.
Antes disso, tem o Grenal 372, pela Sul Americana, marcado para 5a.-feira, 19:20, no Olímpico. O treinador já avisou que vai com time reserva, o que deve afastar a torcida, porque o horário não ajuda muito, além do mau desempenho do time no returno do Brasileirão. De titular, apenas William Magrão, que ficará fora do jogo com o Vasco, por ter levado o 3o. amarelo. Aliás, foi inexplicável que tenha permanecido em campo um jogador amarelado desde o primeiro tempo, que seguiu fazendo faltas (por omissão do árbitro) e que depois de algum tempo não estava mais tirando a bola de ninguém, por medo de ser expulso, e não contribuía com o ataque, tendo o técnico retirado Rafael Carioca, o menos pior dos dois volantes na noite de ontem.
Em Porto Alegre, no Beira-Rio, o técnico Caio Jr. não hesitou em tirar de campo um jogador amarelado no primeiro tempo, que seguiu fazendo faltas, antes que fosse expulso e seu time ficasse com um homem a menos. Nos Aflitos, Celso Roth não retirou Magrão, e o time concedeu espaços no meio de campo que nos levaram a acreditar que os jogadores desaprenderam como se joga futebol. Não foram só alguns jogadores que não entraram em campo, ontem: o treinador também não esteve na área técnica.
Além de estar apresentando um futebol magrinho, porque não tem mais gorduras a queimar, o Tricolor começa a enfrentar um outro problema: na questão de o time só ir bem quando joga com a corda esticada, fica complicado quando nem tem mais corda para esticar.
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Contando: 222, 838, 2085, 41, 654, 1146, 129, 2696, 03, 38, 1432 – dias.
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Outro dia escrevi que sou muito exigente comigo mesmo. Para algumas coisas sou, sim, para outras não estou nem aí. Isso deveria ser o normal? Não sei. Exigir de mim mesmo que passe o tempo todo criando não pode ser normal. Duvido muito que alguém passe o tempo todo criando. Nem quem vive de criação consegue isso. No entanto, exijo de mim.
Ontem, enquanto estava dando uma aspirada na casa, uma idéia me veio à cabeça, uma coisa que o Dyer já tinha escrito em um de seus livros: não atentar para os resultados. A idéia parte de uma premissa de que as coisas (no caso, lucros, louros, reconhecimento e quaisquer outras medidas de valorização material e por que não pessoal) começam a aparecer quando paramos de atentar para os resultados.
Desapegar dos resultados é uma tarefa tão possível quanto controlar os sentimentos: é uma questão de treino. Eu preciso treinar. Treinar o desapego aos resultados. Me refiro aos resultados estatísticos do blog.
Muitas e muitas vezes me pego pensando se as pessoas vão gostar do que escrevi, quando, na verdade, é aquilo mesmo que já sei, pelo menos metade das pessoas que virão aqui vão discordar de pelo menos a metade do que eu escrever. E mais, pessoas que hoje discordarão de algumas coisas, amanhã concordarão com outras, e vice-versa. E mais, talvez algumas pessoas recomendem o blog a outras, talvez metade das pessoas que receberem a recomendação venham dar uma olhada, talvez metade das que venham dar uma olhada recomende o blog para outras pessoas.
Talvez ninguém recomende o blog para ninguém.
A parte da qual sempre tenho que ter em mente é que quando pensei em criar um blog não estava atrás de nenhum resultado, nunca tinha pensado nisso. Se eu desligar desta parte, os númetros estatísticos deixarão de ter importância, não me importarei mais com quantas pessoas se interessam em ler o que escrevo e, por conseguinte, o que escrever voltará a ter importância apenas para mim, independente do que outras pessoas possam pensar.
Se me fosse pedido para escrever algum artigo sobre algum assunto que eu dominasse (e não domino muitos), como me sentiria? Antes de escrever, pensaria no que as pessoas iriam pensar a respeito? Me preocuparia com quantas pessoas o leriam? A preocupação com o número de leitores eu reservaria para quem fosse publicar a matéria e me desligaria disso. Portanto, voltando ao ponto de partida de que escrevo sobre o que não interessa, o que não interessa não deveria atrair resultados, não deveria me deixar preocupado, não deveria me fazer ficar exigente comigo mesmo.
Se não sou de ficar exigindo nada das outras pessoas, por que não me dar o mesmo tratamento?
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Depois do horroroso empate em zero com o Ceará, sábado, no Alfredo Jaconi, e depois da vexatória derrota de 4 x 2 para o Palmeiras ontem, Juventude e Portuguesa demitiram Zetti (re-contratando Ivo Wortman) e Valdir Espinoza.
Porto Alegre
Não se preocupe em agradar tantos ou muitos. Como leitora assidua de seu blog, posso afirmar que nem sempre concordei com coisas que voce escreveu,mas isso tambem ajuda a torna-lo mais interessante, ler opiniões divergentes, escritas com consistencia como é o caso, ajuda a abrir a cabeça, a ver a vida por outros angulos inteligentes e interessantes. Voce é assim, Nilton, é não é pouco…
NIlton … acho que todas as pessoas quando escrevem se preocupam com quem vai ler o seu escrito… mesmo que seja algo que provavelmente ninguém vai ler… mesmo assim o escritor “cria” um leitor imaginário que faz com que aquela pessoa que está escrevendo pense, repense, retire, acrescente, melhore, modifique o escrito… isso é um fato e acntece com todos os que escrevem.
O que não pode acontecer é vc cobrar tanto de vc mesmo, pq vc é um excelente escritor… uma pessoa maravilhosa que tem muito a dizer e por isso tem um monte de gente que entra no seu blog todos os dias pra ler o que vc escreve. Essas pessoas gostam de vc como escritor, algumas delas (as que te conhecem melhor) gostam de vc como pessoa e para escrever pra elas não precisa exigir de vc mesmo um esforço desnecessário.
O que quero dizer é que vc escreve muito, muito, muito bem… faz a gente ficar preso ao seu texto e esta é uma caracter´sitica que poucos possuem… e quer saber mais? isso faz parte de vc!
Beijos!
Selma