SEM SAÍDA
O fato de que teremos o feriado de Corpus Christi no dia 11 me remeteu ao outro fato de que poderei fazer um feriadão, já que cai numa quinta, e eu pretendo compensar a sexta, para ficar quatro dias de molho.
Nem tinha me dado conta de que na sexta, 12, estará sendo celebrado mais um Dia dos Namorados. A lembrança me veio quando um colega da Fepam comentou “o quê, dia 12, já?“, em observância a alguma coisa que ele viu na ZH de hoje.
A colega Paula, recém casada e única mulher na sala, disse de brincadeira que desta vez não vai precisar gastar com presente de dia dos namorados, porque agora está casada, e eu comentei que “ele deve estar pensando a mesma coisa“, ao que ela balançou a cabeça afirmando que “vou dizer a ele que não, não“.
Já o colega Cleber, que foi o que chamou a atenção para o fato, que também é casado, fisse que “depois que se casa, dia dos namorados vira aniversário de casamento“, mas “é bom o dia dos namorados“, e eu brinquei dizendo que ”dois aniversários de casamento por ano, ninguém merece“, quase completando que “um já é mais do que suficiente, quando se comemora, porque às vezes se lamenta“.
O último Dia dos Namorados que passei com alguém foi em 1999.
Parece piada, mas não é.
Está, sim, fazendo todo este tempo. Não há perspectivas imediatas de mudança e, para falar a verdade, nem sei se quero que mude. Quero não querendo. Não quero, mas ainda espero. Talvez não para este ano, que já está em cima da hora, mas no ano que vem, quem sabe.
Às vezes me pego com o espírito de “olha, eu queria tanto lhe dizer baixinho palavras lindas de amor“, porque é legal expressar sentimentos, eu gosto, mas só se pode expressar o que se sente por alguém, primeiro, quando este alguém existe, segundo, quando efetivamente se sente. Escrever alguma bobagem romântica, de vez em quando, é bom.
Ou, melhor, é, quando há para quem.
O namoro é aquela fase do friozinho da barriga, quando se quer estar junto, ficar encostando, é quando não se quer mostrar muitos dos nossos defeitos, nem se quer descobrir e muito menos enxergar os da outra pessoa. Se não perdermos o controle da racionalidade não conseguiremos nos apaixonar. Por isso às vezes é melhor fazer vistas grossas, pelo menos por um tempo, até que o encantamento passe, depois a outra pessoa volta a ser normal – e talvez desinteressante.
Serve para a outra pessoa e serve também para nós.
Para pessoas que já estão juntas há tempos, como já vivi isso, sei que só se pode manter o clima se houver, mesmo, algum espaço entre os envolvidos, mesmo que vivam sob o mesmo teto. O espaço propicia a saudade, a saudade favorece o desejo de estar juntos, o desejo de estar juntos estimula a vontade de namorar, o namoro mantém a chama acesa.
Que fórmula facilzinha, não?
A mensagem subliminar aqui é a de que namorar é preciso, e mais ainda, é preciso se manter namorando.
Quem vai querer saber disso?
Porto Alegre
Eu sempre acreditei em Dia dos Namorados…
Sempre festejei, comemorei, namorei, até te incentivei rsrsr
E agora, nesse dia 12 vou ver o que faço…mas vou fazer…
” Este será meu segundo dia 12 de junho sozinha….mas tenho esperanças de conhecer alguém q valha a pena comemorar!!!…concordo com seu texto e seu pensamento…”