11:12
Dia de sol, com céu parcialmente nublado, em Porto Alegre.
-
NEGATIVO, POSITIVO
Muita coisa chamou a atenção durante a leitura da ZH de domingo:
O caso do austríaco Josef Fritzl, o doente mental que aprisionou e estuprou a filha por 24 anos, e com quem teve sete filhos; o caso Isabella Nardoni; as crianças de Nova Bréscia, que segundo o Movimento Todos Pela Educação são as melhores em Matemática do país; Moacyr Scliar e Martha Medeiros quase me convencendo dos valores do casamento e de que vale a pena amar, respectivamente; a nova edição do redAção ZH, para estudantes de 2a. e 3a. séries do Ensino Fundamental e vestibulandos em geral (para todo mundo, afinal, porque todo mundo pode ser um vestibulando em potencial).
Não me chamaram a atenção matérias como o casamento do Nilmar; a gastança do Senado; a luta de um governador contra a loucura de Hugo Chávez; o medo dos jogadores do Brasil de Pelotas durante as viagens para os jogos do Gauchão (aliás, ontem assisti ao jogo Brasil x Juventude, 0 x 0); o investimento de US$ 1 Bi que a GM planeja para a ampliação da fábrica aqui do lado, em Gravataí; a coluna do David Coimbra.
Para nem falar na novela os grampos telefônicos no governo daquela senhora e nas novas acusações de corrupção contra deputados federais gaúchos, depois que as antigas acusações foram arquivadas.
-
DO QUE eu NÃO ENTENDO
O Scliar tem razão quando diz que as separações não impedem os novos casamentos. Pessoas fazem isso duas, três, quatro vezes. Dá para escrever um enorme tratado a este respeito, se forem consideradas todas as possibilidades envolvidas. Uma delas é a de que se um dos “casantes” já tiver larga experiência nisso, mas o outro não, é líquido e certo que o mais experiente é candidataço a acrescentar a nova experiência ao que já sabe e levá-la para um novo casamento, ali adiante. Porque a outra pessoa ainda não aprendeu tudo que ele aprendeu, então tende a errar. E assim ad infinitum. Ad infinitum mesmo.
O que eu penso sobre isso é que, como li em outra parte do jornal, vivemos numa época em que é grande a necessidade de novidades. O casamento não é uma novidade. Ele não traz novidade nenhuma às vidas as pessoas. E aí entra o que a Martha escreveu: o amor precisa tempo e paciência. Ora, num mundo em que a busca por novidades é constante, tempo e paciência é o que menos se tem. Antigamente era mais fácil. Hoje em dia existe a televisão paga, futebol de segunda a segunda, canais apresentando música, filmes, leilões e vendas 24 horas, para nem falar em internet e aparelhos de telefonia celular que fazem de tudo, até transmitir voz.
O casamento, o amor, demandam que doemos nosso tempo e sentimentos a uma outra pessoa. É possível? Claro que é. Afinal de contas, também já vivemos num mundo em que não havia forno de microondas, nem controle remoto para o cd player do carro. Tudo é possível. Mas… quem tem tempo para se dedicar a outra pessoa? Pior, quem tem tempo para conhecer, efetivamente conhecer, outra pessoa? Quem tem paciência para dar tempo de deixar que outra pessoa o conheça? As pessoas confundem muito amor com paixão, paixão com amor. O que a Martha escreveu hoje deixa o fato implícito, para quem não entendeu nada, e bem explícito para quem captou a mensagem.
Quem em vai querer saber disso?
Eu tive paciência para escutar 14 horas de áudio para gravar um cd com 20 músicas. Por que consegui isso? Porque não tinha ninguém do lado me enchendo o saco, cobrando atenção. Não fiquei mais feliz com a gravação de mais um cd, mas não fiquei mais infeliz, também. A vantagem foi que não me incomodei, na verdade, até me deu prazer, pois conheci muita música que não sabia que existia. Com a ainda outra vantagem de que eu podia parar de pesquisar na hora em que bem entendesse, retomar quando quisesse, sem ter que dizer nada, não precisava justificar nada, nem a mim mesmo.
E agora?
Mais uma vez, vale a máxima do Kid Abelha: ”eu tenho pressa, e tanta coisa me interessa, mas nada tanto assim.“
-
Faltando: 13, 629, 1900 dias para a minha aposentadoria, 445, 937, 2488, 1223, 650 dias para o final do período do “jeito novo de governar“, 42, 143, 07, 285, 42, 73, 118.
-
JÁ COMEÇOU
Enquanto se aproxima a hora da mudança grande no estilo do blog (ou blogue, como quiserem), algumas pequenas alterações já aconteceram, aí do lado. Também fiquei matutando em como faria para explicar o que acontecerá, depois que tiver acontecido. A iluminação me veio pouco antes de dormir, na noite de ontem. Já sei como vou fazer para que as pessoas entendam o que estará acontecendo, quando começar a acontecer. A mudança grande. A pequena já está em andamento.
-
REAFIRMAÇÃO
Com viagem marcada rumo à Bolívia a partir de amanhã, o Grêmio manda a campo na tarde de hoje para enfrentar o time da Ulbra/Canoas, em Canoas, um time reserva, no qual Douglas continuará no banco. Há a esperança de que Herrera e Maxi López completem o 3-5-2, mas na escalação anunciada na ZH Reinaldo começará o jogo. O Tricolor precisa voltar para casa com uma vitória, para dar tranquilidade ao grupo que vai enfrentar o Aurora na altitude de 2,5 mil metros. Precisa da vitória para garantir a classificação para as semifinais da Taça Fábio Koff.
Oremos.
ULBRA 1 x 1 GRÊMIO
Ulbra: 15 faltas, 24 lançamentos, 1 impedimento, 13 cruzamentos, 6 finalizações, 3 escanteios, André fez 6 defesas.
Lances: aos 10, Lê dá um chute cruzado da esquerda, a bola passa na frente o gol de Marcelo e vai pela linha de fundo.
Cartões: segundo tempo: amarelos para Tatá por segurar as pernas de um jogador do Grêmio, aos 3; para Júnior, por retardar o jogo, aos 9; para Vanderson, aos 42.
Gols: Lê, pela ponta direita, faz cruzamento rasteiro, a bola passa pela zaga gremista e Tatá manda para as redes, a 1 minuto de jogo.
Trocas: segundo tempo: as trocas da Ulbra eu ainda não havia atualizado, quando faltou luz.
Grêmio: 20 faltas, 25 lançamentos, 1 impedimento, 24 cruzamentos, 14 finalizações, 9 escanteios, Marcelo fez 8 defesas.
Lances: Maylson bate falta, chute rasteiro, a bola bate no montinho artilheiro, acerta o ombro do goleiro e vai para escanteio; Orteman dá um balãozinho num adversário na entrada da área, tira outro da jogada e bate cruzado, para fora, aos 28; segundo tempo: Douglas lançado, pela direita, ajeita para a perna esquerda e bate cruzado, a bola passa pela frente do gol e sai do outro lado, aos 5; Marcelo Grohe defende chute de Lê, da entrada da área pelo lado direito, aos 14; Thiego erra, perde a bola, ela é lançada para Lê, que cruza, Marcelo salva antes que outro atacante completasse para as redes, aos 20.
Cartões: amarelos para Herrera, aos 15; Saimon, aos 33, por carrinho violento; para Reinaldo, por carrinho perigoso, por trás, aos 44.
Gols: segundo tempo: Maxi López faz um giro pela esquerda e cruza, para a entrada de Makelelê, que manda para as redes, sozinho na pequena área, aos 10.
Trocas: segundo tempo: Douglas e Maxi López vêm para o segundo tempo nos lugares de Orteman e Reinaldo; Hélder entra no lugar de Jadilson, aos 22.
*
A Ulbra foi o único time que incomodou o Inter, dentro do Beira-Rio. No primeiro tempo de hoje, depois do gol, o que se viu foi o time de Canoas se aproveitando da falta do entrosamento do time reserva do Grêmio, e abusando do expediente de retardo do jogo, que não foi coibido pela arbitragem, enquanto Reinaldo mais uma vez não demonstrou qualquer afinidade com a bola.
No segundo tempo o time melhorou, com as alterações de intervalo, chegou ao empate e perdeu muitos gols.
*
Arbitragem: Leandro Vuaden, auxiliado por Alexandre Kleiniche e Sedenir Martins. No primeiro tempo, Vuaden deixou de dar um pênalte em Herrera, que foi puxado e derrubado dentro da área, aos 13 minutos.
Público: ………………; renda: R$ ……………….
Melhor do jogo: Makelelê.
Porto Alegre