Hora brasileira de Verão
07:59
O céu amanheceu parcialmente nublado. Há previsão de chuva com o aumento do abafamento do ar. No termômetro que observei, 22ºC às 6:50.
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TOMA Lá, Dá Cá
Ontem, na casa dos pais, minha mãe me mostrou uma coluna do jornalista David Coimbra em que ele escreveu sobre os problemas entre o Governo do Estado e o Magistério. Não lembro em que dia foi publicado o texto, mas eu vi a página do jornal onde estava a coluna.
Falando não só sobre o Magistério, mas colocando todo o restante do funcionalismo na mesma latrina, o jornalista usou de toda a arrogânia pessoal possível para dirigir-se ao funcionalismo, auto intitulando-se “o patrão“, porque, como contribuinte, é ele quem paga os salários daqueles trabalhadores.
Acho engraçado que não só ele, mas todos os que pensam assim, inclusive os que não têm opinião própria e não raciocinam em cima dos fatos, tenham este tipo de pensamento equivocado a respeito do que seja ser patrão do funcionalismo.
Não sei quantos são na totalidade os funcionários públicos. Sei que são milhares, e eu sou um deles. São várias as coisas que o senhor Coimbra esquece de lembrar, do alto de sua arrogância. Primeiro que muitos funcionários públicos são concursados, trabalham para empresas do Estado, mas não lidam diretamente com o público. É o pessoal que trabalha nos setores de pessoal das empresas, são as secretárias, os contínuos, motoristas, etc., há um sem número de atividades de infra estrutura para funcionamento da máquina estatal que alguém precisa fazer, não tendo a ver diretamente com contribuintes, nem com usuários finais dos serviços. Só isso, para começar.
A parte pior de todas, que a visão equivocada que aquele senhor tem dos servidores públicos, e não só ele, mas todos os que pensam como ele, na questão de quem é patrão de quem, é que ele esquece (e eu posso estar enganado, também, mal informado, equivocado, me corrija quem estiver mais a par disso do que eu) que não existe funcionário público isento do pagamento dos mesmos impostos, tributos e taxas que ele paga. Todos os funcionários públicos são contribuintes.
Todos nós.
E os milhares de contribuintes funcionários públicos, quando pagam impostos, tributos e taxas, ajudam a pagar os salários de seus colegas funcionários públicos, que pagam impostos, tributos e taxas. Eu diria que o funcionalismo público é patrão de si mesmo, porque com a carga de ICMS com que cada um de nós contribui a cada compra que faz, ou a cada kilowatt que consome de energia elétrica, de combustível que compra para abastecer seu veículo particular (e agora é só o que falta aquele senhor e seus pseudo companheiros de patronato acharem que funcionário público não tem direito a fazer algum tipo de esforço pessoal para adiquirir um veículo particular de passeio), cada funcionário público paga o salário de um colega, num processo auto gestor de arrecadação
O que os demais contribuintes pagam quando recolhem impostos, tributos e taxas, é o que mantém a máquina estatal operando e deveria custear os investimentos do Governo do Estado em saúde, educação e segurança até mesmo para os funcionários públicos, que pagam impostos, tributos e taxas, mas os salários do funcionalismo os próprios funcionários públicos contribuintes pagam. E repito, até onde eu sei, mas posso estar mal informado, todos os milhares de funcionários públicos pagam os mesmos impostos, tributos e taxas, nenhum deles é isento.
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Faltando: 68, 684, 1955, 500 dias para a Copa do Mundo da África do Sul, em 2010, 992, 2543, 1278, 20 dias para o término do Horário de Verão, 705, 02, 23, 16, 97, 198, 62, 340 dias para 2010, 97.
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CONTRAPARTIDA
O aparentemente arrogante jornalista David Coimbra, equivodacadamente auto intitulado patrão do funcionalismo público, trabalha para uma empresa privada de comunicações, a Rede Brasil Sul. Escreve para a Zero Hora, que é um veículo daquela empresa. Participa de programas esportivos da TV COM, que é um veículo daquela empresa. Só não escuto a voz dele na Rádio Gaúcha, mas suponho que deva ter algum vínculo eventual. Assim como existe um vínculo entre o que os anunciantes pagam à RBS e o que se supõe que ouvintes funcionários públicos consumam do que é anunciado durante a transmissão de programas em que aquele senhor participa na televisão, ou no jornal em que ele escreve sua coluna.
Pois bem.
Milhares de funcionários públicos emprestam sua audiência àqueles veículos de comunicação no qual o senhor David Coimbra trabalha. Funcionários públicos têm amigos e parentes que também emprestam sua audiência àqueles veículos. Mas agora eu sei de pelo menos duas pessoas que não lerão mais o que aquele senhor tem para dizer escrevendo, e não escutarão mais o que ele tem a dizer falando à frente das câmeras de tevê. Aliás, o Bate-Bola de ontem ficou melhor quando ele misteriosamente, mas graças a Deus, desapareceu de cena depois da entrevista com o jogador Jonas, do Grêmio. Para falar a verdade, nem lembro se não foi antes.
Falando em escrever, milhares de funcionários públicos que gostam de ler, incluindo eu, que planejamos comprar livros do senhor David Coimbra, agora não só não faremos mais isso, como contaremos o que ele escreveu a nossos amigos e parentes que não tiveram oportunidade de ler aquela coluna publicada na ZH (diga-se de passagem, todos nós, assinantes de ZH, somos patrões daquele jornalista, porque é também com o que pagamos pela assinatura que a RBS paga o salário dele) e os aconselharemos a não comprar nenhum livro escrito por aquele nosso funcionário. Não acho justo que um colega meu pague impostos, tributos e taxas, que reverterão no meu salário, para eu comprar um livro escrito por um cidadão que se acha no direito de tratar a mim e aos colegas funcionários públicos com tamanha arrogância na equivocada idéia de que é nosso patrão.
Aliás, falando em patrão, já imagino o “guri dele” (o mais recente livro de David Coimbra tem o título de “Meu Guri“) sendo orientado pelo pai a dizer ao seu professor que ele “não pode me reprovar, não manda em mim, não pode me tirar da sala de aula“, etc, etc, porque ”o meu pai é quem paga o teu salário“, o que já estaria equivocado se fosse numa escola pública, mas que terá alguma razão e será ainda pior se o garoto estiver numa escola particular, porque aquela depende do pagamento do pai do aluno para pagar o professor.
Fico imaginando se o David tem alguma noção do por que de o ensino no RS ter decaído tanto nas últimas décadas. Com a mentalidade apresentada naquela infeliz coluna por ele publicada em Zero Hora, ninguém poderá ter dúvida de que, para a cada vez maior deterioração do ensino em qualquer instância ele será, sim, um eficaz contribuinte.
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FOX VOADOR
Minha colega do Fox vermelho me ultrapassou de novo na rótula da Beira-Rio e se mandou na frente. Quando cheguei na Procergs ainda havia muitas vagas para eu escolher uma, mas ela não estava mais nem perto do carro dela.
Porto Alegre
BOM DIA!!!
QUERO DEIXAR AQUI OS PARABÉNS PELO QUE ESCREVEU NO BLOG DE HOJE SOBRE ESTE CIDADÃO QUE É NOSSO FUNCIONÁRIO.
SE FOSSE A RBS, QUEM SERIA ESSA PESSOA?
DÁ VONTADE DE ENVIAR O LINK DO TEU BLOG PARA O EDITOR DA ZERO HORA E PARA O PRÓPRIO CIDADÃO DAVID PARA VER SE ELE CAI NA REAL…
ABRAÇÃO