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A Segunda de Sempre

07:34

Dia nublado, com temperatura ainda de inverno. A previsão é de pancadas de chuva, com mínima de 12 e máxima de 19. Na vinda para cá, três termômetros marcavam de 13 a 14ºC entre 6:54 e 7:05.

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PRIVILÉGIOS

São vários. O principal deles não é exercido somente na 2a.-feira, mas todos os dias úteis da semana: não precisar andar no trânsito (nem de carro, nem a pé, nem de ônibus, lotação, bicicleta, carroça, etc) entre 18 e 20 horas. É das poucas coisas que gosto de me vangloriar. O fato de, naquele horário, salvo raríssimas exceções, e é claro que muitas mais acontecerão, eu poder estar sentadinho na frente da tv, vendo filmes e jantando, é uma bênção.

Somando todos os possíveis minutos dispendidos em meio a engarrafamentos e tranqueiras, misturado aos tansos a quem são dadas carteiras de motorista, as horas perdidas em tal situação são irrecuperáveis, irritantes, desgastantes, porque diárias, e eu escapo todos os dias disso. Não tem preço.

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Há um episódio do seriado Quinta Dimensão (The Outer Limits) que conta a história de um cientista (todos os episódios são de ficção científica, a grande maioria é sobre misteriosas criaturas espaciais que desembarcam ou querem desembarcar na Terra, mas todos, invariavelmente, têm algum fundamento científico) que constrói uma máquina que reúne todas as pessoas que ele seria, se tivesse tomado tal ou tal decisão.

Com base em todos os momentos decisivos de vida por que tinha passado, ele trouxe o assassino que seria numa vida, o executivo ganancioso que seria em outra, e assim por diante, num total de 3 ou 4 versões dele mesmo, algo assim. Ao cabo da história (que tenho gravada), há uma troca de vidas, o assassino é mandado de volta para uma situação em que acaba morto, o executivo volta para uma situação em que teria cometido suicídio, e um deles, o mais justo, fica no mundo daquele que foi o inventor da máquina, o qual havia sido morto pela versão assassina dele mesmo.

Neste mundo, ele tem a chance perdida anteriormente de ficar com a mulher que foi o grande amor de sua vida. Como todos os episódios que são levados ao ar são reprises, descobri que mesmo tendo gravado muitos e muitos deles, havia muitos e muitos outros mais para ver, então sempre que posso coloco no Sci-Fi para acompanhar. Fiz isso na 6a.-feira passada, quando foi reapresentado o episódio citado. Para minha surpresa, ontem ele foi ao ar de novo (o pessoal deve ter se passado na escolha do que apresentar).

Fiz exatamente o que tinha feito na 6a., corri para o Hällmark e assisti outro episódio de Monk. O Hällmark tem uma coisa, eles fazem bem, bem, aquilo que a gente gostaria, dividem o filme em apenas três partes, nada de muitas e longas interrupções, como fazem o Sci-Fi, a Warner, o Universal. Não. O Hällmark é vapt-vupt, mas tem um problema: a gente não consegue fazer mais nada, uma vez que os epísódios são legendados. Ou se abre mão do comecinho do retorno do filme, se tiver, no mínimo, que ir ao banheiro, ou, como eu, abre mão de alguns minutos, porque é hora de pilotar o forno de microondas, mas tem que botar a comida no prato, antes de fazer isso, e aí vai o tempo do intervalo.

Bueno, o ponto é que, cortando o filme desta maneira, a emissora encerra a apresentação mais ou menos 10 minutos antes do próximo filme, o que me permitiu voltar ao Sci-Fi e acompanhar o final do episódio do 5a. Dimensão, ocasião em que mais uma vez tive o privilégio de ouvir a locução do final dizendo que “se as nossas vidas são verdadeiramente a soma das escolhas que fizemos, então não podemos mudar quem somos. Mas a cada escolha que tomamos, nós podemos mudar quem seremos.

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No episódio de Medium de ontem, tive o privilégio de ver atuando juntas Patricia e Rosanna Arquette (Procura-se Susan Desesperadamente). A Rosanna sempre achei linda, a Patricia tenho algumas dúvidas, mas o que não se pode questionar é o fato de que são duas grandes, maravilhosas atrizes.

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QUEM é ELA? 

Eu não sei.

Quero saber.

Se mistura em meus pensamentos com sua graça infinita. Sua voz acaricia meus ouvidos enquanto sua risada embala meus sonhos.

Penso nela como se estivesse aqui perto, ao meu lado, onde pudesse alcançá-la. No entanto, posso chegar perto dela ao eliminar alguns quilômetros de asfalto. Será que será assim?

Eu não sei.

Quero saber.

Todas as coisas reais (e as fantasiosas também) têm um preço, mas, como escreveu meu amigo Vinicius, a respeito da minha pessoa, “tu nunca vai se arrepender por não ter feito algo!

Como não se pode saber como teria sido, porque não se fez alguma coisa, não há motivo para arrependimento.

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Faltando:  193, 809, 2056, 12, 625, 1117, 100 dias para 2009, 2667, 09, 1403, 26, 75, 05. (119)

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MAIS PRIVILÉGIOS

Todos os dias às 17 horas ligo a tv no AXN para confirmar que já assisti o epísódio de Law & Order Criminal Intent que será apresentado. Não foi diferente, ontem. Para minha surpresa, tive a satisfação de acompanhar uma história que ainda não tinha visto. Valeu a pena ser teimoso.

Mais um: às 22 horas, quando começou o Lipstick Jungle (e nada como o sujeito estar atento), veio o tradicional “nos episódios anteriores“, quando foram lembradas algumas cenas que explicavam fatos que o capítulo a ser apresentado contaria. O bom de se estar atento é justificado pela seguinte razão: foram apresentados três episódios do seriado, desde a estréia; no último deles, uma das três amigas estava para ser processada por assédio sexual pelo amante por ela rejeitado depois de alguns encontros; na semana seguinte, que foi a semana passada, houve aquele epísodio de hora e meia de duração do Boston Legal, então o Lipstick não foi apresentado, e foi anunciada a “maratona lipstick” para sábado passado. Quem assiste o seriado desde o começo, como eu, sabe que não perdeu nada. Quem apresenta o programa sabia que haveria uma cena “plantada” pela produção do filme, para justificar a seqüência de acontecimentos que viria a seguir, então, dando uma semana de interrupção, quem estivesse assistindo o seriado, mas não se ligasse muito nos fatos, ficaria confuso, mas eu não.

Ontem durante a apresentação das cenas de episódios anteriores, havia a cena plantada de que o rapaz que ameaçava processar a mulher “retirou a acusação“, e ela foi apresentada como se tivesse sido em algum outro episódio, mas aparentemente não foi (a menos que tenham apresentado um quarto capítulo durante a maratona, o que talvez explicasse por que a protagonista estilista estava novamente com o namorado rico, quando, no terceiro capítulo, ela tinha encerrado o relacionamento), porque todas as outras coisas que aconteceram estavam rigorosamente na seqüência do último episódio completo apresentado, a começar pelo roubo dos desenhos da protagonista estilista de modas. É uma tática comum, nas produções de seriados, uma cena plantada para mudar o rumo de uma história, ou justificar seqüências que vieram depois. Portanto, foi um privilégio ter estado atento ao que acontecia neste seriado.

Às 23, mais uma vez, valeu a minha teimosia: o Universal atrasou por alguns minutos o início do Law & Order. Com isso, coloquei na Warner, onde já tinha começado o Without A Trace. Mas como depois da segunda temporada comecei a achar este seriado meio fraquinho e sem pé nem cabeça, voltei para o Universal. E tive o privilégio de assistir um Law & Order que eu ainda não tinha visto, ainda dos anteriores à saída de Jesse L. Martin.   

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NA SEMANA QUE VEM…

vou fazer uma coisa diferente, na segunda: à noite, 21 horas, assistirei ao Boston Legal (Justiça Sem Limites), deixando para ver na 3a. às 14 o episódio de Medium.

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ALÉM do ESPERADO

Quando começou o Campeonato Brasileiro, eu estava entre os que achavam que o Grêmio teria como missão principal na competição lutar contra o rebaixamento. Na minha cabeça, o time eliminado pelo Juventude no Gauchão e pelo glorioso Atlético Goianiense (aliás, onde anda, mesmo, este time?) na Copa do Brasil entraria no Brasileirão praticamente apenas cumprindo tabela e chafurdando na zona da morte.

A surpresa não foi só minha.

Considerando o que aconteceu depois, a iminência de perder a liderança da competição após mais de 10 rodadas no topo da tabela não é nada, se for comparada à perspectiva inicial. Nada.

O Tricolor foi muito além do que sua torcida poderia imaginar no começo da disputa. Passou um terço dela como líder, e os outros dois (o inicial e o final) dentro da zona de classificação para a Libertadores. O time do Grêmio do final do primeiro semestre e de todo o segundo de 2008 é um time vencedor. Ali, todos estão de parabéns, e pricipalmente a torcida.

Se o time perdeu o foco depois do final do primeiro turno é uma outra história. Se o treinador, tendo opções, optou diversas vezes por Rudinei e André Luis, e ultimamente, vem preterindo a qualidade de Soares em favor da ruindade de Perea, é uma outra história. O Grêmio, a instituição Grêmio Futball Porto Alegrense, em 2008, é vitoriosa.

E vamos reformular o time para ganhar a Libertadores em 2009. Se for preciso, troque-se o treinador, também, por um que privilegie os bons momentos técnicos dos jogadores, e não os mantenha no time por causa do nome ou retrospecto, quando não estiverem bem.

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SONHOS 

Tirando a parte de ajudar pessoas, que é normal e natural, mas ainda não sei bem como fazê-lo, penso é no que faria por mim, com alguns milhões de reais na mão.

Sempre penso que as melhores coisas que já inventaram foram o dinheiro de plástico e o dinheiro virtual. E os limites para usá-los.

Não posso sacar mais que R$ 2.000,00 diários sem avisar meu banco. Não posso movimentar mais do que R$ 1.000,00 pela internet. O limite do meu cheque especial não passa de R$ 1.000,00 e o limite de crédito do cartão não chega a  R$ 1.000,00, se bem que foi aumentado nos últimos meses sem eu ser consultado.

Esta conjunção de fatores é muito boa para quem não quer perder tudo que ganhou numa loteria e não é um expert em lidar com dinheiro.

Façam um cheque administrativo, depositem na minha conta no banco tal, a grana cai na conta corrente integrada com poupança, a cada 30 dias tem correção, e eu tenho que me movimentar dentro daqueles padrões estabelecidos pelo banco.

Claro que, quando eu entrasse na agência da Caixa escolhida para apresentar a aposta premiada, pediria um adiantamento de uns R$ 100.000,00, porque deve ser muito bom poder dar uma gastadinha.

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GENTE QUE se FAZ

Foi escrito aqui, no dia 17:

Eu gosto de mulher de qualquer tipo. Como sempre digo, se eu olhar para ela e achar bonita, mesmo que não seja, mas se eu achar, ela pode ser negra, branca, índia, loura, morena, ruiva, castanha, japa, bronzeada, pode ter pele clara, pode ser gordinha ou até do tipo noiva cadáver. Mas claro que tenho a minha preferência. E eu sou todo da mulher morena clara. Cabelo preto ou castanho escuro, crespo ou liso, não importa, sou apaixonado.

Como sempre que se manifesta idéias corre-se o risco de não saber se expressar corretamente, procurei a parte deste trecho que diz que eu não gosto de loura. Encontrei uma que diz o contrário. Ter uma preferência por morena não quer dizer que não goste de loura. Não pensei que isso precisaria ser explicado, mas parece que há pessoas que não foram muito bem na parte de interpretação de texto, na escola. Ou precisam voltar a estudar, para realmente aprenderem a ler, ou então é gente que se faz. Como não acredito que haja qualquer dificuldade em entender o que foi escrito, a segunda hipótese me parece a mais provável.

Talvez eu devesse ter grifado a palavra “qualquer“, como fiz agora. Ela estar escrita sem destaque no texto original era bem capaz de confundir as pessoas, mesmo.


1 Comments Add Yours ↓

  1. Selma #
    1

    Nilton querido!

    Hoje quero deixar três recadinhos:
    1º – o blog continua 10;
    2º – acho que tem muuuuuuita gente com inveja dos seu sprivilégios (principalmente aos ligados ao trânsito…srsrsrs)
    3º – por favor! se o seu sonho ser realizar e alguns milhões cairem na sua conta depois de uma aposta na megasena… inclua-me na sua lista de “merecedores de auxílio”…..heheheheheh

    Beijos!

    Obs.: Ah! e antes que eu esqueça… tem um montão de gente que não vai bem em interpretação mesmo… não te estresse e continue explicando… kkkkkkk

    Com Carinho!

    Selma



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