Horário brasileiro de Verão
12:24
O dia amanheceu com cara de inverno, nubladão, mas a ventania que começou depois do meio-dia parece estar mandando as nuvens embora. Há previsão de chuva, portanto, o mais certo seria afirmar que o decorrer do período é imprevisível.
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COMEÇOU a CONFUSÃO
Depois do ritual de leitura da ZH (que não duvido que esteva mudando de ritual para vício) na manhã de sábado, eis-me aqui, como sempre, pensando no que escrever. Sou de opinião de que quando não se tem o que dizer o melhor é ficar calado. Meu problema não está em não ter o que dizer, mas em ter coisas demais para comentar, e não saber por onde começar, ou como abordar os assuntos. Além de tudo que eu normalmente gostaria de escrever, a leitura da ZH me abre algumas idéias sobre outros temas, como o da página central do Caderno de Cultura, que mais uma vez tratou de matéria sobre a eleição de Barack Obama para a Presidência dos EUA.
Estou de acordo com uma linha de pensamento, a de que não se deve esperar nenhuma revolução em favor da melhoria da qualidade de vida da população negra do mundo a partir daquela eleição. Obama foi eleito para presidir os Estados Unidos com uma estratégia que excluiu a questão racial do discurso de campanha e eu acredito que ela deve se manter fora também do desempenho dele à frente da sociedade norte-americana e mundial.
Assim como deve ficar fora da discussão sobre os rumos da economia mundial e de tudo que um cargo de tamanha importância acarreta e proporciona o fato de um irmão de Obama ter sido preso com maconha no Quênia. O irmão é o irmão, o presidente é o presidente, uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas já estou até imaginando como o tema será tratado.
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MOBY COM MADONNA
Ontem mencionei que faço mistureba no aparelho de som, colocando Moby e Madonna para rodar no cd changer, esta entre tantos outros milhões de opções de misturas que podem ser feitas. São estilos diferentes, e eu não sei nem dizer se a Madonna de hoje se diferencia muito da de 25 anos atrás. O que sei é que o Moby é diferente do estilo dela, e que não consigo ficar escutando só um ou outro, por isso faço a mistura. Assim como faço tantas outras.
O que acho incrível é como a cabeça da gente vai mudando, com a passagem do tempo, porque houve uma época em que pensava que o estilo da Madonna era tudo de bom e era tudo que eu queria ouvir. Corria para comprar cada disco novo dela que saía, assim como nos anos 70 comprava tudo que o Barry White gravava, nos 80 comprava tudo que o Herb Alpert lançava e ainda fui atrás dos discos antigos do Tijuana Brass, e no período do começo dos anos 90, quando descobri os Pet Shop Boys e fui atrás de todos os discos antigos deles, e comprei todos os que vieram depois.
Em cada momento da vida, cada fase da minha cabeça, se reflete no tipo de música que mais me chamava a atenção em uma determinada época. E depois que uma música ou um estilo entra para o nosso repertório de gostos, nunca mais sai. Vira e mexe temos que recuperar, ouvir de novo um tempo, depois abandonar de novo, depois ouvir de novo…
É fantástico, e a música é a única forma de arte capaz de nos transportar imediatamente a uma lembrança ou reavivar um sentimento.
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Contando: 63, 679, 1950 dias para a minha aposentadoria, 495, 987, 2538, 1273, 15, 700 dias para o final do período do “jeito novo de governar“, 18, 11, 92, 193, 57, 335, 92.
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SERÁ QUE é POR AÍ?
Dizem que a História costuma se repetir.
Não sei se em histórias pessoais de vida isso também acontece. É preciso estar atento aos detalhes para saber se realmente ocorrem fatos semelhantes em determinadas situações. Uma coisa que sucedeu comigo mais de uma vez foi o fato de quando aconteceu alguma grande mudança na vida, ou novidade, o fato grande foi acompanhado por outro menor, que teve lugar antes ou depois, mas quase no mesmo momento.
Foi assim quando decidi me separar da mãe dos meus filhos. Alguns dias antes da decisão final, em novembro de 93, cheguei em casa vindo da casa dos pais e fui diretinho para o banheiro raspar o bigode, uma coisa que já tinha tentado fazer certa vez e achei que jamais poderia tentar de novo. Simplesmente fui lá, raspei, e me senti bem. Poucos dias depois, veio a mudança grande. Foi assim, também, quando, sete anos depois, em 2001, decidi voltar a ter carro. Poucos dias depois da compra, motivado por uma necessidade de mudança, entrei no banheiro e raspei a cabeça, o que venho fazendo já vai para oito anos. Além de não conseguir mais me imaginar deixando o cabelo crescer, todas as pessoas que me conheceram após a queda do bigode e depois da raspagem de cabelo dão risada quando olham minhas fotos antigas.
Então.
Em 2007, um dia saí com uma pessoa que conheci na internet para visitar a exposição dos 50 anos da RBS (algo assim) no Gazômetro. Passamos um pedaço da tarde juntos, conversando, rindo, foi um encontro legal, onde tratei a pessoa com todo o respeito que ela merecia, não me importei que fumasse, tudo legal, para que voltássemos a nos ver mais vezes, o que a pessoa disse que “com certeza” aconteceria, quando nos despedimos, ocasião em que logo após ela desapareceu para sempre, nunca mais falou comigo nem pelo messiene.
O que aconteceu depois disso foi que conheci outras tantas pessoas e uma delas acabei namorando. Se a história da vida pessoal se repete, pode estar para acontecer a qualquer momento alguma novidade, pois no começo de janeiro fui assistir ao Tangos e Tragédias com uma pessoa que depois também desapareceu, sumiu do mapa, tendo eu a certeza de que fui completamente diferente do tipo de caras com que ela está acostumada a conviver pelo seu trabalho. Talvez isso a tenha assustado, não importa. O que é relevante é o fato de, depois de ter acontecido o sumiço dela, conheci outras pessoas pela internet, algumas já pessoalmente, e ainda vou conhecer outras (suponho), o que indica que pode estar havendo, sim, uma reedição de um pedaço da minha história pessoal.
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REPERCUSSÃO
Recomendo a quem tiver oportunidade que leia nas páginas 2 e 3 do Caderno de Cultura da ZH de hoje, matérias assinadas por Marcelo Gonzatto e Leandro Fontoura sobre a infeliz coluna de David Coimbra publicada no dia 23 de Janeiro com o título de “O Patrão“. Posições convergentes com o que escrevi aqui, encaminhadas por pessoas de influência infinitamente maior que a deste mero blogueiro foram ouvidas, sugestões apontadas. Quem quiser ler o que aquele jornalista escreveu na coluna, pode ir no Blog do David, em zerohora.com, dia 23.
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LIQUIDA PORTO ALEGRE
Em sua 13a. edição, começa dia 9 de Fevereiro e vai até 1o. de Março.
Porto Alegre