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Quem Poderá Me Defender?

Horário brasileiro de Verão

07:52

A noite foi bem melhor que as duas últimas. Não houve necessidade de uso de edredom, embora por via das dúvidas ele tenha sido deixado por perto. Amanheceu mais um dia de céu sem nuvens, com 19ºC no único termômetro que pude observar. Descontando os que foram retirados de seus pontos, os outros continuam “em manutenção“.

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EIS QUE é SEXTA-FEIRA

Para este dia havia aquela combinação básica de ir ao supermercado com a filha, mas, como ela está passando uns dias na casa da mãe, ontem à noite entrou uma mensagem no celular perguntando se as compras não poderiam ficar para a segunda, que levou como resposta um “sem problemas, bom fim de semana“, e era isso.

Eis, então, que é sexta-feira.

Este fato remete à lembrança de que vem pela frente mais um fim de semana, que com toda certeza transcorrerá mais depressa do que a semana que passou, e olha que passou voando.

Mas o que tem de mais que vem pela frente mais um final de semana? Talvez ele agora só seja um pouco mais movimentado porque há jogos do campeonato gaúcho para ver na tevê. Casualmente neste findi, a dupla joga em Porto Alegre, o Grêmio amanhã, contra o Esportivo de Bento Gonçalves, e o Inter no domingo, no Passo D’Areia, contra o São José. Para o Colorado, apesar de jogar na Capital, é contado como jogo fora de casa por causa do mando de campo do Zéquinha.

Tirando isso, o que mais pode acontecer? Provavelmente no domingo vou à casa dos pais.

Ah, sem dúvida, antes de qualquer outra coisa, hoje é dia de assistir a mais um episódio inédito de Heroes. Se não o assistir hoje, a alternativa é no sábado às 17 horas, ou na sexta que vem às 20 (o Universal repete na sexta seguinte o episódio inédito da semana anterior às 20 horas e apresenta um novo às 21, então há três alternativas para ver o de hoje). O problema do sábado às 17 é que naquele horário estará rolando o começo do segundo tempo do jogo do Grêmio. Portanto, ou hoje ou na sexta que vem, um dos dois horários será usado para assistir o Heroes inédito das 21 horas de hoje.

Ontem, depois de um mês, aproximadamente, rolou um inédito de House, o primeiro após o beijo entre o House e a Cuddy. Muito bom, para variar.

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PENSANDO DEMAIS

Se fosse escrever tudo que pensei agora no começo da manhã sobre o que gostaria de escrever hoje, seria uma coisa interminável. Talvez devesse escrever por capítulos, sei lá. Também nem sei para que escrever sobre o que pensei. Deve ter sido algum outro desvario da minha cabeça.

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 Contando:  71, 687, 1958, 503, 995, 2546, 1281, 23, 708, 05, 26, 19, 100 dias para o início do Brasileirão 2009, 201, 65, 343, 100 dias para as mudanças no blog.

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SEM SAÍDA

A primeira vez foi quando eu ainda estava casado.

Começou com o jeito como eu olhava para as atrizes das novelas na tevê; pouco depois era o fato de os personagens em minhas histórias parecerem mais românticos do que eu na vida real; mais adiante eram as amizades escolhidas a dedo ou cooptadas para o outro lado, se fossem femininas; por fim, até detetive particular que nunca descobriu nada eu soube que andou atrás de mim. Culminou com uma invasão descarada da minha caixa postal do antigo memo interno da Procergs, para descobrir que não havia o que descobrir, mas isso abriu meus olhos para o fato de eu estar me afogando numa gota d’água.

Passado aquele, veio o outro tormento, desta vez por causa dos meus filhos. Era um tal de não dar “oi” nem “tchau“, de falar comigo como se não estivessem presentes, culminando com uma tentativa de agressão para cima do Jeison, quando ele tinha 11 anos, e por uma traição quando assumi a guarda dos dois.

Na terceira vez, eu deixar um programa no videocassete para gravar um filme incomodava; as pessoas femininas de pé no ônibus encostando em mim incomodavam; mesmo tendo conhecido pela internet, a rede era coisa do demônio; o jeito como eu gastava meu dinheiro incomodava, meu jeito de lidar com os filhos incomodava. Mas estar aprendendo a caminhar olhando para o chão me incomodava muito mais.

Na última, a maneira carinhosa como algumas pessoas me tratavam no Orkut incomodava.

Hoje em dia, mesmo quem não tem nada comigo e até nem quer ter nada comigo se incomoda com o fato de haver mais mulheres do que homens na lista de amizades do Orkut. Acho estranho as pessoas reagirem assim.

Já estou prevendo que mais adiante este blog vai incomodar e aí é que reside um grande perigo, para mim. A única força capaz de me fazer parar de escrever aqui, e que certamente um dia acontecerá, é aquela que brotará de dentro do íntimo do meu ser, no dia em que eu cansar. Nenhuma outra razão será suficiente, e entenda-se, todas as outras razões serão externas. Só uma questão de foro íntimo para me convencer a não escrever mais.

Por uma questão de auto-preservação eu já sei que tenho que me defender contra o envolvimento com pessoas que não estejam preparadas para se relacionar com um blogueiro que tem leitores e entre esses tem amigas. Talvez por saber que isso vai acontecer, porque o ciúme é uma coisa na maioria das vezes incontrolável, esteja tentando evitar me envolver com as pessoas, ou esteja sendo extremamente cuidadoso com quem vou deixar entrar na minha vida porque já sei, mesmo não tendo comprovação científica, que o que hoje traz uma determinada pessoa aqui, que eu não sei quem é, não sei se se revelará algum dia, mas certamente estará vindo aqui porque estará gostando de descobrir a parte de mim que está postada diariamente, esta mesma coisa que hoje, amanhã ou depois a estará trazendo aqui, é que mais adiante vai começar a incomodar.

Porque depois que um relacionamento começa, começa também a expectativa de posse absoluta, onde será insuportável que até mesmo os pensamentos sobre futebol ou Fórmula-1 sejam divididos com mais alguém. Já estou até vendo as cenas de discussão sobre isso.

Foi também pensando nisso que planejei aquelas mudanças para o blog. Para não ter que entrar em discussões sobre parar ou não parar de escrever, se bem que a melhor maneira de não entrar em debates assim será ou não me envolver com ninguém, o que é bastante provável, porque duvido que já tenha nascido a pessoa que poderia se envolver comigo e não sentir ciúme disso aqui depois de algum tempo, ou, uma outra alternativa, me envolver com alguém que tenha a mesma disposição artística, digamos assim, não importa voltada para que área, tendo alma de artista já seria o suficiente para ela entender o que sinto pela escrita.

Pelo que tenho conhecido de gente que não tem aquele tipo de alma, vai continuar sendo complicado. São raras, embora existam, as pessoas com quem tenho conversado que me dizem que em suas horas de folga gostam de fazer esta ou aquela atividade que revele qualquer tipo de pendor artístico. É brabo fazer parte de uma minoria, mas que graça teria fazer parte de uma maioria sem talentos? (peguei pesado, agora)

Como diz o título deste tópico, parece não haver saída. Será que alguém poderá me mostrar alguma?


2 Comments Add Yours ↓

  1. Beth #
    1

    Parabéns, moço…vc está certo, o primeiro passo para estabelecer um relacionamento é desenvolver uma atitude realista…

  2. picida ribeiro #
    2

    Não seria possivel um relacionamento,onde ao invés de ciúmes, suas escritas provocassem orgulho? Acho muito provável.



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