09:35
Houve forte nebulosidade durante a madrugada, porém o dia amanheceu com céu limpo. Tem mais circulação de ar do que no dia de ontem, mas o calor vai continuar.
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O MESMO DIFERENTE
Ontem fiz uma coisa que não é costume, passei um bom pedaço do dia com a televisão ligada. Até para mim foi surpreendente. Nos finais de semana não costumo fazer isso. Pelo menos, não durante tanto tempo.
Comecei assistindo Law & Order, às 15. Às 16, o jogo do Inter. Um pouco antes de terminar o primeiro tempo deste jogo, como sempre acompanho com o som do rádio, soube que estava começando o jogo Uruguai x Paraguai, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo da África do Sul. O Paraguai é o líder do grupo Sul Americano, com 23 pontos, O Uruguai estava fora do G-4. Então, depois que o jogo de Caxias terminou, fui acompanhar aquela outra partida.
O jogo era em Montevidéu, o que favoreceu a um bom desempenho do time uruguaio, que venceu por 2 x 0, diminuindo a vantagem do Paraguai sobre os segundos colocados (Brasil, Argentina, Chile), que estavam todos com 16 pontos. O resultado colocou a própria Seleção Uruguaia em segundo, mas logo depois daquela partida haveria, no Monumental de Nuñes, o jogo entre Argentina e Venezuela, primeira partida oficial de Diego Maradona como treinador da Seleção. Detalhe do jogo entre uruguais e paraguaios: arbitragem de Carlos Eugênio Simon, que tinha por um dos auxiliares, Altemir Haussman.
Como era de se esperar, foi um passeio dos argentinos, 4 x 0. Com isso, os hermanos assumiram o segundo lugar no grupo, com o Brasil caindo para 4o., ficando na obrigação de vencer o Equador no jogo das 18 horas de hoje (hora de Brasília).
Antes do término desta partida, precisei mudar de canal para assistir Eli Stone, porque na parte da manhã, cpmo Ghost Whisperer era reprise, fui fazer comida e simplesmente esqueci que depois tinha o Eli. Quando lembrei, dei uma ligada na tv e vi que o episódio que estava sendo levado ao ar eu ainda não havia visto, então tinha que olhar, à noite.
E depois disso voltei para o Sportv, onde estava passando o jogo Guarani x Corinthians, jogo do campeonato paulista, no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas. A partida terminou em 0 x 0, com direito a muitos erros de um dos assistentes, que se equivocou em diversos lances de impedimento, muito ruim, aquele cidadão. Outra constatação: Ronaldo Nazário, gordo, joga muito mais que outros atletas em forma que andam por aqui e só fazem de conta que jogam.
Tudo isso, pensando nas 3 da manhã, quando pretendia acordar para ver o GP da Austrália, de F-1.
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LUZ APAGADA, e DAÍ?
Quando chegou no horário das 20:30, eu estava vendo o jogo Argentina x Venezuela.
Já sabia que teria que ligar a televisão às 21, para ver o Eli Stone. Pelo menos por meia-hora eu participaria do protesto. Quando desliguei tudo, a Argentina já vencia por 3 x 0.
Desliguei e fui para o sacadão. É complicado apagar as luzes quando há crianças brincando lá embaixo, porém nos apartamentos dos prédios em volta, até onde pude ver, ninguém apagou as luzes. Olhando ao longe, também não percebi mudança aparente. Fui até a área de serviço, olhei para os outros prédios e casas da redondeza, não vi ninguém apagando as luzes.
Tinha até programado o celular para me avisar quando fossem 20:59, para ligar apenas a tv, para ver o Eli Stone. Mas depois de uns 20 minutos, pensei, puta merda, estou deixando de ver o que estava vendo por conta de um protesto pelo aquecimento global que envolve apagar as luzes, que não têm influência sobre a camada de ozônio, enquanto parece que não tem ninguém em volta dando bola pra coisa, quer saber? Virei Argentino.
Liguei a televisão de novo, ainda a tempo de ver o 4o. gol dos hermanos. E já acendi a luz e liguei o micro de volta, ah, vão se catar. Me achei fazendo papel de bobo, naquela hora. Então, voltei para a vida normal. Além disso, nada me garante que os atores e outros que participaram da campanha estariam realmente de luz apagada em casa.
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Contando: 06, 622, 1893, 438, 930 dias para os Jogos Pan Americanos de Guadalajara, em 2011, 2481, 1216, 643, 41, 136, 278, 35, 66, 111.
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GP da AUSTRÁLIA
Toda a expectativa sobre a corrida começou a se frustrar depois da volta de apresentação, quando na hora da largada o carro do Rubinho demorou para sair. A gente pensando que o camarada faria uma grande corrida, e ele mal consegue arrancar na hora do sinal verde. Foi ultrapassado por um monte de carros, caindo para 7o. logo no começo. Já na primeira curva houve uma batida e Heiki Kovalainen teve que abandonar.
Jenson Button, companheiro de Rubinho, liderou a corrida do começo ao fim, em nenhum momento sendo ameaçado por nenhum dos concorrentes. Lewis Hamilton fez corrida de recuperação, tendo largado em último, chegou na zona de pontuação. A maior ameaça que Button sofreu vinha da STR de Sebastian Vettel, que, nas últimas voltas, foi abalroado por Robert Kubica, ficando os dois fora da prova. Faltavam duas voltas quando se engalfinharam numa tentativa de ultrapassagem de Kubica, o que favoreceu, adivinhem quem, que naquele momento vinha em 4o.? Rubens Barrichello.
Por um lance de sorte dele e de falta de raciocício de Kubica e de falta de sorte de Vettel, a Brawn fez a dobradinha de equipe estreante, coisa que não acontecia há 54 anos.
Felipe Massa teve que abandonar no final por problemas no carro e Nelsinho Piquet rodou e foi parar na caixa de brita.
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ANTES da CORRIDA
O que aconteceu na madrugada de hoje poderia ser abordado com vários titulos, desde o tradicional ”ninguém merece” até “incomodação e despesa“, passando por “só comigo“. Foi difícil escolher um título para o tópico.
Eram 2:10 da manhã quando meu celular começou a tocar. Inacreditável. Olhei para o aparelho e vi o nome de uma pessoa com quem eu saí uma vez, alguns meses atrás. Ainda bem dormindo, anestesiado, atendi a chamada.
Resumindo: ela tinha ido à festa de aniversário da cidade na Redenção e tinha ficado até tarde, não sabendo que não haveria ônibus para voltar para casa. Tinha vindo a pé da Redenção até à Carlos Barbosa, antes da subida. Estava com uma amiga que tinha conhecido na festa, que morava na Vila Cruzeiro. Queria saber se eu podia ir pegá-la e levá-la para casa. Nem preciso dizer que quase surtei.
Faltava pouco mais de meia-hora para o horário da corrida. Concordei em ir pegá-la e largá-la em casa, até porque ela mora aqui perto, mas recusei totalmente a idéia de entrar na Vila para largar a outra pessoa em casa. Lá na Carlos Barbosa a pessoa estava numa parada, a peguei, voei de volta até a casa dela e me vim, chegando de volta 5 minutos antes da volta de apresentação da corrida.
Várias coisas me passaram pela cabeça, claro. Primeiro, que tinha que ser uma pessoa que não me interessou muito, as que me interessam não me fazem pagar micos assim; que é também por causa deste tipo de coisas que é melhor não ter namorada, na teoria garante que ninguém vai me incomodar meia-hora antes de eu poder assistir uma corrida de F-1, de madrugada, ainda, imagina; o acontecido reforça a tese do jornalista Cláudio Cabral, que eu abraço, de que “mulher só dá incomodação e despesa“.
E não é que ele tem razão?
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ANTIPATIA
Não gosto da atual Seleção Brasileira.
Não vejo aqueles jogadores como pessoas que sentem orgulho de representar o seu país de origem. Basta olhar para os uruguaios e argentinos para perceber a diferença. Talvez porque sejam os melhores jogadores do mundo, que sabem que podem decidir a qualquer momento, se assim o quiserem, não vislumbro traços de vibração no time brasileiro. É um bando de ricaços aborrecidos que estão ali cumprindo uma quase que obrigação, como se se dependesse das vontades deles, não estariam ali, sem ganhar nada, para defender as cores do Brasil.
Mesmo assim, este time entra em campo hoje, em Quito, no Estádio Olímpico Atahualpa, precisando vencer para voltar ao segundo lugar, ou terceiro, não sei, ficando tão próximo do Paraguai quanto a Argentina ficou, após a goleada de ontem.
EQUADOR 1 X 1 BRASIL
Equador: 10 faltas, 26 finalizações, 13 escanteios, 1 bola na trave, Cevallos fez 6 defesas.
Cartões: segundo tempo: amarelo para Ayovi (15), aos 31.
Gols: segundo tempo: bola cruzada da direita, Lúcio tenta cortar, manda para trás, Júlio César faz defesa à queima-roupa, a bola sobra para Noboa, que bate forte, indefensável, aos 44.
Trocas: segundo tempo: Guerón (7) sai para a entrada de Noboa (6), aos 30; Palacios (9) entra no lugar de Caicedo (10), aos 45.
Brasil: 18 faltas, 1 impedimento, 9 finalizações, 5 escanteios, 1 bola na trave, Júlio César fez 11 defesas.
Cartões: amarelo para Elano (7), aos 44; segundo tempo: amarelos para Gilberto Silva (8), aos 23; Marcelo (6), aos 36; Daniel Alves, aos 36.
Gols: segundo tempo: Julio Baptista tabela com, Robinho (11), recebe a bola na entrada da área pelo lado direito e chuta, a bola bate na trave, no ombro do goleiro, e entra, aos 26.
Trocas: Maicon (2) sofre lesão muscular e é substituído por Daniel Alves (13), aos 23; segundo tempo: Josué (15) entra no lugar de Elano (7), aos 16; Ronaldinho Gaúcho (10) sai para a entrada de Julio Baptista (16), aos 25.
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No primeiro tempo a equipe equatoriana botou forte pressão para cima do Brasil, que não teve opções de ataque, perdendo o meio campo e só se defendeu. Robinho e Luís Fabiano não viram a cor da bola. A Seleção Brasileira teve grandes dificuldades, basta comparar o número de faltas que cada time cometeu. A apatia tomou conta do time de Dunga, que foi completamente dominado. Ao final da primeira etapa, para o Brasil, a melhor notícia foi o empate.
Na etapa final o Brasil começou adiantando a marcação, encurtando os espaços, e o Equador meio que perdeu o domínio da partida. A injustiça quase se materializou com o gol do time brasileiro, que melhorou com as entradas de Josué e Julio Baptista, mas ao final o empate disse mais sobre o que aconteceu ao longo de todo o jogo.
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Arbitragem: Carlos Chandia, auxiliado por Lorenzo Acuña e Sergio Roman (ambos do Chile).
Público: 39.639; renda: US$ 919.389.
Melhor do Jogo: Júlio César.
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Porto Alegre



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