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Querência Amada

Horário brasileiro de Verão

07:54

Depois da chuva, a nebulosidade persistiu durante toda a madrugada. O calor também. Vi um termômetro assinalando 22ºC às 6:53.

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PERPLEXO (1)

Acho que a coisa mais honesta que faço, para começar, é reconhecer que não me identifico tanto assim com a Zona Sul da cidade. Acho que a maioria das pessoas não entendeu, na minha vez de me apresentar, quando eu disse que amo a cidade inteira. Quando falei que amo a Zona Norte tanto quanto amo a Zona Sul.

A única coisa que poderia me manter colaborando ativamente com o Blog da ZH Zona Sul seria algum projeto pessoal a longo prazo (como ficou fácil perceber que há projetos pessoais orientando as ações de algumas pessoas), o que eu talvez até tenha, mas não gostaria de servir de um meio que não foi desenvolvido para isso. Para nem falar que há uma idolatria da maioria das pessoas em função daquela região da cidade, quando eu não consigo sentir assim por nenhuma região específica.

A melhor parte de o sujeito ter sentido curiosidade desde a adolescência, quando andava de ônibus para lá e para cá apenas para conhecer uma parte, e depois de carro, para relembrar e conhecer o restante, passando pelo fato de ter morado, em 50 anos de vida, 21 na Zona Norte (Petrópolis, Lindóia e Jardim Itu), onde me criei, depois 1 ano onde hoje é o município de Eldorado do Sul, depois voltando para POA e morando 11 anos na Zona Sul (Teresópolis), depois mais 11 na Zona Norte (Cristo Redentor) e agora estando desde 2005 de volta à Zona Sul (Cavalhada), é que ele aprende a ver a cidade como um todo.

Embora eu sabia perfeitamente quais as diferenças entre circular pelas avenidas Bernardino Silveira Amorim e Martim Félix Berta, na Zona Norte, e nas estradas João de Oliveira Remião e Cristiano Kraemer na Zona Sul, reconheçendo ainda a importância de vias de ligação como as avenidas Vicente Monteggia e Dr. Campos Velho, na Zona Sul, e as avenidas Saturnino de Brito, Do Forte e Manoel Elias, na Zona Norte, não aceito os argumentos de quem mora de um lado, dizendo que “quem mora na zona sul se esconde” ou “me escondo mas o teu lado da cidade é cinza“, porque nenhum dos dois é verdadeiro. Nem se esconde quem mora na Zona Sul, e nem é tão cinza assim a Zona Norte. As duas alegações, em geral, são proferidas por quem simplesmente não conhece a cidade, e eu fico ainda perplexo com o fato de pessoas dizerem que moram a vida toda em um lado ou outro da cidade e não sabem nada do outro lado. Acho incrível (e me é particularmente inadmissível) que as pessoas que vivam aqui, que tenham, como eu, nascido, se criado e ainda estejam se desenvolvendo em Porto Alegre, não sintam curiosidade em conhecer toda a cidade.

E pior, sem conhecer, argumentam sobre (e contra) o outro lado sem nenhum constrangimento. Não tenho como me identificar com isso.

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A GRANDE VERDADE

Ontem, enquanto assistíamos o jogo do Inter, a filha e eu íamos conversando em meio aos lances, e ela lá pelas tantas disse algo, não lembro exatamente as palavras, mas deu a entender que até agora não tinha visto nenhum jogador bom nos times do interior gaúcho. Estava indignada com os atacantes do São Luiz, que criavam jogadas, mas pecavam nas finalizações, como sempre. Todos os times menores têm este tipo de problema, e ontem não só naquele jogo, mas no Ca-Ju ficou comprovado, pois terminou em 0 x 0.

Aliás, sobre o Ca-Ju, a reunião de que participei na ZH aconteceu bem na hora do clássico. O único lance que vi foi justamente o golpe de Jiu-Jitso dado por alguém do Juventude em alguém do Caxias, e na hora pensei que era lance para expulsão, o que depois vi que realmente aconteceu. Pelo menos uma vez o Carlos Simon acertou.

Voltando ao comentário da filha sobre a inabilidade de jogadores dos times do interior, eu disse a ela a única coisa que caberia dizer, se os jogadores que perdem todos aqueles gols fossem bons, não estariam jogando em times do Interior. 

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 Contando:  65, 681, 1952, 497, 989, 2540 dias para eu terminar de pagar a Concrisa, 1275, 17, 702, 20 dias para o início da Copa do Brasil, 13, 94, 195, 59, 337, 94.

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VANTAGEM do GRÊMIO

Com arbitragem de Heber Roberto Lopes, começou ontem para o Grêmio a Libertadores, com a vitória do Universidad do Chile para a decisão da vaga do terceiro adversário gremista na primeira fase da competição. Resta saber se o time chileno conseguirá resistir ao drama da altitude de Pachuca, na semana que vem.

Já para o jogo de domingo, contra o Novo Hamburgo, o Tricolor estará possivelmente desfalcado de Alex Mineiro, provavelmente entrando em campo com 10, sendo o atacante substituído por Reinaldo. Embora sem data certa para acontecer a chegada de Maxi López, saúda-se a finalmente consentida apresentação de Herrera no Estádio Olímpico. Prevista para hoje.

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PERPLEXO (2)

Sendo do tempo em que a Assis Brasil tinha mais canteiro do que pistas para os carros, vi-as serem alargadas, com a construção de um canteiro mais estreito, de cimento, no início dos anos 70. No final daquele período, vi o canteiro ser destruído para a construção do corredor de ônibus. Assisti à construção do Viaduto Obirici. Assisti e passei muitas horas dentro de ônibus quando aquelas horas foram levadas a cabo, e também acompanhei todas as obras do corredor de ônibus da Av. Farrapos.

Acompanhei as obras de construção do corredor da João Pessoa. Da Protásio. Da Bento. Sempre achei estranho que nas Av. Teresópolis, Nonoai, Cavalhada, Juca Batista, nenhuma delas foi tomada por obras de tamanho vulto. Mas com a construção da 3a. Perimetral ficou comprovado que na Carlos Gomes, Salvador França, Aparício Borges e até na Teresópolis se podia fazer isso. Na Érico Veríssimo também se fez.

Mas os Prefeitos em geral não mexem nas avenidas da Zona Sul, e quem conhece sabe que todas elas são largas o suficiente para comportar tais obras. Uma viagem até à Restinga, por exemplo, teria seu tempo imensamente encurtado se houvessem corredores especiais para os coletivos nas avenidas Carlos Barbosa, Nonoai, Cavalhada, Eduardo Prado e Juca Batista. Mas bah! Ficaria muito menor, o tempo. 

Vamos combinar: ônibus circulando junto com carros, táxis-lotação e caminhões atrapalham e são atrapalhados tanto na Zona Sul quanto o eram na Zona Norte. Enquanto a Prefeitura e o Governo do Estado infernizaram por quase três anos os moradores da Zona Norte com as obras do corredor de ônibus da Baltazar de Oliveira Garcia, nunca se mencionou uma tal providência com relação à Zona Sul, e sou de opinião de que seria um ganho extraordinário.

Agora, por causa da Copa do Mundo de 2014, se cogita construir um metrô que terá trechos subterrâneos e de superfície, ligando o Centro à Zona Sul. Todo mundo sabe que não estará pronto. Não sei se corredores de ônibus também estariam, acho que não. Mas não consigo entender por que nunca se fala em construí-los no lado sul da cidade. Repito, largura sobrando há, em todas as principais avenidas, inclusive na Wenceslau Escobar. A Otto Niemeyer tem, também. O que será que falta?

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  CONCLUSÃO

Dentro da minha cabeça já pintou uma idéia para uma primeira (e quem sabe única) matéria que pode ser abordada no Blog do ZH Zona Sul. Cabe texto e fotos, e tenho até o dia 6 para enviar o material por e-mail. Mas hoje já perdi um dia, porque acordei de novo em “modo revolta” e vim de carro até à Procergs. Para tirar as fotos que quero, preciso vir e ir de ônibus.

Como diz o título de uma música da Joana, “amanhã, talvez“.

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SAUDADE BOBA

Todos os dias escutando o barulho dos vagões do Trensurb, pois trabalho nas proximidades e tenho vista para a estação Rodoviária, estou há horas pensando seriamente em matar a saudade de dar um passeio de trem. Acho que faz quase 10 anos que não o faço.

Qualquer hora vou até o final da linha, o que nunca fiz, e volto.

E era isso.


1 Comments Add Yours ↓

  1. Jefferson Terra #
    1

    Baita cara de pau. Fica secando o inter no gauchão e não tem nem vergonha. Vai cuidar do teu time, pq o meu já ganhou TUDO!



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