A CONQUISTA
No livro O Poder da Atração há um estudo de caso em que o autor menciona o caso de uma pessoa que reclama que seus namorados não fazem dela uma prioridade em suas vidas. Todas as vezes que li aquilo sempre pensei que ela estava esperando demais dos namorados dela.
Por que fazer de outra pessoa a prioridade da minha vida? Por que abrir mão de coisas que eu gosto, quando a tendência é de que a outra pessoa não queira fazer isso em relação a mim? Ou, ao menos, suponho que seja assim.
Na verdade, se for pensar bem, não quero ser eleito como prioridade de ninguém. Para algumas coisas, minha prioridade são os meus filhos, para outras sou eu mesmo, para outras, pode ser quem estiver fazendo parte da minha vida. Existem várias prioridades, dependendo do momento.
Cada momento tem a sua prioridade. A questão está em saber administrar, ou ter tempo de adminisrar, ou estar disposto a administrar. Alguns momentos parecem ser inadministráveis, e aí, sim, é preciso fazer escolhas, tomar decisões.
Vejo por mim, claro.
Ontem à noite eu queria ver seriados e/ou futebol. Desde as 19 horas, até às 24, tinha coisas para ver na televisão. Mas eu sabia que, em algum momento da noite, estaria no messiene com a Doze, e eu tinha passado o dia inteiro esperando por isso, também. Sabia que ela apareceria mais ou menos por volta de 20:30 (na verdade, ela apareceu bem depois deste horário, o que me favoreceu acompanhar filmes com bastante atenção). No entanto, quando ela chegou, a prioridade ficou automaticamente transferida para ela.
E aí entram alguns fatores que são ótimos, e são vantagens que estou aplicando com relação a ela que não consegui com outras pessoas, porque nunca me deram a certeza de que valia a pena, como ela me dá. Ela vale muito a pena. Então, quando ela entrou no messiene, depois das 22, e eu estava assistindo o Ghost Whisperer, seriado legendado. Já sabedor do que tratava o episódio, fiquei acompanhando por cima, enquanto teclava e esperava pelas respostas dela. Tudo muito tranquilo. Além disso, o filme reprisa no findi. Nos intervalos dele, eu trocava de canal e dava uma olhadinha no jogo do Morumbi, para saber o placar e atualizar o blog.
Depois, às 23, o House, reprise do início da última temporada, ocasião em que mudei de canal e fiquei acompanhando por alto os lances do jogo. A prioridade, depois que a Doze chegou, passou a ser ela. E não foi difícil, nem custoso, nem incômodo. Porque ela vale a pena.
Portanto, as prioridades, ou a prioridade que a gente dá para alguém ou alguma coisa, depende do momento e do retorno que aquela coisa ou pessoa nos dá. A Doze foi a única pessoa, em muitos meses, entre todas as que conheci desde que terminou o namoro anterior, que me deu certeza de que valeria a pena fazer dela uma prioridade nos momentos em que estamos juntos. Como não poderia deixar de ser, ela só perde para meus filhos. E eles agora nem me exigem muito.
Como ela gosta de futebol, e já vi que é companheira para isso, faço o que fiz durante o jogo do Grêmio, na quarta-feira, acompanhei o resultado, anotei os gols, fiz comentários com ela pelo messiene sobre a partida, e era isso. Não precisava fazer mais, enquanto estava conversando com ela, ao mesmo tempo. Fiz uma escolha colocando-a como prioridade, e não foi preciso deixar de fazer uma coisa que eu gosto.
E ela sabe.
Porto Alegre