09:22
A cerração ainda não levantou, mas vem calor por aí. Os termômetros marcavam de 9 a 12ºC entre 6:59 e 7:12, indicando, na mínima, pelo menos um grau acima do que estava ontem no mesmo horário. Hoje nem trouxe blusão, a mochila veio mais leve.
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Passei um pedaço da manhã procurando espaço dentro das gavetas de arquivos para a quantidade infinita de processos que há para guardar. É tarefa para mais de um dia, muito cansativa, porque algumas gavetas são baixas, então é um tremendo exercício.
Como não há pressa, em geral, para nada, por aqui, estou dando um tempo.
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De acordo com o Dyer, “o que seja uma posse completa é representado por aquilo que você é capaz de dar, pois o que você não pode dar o possui“. Concordo plenamente.
Depois de ter conseguido passar todas as minhas fitas cassetes para cd (recapitulando, todas elas continham as melhores faixas dos meus discos de vinil, incluindo outros que não eram meus, mas empretados por amigos e conhecidos, o que evitava que eu ficasse manuseando os discos, e pior, quando os aparelhos que reproduziam vinil começaram a ficar escassos e as agulhas raras não haveria mais como escutá-los, para nem falar no espaço ocioso que ocupavam), a parte de me desfazer dos discos de vinil até não foi muito difícil, porque eu simplesmente os levei, em sua grande maioria, para a casa dos meus pais. Lá tem muito espaço, tenho livros guardados, também, que um dia gostaria (e ainda espero poder) tê-los perto de mim, até porque muitos eu não li.
Mas houve uma parte dos discos da qual não consegui me desfazer, e os deixei dentro de uma caixa fechada num canto da sala de casa. A coleção quase completa do Barry White, todas as minhas trilhas de filmes, alguns que não são meus, etc. Depois de um tempo, ao conhecer o Cléber, aqui na Fepam, como ele adora vinil e tem interesse em trilhas de filmes, trouxe todas para ele, foram mais de 60 discos. Sabendo que seriam bem cuidados, não tive problemas em fazer uma doação.
Mas ainda estava me apegando ao sentimentalismo dos discos do BW.
Como tudo que precisa de tempo para alguma maturação, deixei que ele passasse sem ligar para a caixa na sala, até que ontem me deu um estalo e finalmente reconheci que chegou o momento em que já não me importo com o destino que aquele material terá, porque simplesmente o tenho todo em cd. Vou providenciar cópias de todas as músicas para Mp3 (já que o gravador de cd gravava em digital áudio, padrão wma) e era isso. Chegou a hora de os discos do meu ídolo da adolescência me deixarem seguir em frente.
Na verdade, não seriam só eles a irem embora. Há algum outro material parado, lá na sala, e a algumas roupas velhas do filho que ele não se interessou em levar para um brechó, que estavam dentro de uma sacola parada na sala, foram acrescidas de um par de meias velhas e um par de sapatos que doeu ter que me desfazer, mas já não podia mais usá-los, e já foram junto com o lixo quando saí de casa.
Estou numa fase de mudança e ela começou por me desfazer de coisas que, agora, passado algum tempo, estou preparado para reconhecer a sua inutilidade dentro de casa e em minha vida. Cumpriram seu papel por um longo tempo, mas agora é chegada a hora de desapegar.
É mais ou menos como a vida: ela cumpre seu papel por um certo número de anos, aqui na Terra, mas um dia precisamos deixá-la para trás.
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Contando: 220 dias para o centenário do glorioso Sport Club Internacional, que só em 2006 ficou internacional de verdade, 836, 2083, 39, 652, 1144, 127, 2694, 01 dia para o segundo Grenal da Copa Nissan Sul Americana, 36, 1430 dias para a Olimpíada de Londres, em 2012.
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Há quase 20 anos, quando me dei conta de que precisava fazer uma mudança em minha vida, não sabia por onde começar. Como algumas pessoas sabem, e como andei escrevendo a respeito, um dia andando pela Rua da Praia fui guiado por uma força invisível para dentro de uma livraria e lá encontrei o maravilhoso livro intitulado “não se deixe manipular pelos outros“, do então para mim desconhecido Dr. Wayne Dyer.
Entrei no local seguindo aquele impulso, vasculhei títulos com grande curiosidade sem saber pelo que procurava, mas soube assim que meus olhos encontraram aquele nome.
Hoje em dia, a gente vai para a internet sem saber ao certo o que procura, e quando acha, entra na livraria sabendo exatamente o que quer. Definitivamente, são outros tempos.
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Ontem aconteceu a primeira tarde em que fiz uma divisão do tempo entre leitura, televisão e micro.
Antes disso, almocei descansadamente resolvendo palavras cruzadas (aquelas mesmas que deixei dobradas em cimam da mesa para todo mundo fazer, mas das quais os filhos nem chegam perto). Enquanto deixava feijão de molho, para botar a cozinhar quando ligasse a tv, me dediquei à leitura, com direito a usar canetas marca-texto, uma maravilha a que fazia alguns anos que não tinha o privilégio de usufruir. É engraçado como o tempo passa tão depressa e a gente nem nota. As únicas vezes em que me sentei para ler um livro com perspectiva de marcar texto, desde novembro de 2005, aconteceram em 2008, nos dias que fui ficar com a minha avó, enquanto meus pais viajavam.
Na minha casa não tinha mesa com cadeiras, e só agora, dois meses depois de tê-las comprado, é que fui pela primeira vez fazer o que tinha pensado em fazer quando as comprei. Passa muito depressa.
Mas fiz. E estava bom, porém houve um momento em que quase adormeci em cima do livro. Já tendo feito quase duas horas que estava naquela função, chegara a hora de largar tudo e ir para o micro. Queria mandar para a filha uma música da Alanis que tinha baixado pelo Lime Wire, depois de ter visto o clip na televisão numa madrugada sem sono. A transferência foi rápida.
Liguei a tv no horário do Law & Order Criminal Intent, até anotei algumas coisas sobre isso, ontem à noite, mas não vi porque era reprise.
O que é importante, para mim, no entanto, é pensar que hoje, depois de dar uma passada na Digimer e no Center Shop, vou para casa, almoço e vou dar mais uma lida. Vai virar rotina. Agora são dois livros, um para a tarde, na mesa com cadeiras, onde uso as marcadoras de texto, e outro à noite, antes de dormir.
Não é uma evolução?
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Em compensação, o bicho da preguiça está pegando cada vez mais, porque estou seriamente me dedicando, nos últimos dias, à leitura interessada e detalhada do manual do forno de microondas, do quesito “cozimento de alimentos“. Com alguns resultados práticos aceitáveis.
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Não devo ter me expressado muito bem no que escrevi ontem, mas quero esclarecer ao meu amigo Sergio (já sabendo que ele vai ficar enlouquecido comigo) que era justamente ao tal omelete que estava me refetrindo quando disse que vou renunciar por dois anos a alguma coisa, para não correr o risco de mais uma vez deixar meus planos de lado.
Imagino o que não vou ter que ler ou escutar da parte dele.
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Confirmando: o Grenal 372 terá transmissão ao vivo pelo Sportv.
Porto Alegre
Nilton, entre ovos e omeletes quem sai quebrado mesmo são as pessoas legais que entram (ou tentam entrar) na sua vida… Será que abrir mão de certas coisas vale a pena?
Beijos!
Selma