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2a. Semifinal / Maratona Para Repetir (1a. Parte)

07:52

O dia amanheceu nublado e meio fresquinho, muito bom, mesmo.

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SEGUNDA-FEIRA, 23/02/09

“Depois da chuva na madrugada, até parecia que não choveria mais. Mas o caldão que caiu depois desmentiu. Acho que foi porque lavei o Santa. Vi um termômetro em Bento Gonçalves assinalando 21ºC às 12:13, ou algo assim.”

Esta foi a descrição que coloquei no começo do post daquele dia. Mas foi muito mais do que isso.

Naquele dia eu amanheci com duas vontades. Uma, de lavar o Santa, o que já tinha sido mais ou menos antecipado com duas compras que tinha feito nos dias anteriores:   e .

Parêntese:

Nas duas primeiras idas ao súper da Piá eu simplesmente esqueci que tinha que comprar um creme de barba. No domingo de manhã, quando lembrei de comprar, lembrei de comprar também a coisinha de espalhar, que agora me foge o nome, mas não tinha. Então comprei uma esponja infantil para usar no lugar daquilo na cara e para raspar a cabeça, também.

Fecha parêntese.

Depois de lavar o Santa, tratei de cuidar da minha outra vontade: dar uma esticadinha até Bento Gonçalves. Na verdade, estava a fim de ir a Gramado, Caxias e Bento. Bueno. A descida até o posto de pedágio foi uma coisa fantástica. Descida, mesmo, o tempo todo descendo, e eu já pensando em como seria bom subir de volta, mandando ver na aceleração.

Uma das partes que eu acho sensacionais em viagens de longo percurso é aquela coisa da mudança do tempo, uma hora a gente anda no seco, em outra anda no molhado, e aconteceu assim. Depois que desviei do pedágio, porque havia uma placa indicando Bento para a esquerda, na rótula um pouco antes, as coisas começaram a acontecer. Primeiro escureceu pra caramba, depois a chuva começou. Uma placa tinha indicado Bento a 75 km por aquele caminho, maravilha, pensei. E batia água. Lembro de ter passado pela área urbana do município de Vale Real, mas não lembro mais em que ponto da viagem foi isso.

A uma certa altura, quando não tinha visto mais placa indicativa nenhuma, havia um casal numa moto, parados à beira da estrada, os dois de macação e capacete, parei e perguntei se estava no caminho certo para Bento. O rapaz, com seu sotaque alemão, me disse para seguir em frente até um entroncamento, e ali tomar à direita e seguir sempre.

Tá bom, obrigado.

Lembro que o entroncamento não demorou muito a aparecer. Tomei a direita com todos os cuidados com o movimento, mas nenhum em relação ao ponto da estrada em que tinha entrado, para quando voltasse. Queria fazer o mesmo trajeto no retorno. Mas me fui. Queria passar num posto, mas não via nenhuma bandeira das mais conhecidas. Depois de algum tempo vi um que tinha as cores da Shell e a gasolina estava bem barata, fiz a volta, mas vi que não era Shell e nem parei. Voltei para a estrada e toquei em frente. Bem mais adiante achei um da Petrobras, mas só entrei para confirmar que estava indo para Bento, ao que um frentista me deu uma dica para ficar à direita e subir o viaduto, o que fiz, e deu bem certinho. Àquela altura, na entrada de Bento, já tinha saído da área de chuva. Estava nubladão, mas ela havia parado.

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Contando: 36, 652, 1923, 468, 960 dias para os Jogos Pan Americanos de Guadalajara, no México, em 2011, 2511, 1246, 673, 65, 166, 30 dias para o início do campeonato de F-1, 308, 65, 96, 141. 

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 A CIDADE

Nunca vi tanta lomba junta reunida. Não tem planos, lá, parece. Não se anda duas quadras sem pegar uma subida ou descida pela frente. Imagino que o pessoal esteja acostumado, mas para quem foi, assim, pela primeira vez, a surpresa foi grande. Na área central, que é justamente onde já se cai, quando se passa pelo pórtico, só tem estacionamento de área azul. Incrivelmente, estavam todos ocupados, mas bem capaz que eu pararia num espaço daqueles. Não faço isso em POA, que dirá numa cidade do Interior. Não, não. Depois de algumas voltas andando em círculos, descolei uma rua no alto de uma lomba (para variar), bem de frente para a estação rodoviária. Deixei o Santa ali e empreendi uma caminhada de volta, pela avenida principal.

Seguindo a orientação de um guri, me dirigi na direção em que ele disse que haveria um Nacional. Naquela altura já era perto de meio-dia, eu estava com fome, mas decidi que primeiro encontraria o supermercado, e acabei encontrando, mesmo. Até chegar ali, olhei todas as vitrines que queria, bati pelo menos uma foto , e imediatamente resolvi que voltaria até o carro, o deixaria no estacionamento do supermercado e depois trataria de almoçar. Caminhei de volta, subindo toda a lomba. Mas antes de voltar até o Nacional, decidi que daria uma passadinha no Estádio do Esportivo. Segui uma dica de um sujeito que achou que eu faria o caminho a pé, mas não sei, não, acho que ele me indicou o estádio errado, porque não vi nada de mais naquele lá. Eu pensava que o Estádio Montanha dos Vinhedos teria um visual diferente. Mas acho que me deram a dica errada:  , .

Na volta, desci até o Nacional (depois da maratona a pé, nunca mais terei nenhum problema em me deslocar no centro de Bento, para a próxima vez que for até lá), deixei o carro lá e tratei a voltar até à avenida principal, onde tinha descoberto o Shopping Bento Gonçalves.

Lá dentro, comprei uma camiseta  e fui para o andar de cima , para a praça de alimentação. Pedi uma refeição no  e me surprendi: o prato que veio dava para duas pessoas, tranqüilamente. Muito bom, mesmo. Com a fome que eu estava  caiu muito bem, e até compensou o valor . Me sentei de frente para o janelão que dava para a avenida principal e tirei algumas fotos , ,  .

Chamou a atenção, como não poderia dixar de ser, a beleza das mulheres. Como tem mulher bonita naquela cidade. Benzadeus.

Depois de almoçar, o que já eram umas 2 e pouco da tarde (fiquei chateado porque o único rádio que captou o sinal da Gaúcha foi o do Santa, dentro do shopping o celular só chiou, não pude escutar o Sala de Redação), voltei ao Nacional, não sem antes guardar mais uma imagem de recordação da visita àquela cidade: . Com a cabeça já maquinando em termos de infra-estrutura, antes de ir embora comprei outra Pepsi, mas uma menor, não precisava ser de 3,3L . E me vim embora.

Seguindo a indicação de uma placa de rua , subi mais uma lomba, passei na frente de um outro shopping, que quero visitar na próxima vez, e lá em cima, quase na saída, encontrei um posto Ipiranga vendendo gasolina aditivada a R$ 2,54, a mais barata que encontrei desde Porto Alegre até lá. Não tive dúvida, parei e mandei completar . Peguei uma dica com a frentista de como ir a Caxias, mas depois, no meio do caminho, desisti. Resolvi voltar a Nova Petrópolis.

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Como se vê ao final de alguns episódios de seriados:

CONTINUA.

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SEM GARANTIA

A exemplo do que fez na fase de classificação, o Grêmio vai com um time reserva para enfrentar o Veranópolis, às 19:30 de hoje, no Olímpico. O que se viu na outra vez foi um tremendo chocolate do time da Serra, que venceu por 3 x 0. Tendo o Inter já classificado no jogo de ontem, todo mundo conta com Grenal para domingo, mas antes, há esta parada dura pela frente.

GRÊMIO 1 x 0 VERANÓPOLIS

Grêmio: 27 faltas, 28 lançamentos, 2 impedimentos, 31 cruzamentos, 15 finalizações, 12 escanteios, Marcelo Grohe fez 8 defesas.

Lances: Douglas Costa recebe a bola numa cobrança de escanteio, bate cruzado, Vanderlei tira para escanteio, aos 35.

Cartões: segundo tempo: amarelo para Mailson, aos 10.

Gols: segundo tempo: Mailson lançado na direita cruza, a bola chega em Reinaldo, que gira e marca de perna esquerda, aos 4.

Trocas: segundo tempo: Douglas sai para a entrada de Jonas aos 24 e Tcheco entra no lugar de Saimon, aos 28.

Veranópolis: 10 faltas, 11 lançamentos, 3 impedimentos, 11 cruzamentos, 10 finalizações, 5 escanteios, Vanderlei fez 5 defesas.

Lances: Dinei faz jogada em cima de Saimon, chuta cruzado, a bola vence Marcelo Grohe e Éverton tira quase de cima da linha. No rebote, Miro Bahia chuta para fora, aos 31.

Cartões: amarelo para Diogo Correa, aos 27; segundo tempo: amarelos para Kito aos 8 e para Fininho aos 37.

Trocas: segundo tempo: Dick entra no lugar de Diogo Correa, aos 10; Kito sai para a entrada de Rodrigo Ribeiro aos 25; Anderson Araújo entra no lugar de Eduardinho, aos 40.

Arbitragem: Leandro Vuaden.

Público: pagante, 10.275. Total, 11.343; renda R$ 132.107,00.

Melhor do jogo: Douglas Costa.


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