RSS
  Porto Alegre
Siga @Aliadopoars

A Casa Caindo (?)

07:41

A madrugada teve céu isento de nuvens por algum tempo, até achei que o ventão as havia mandado embora. Depois elas voltaram, mas nada que assuste. Vi um termômetro assinalando trágicos C às 7:12.

-

ACABOU a MOLEZA

Ontem, no Big, vi de de longe uma pessoa que eu achei que conhecia. Uma ex-colega de trabalho.

A título de confirmação, me aproximei e constatei que era mesmo quem eu estava pensando. Acho engraçado que quando me olho no espelho, dependendo da minha própria expressão, vejo marcas que não existiam há alguns anos. Vejo que a passagem do tempo pode ser uma coisa bem ingrata, e sempre ouvi dizer que para a mulher ela é ainda mais.

Mas e quando uma pessoa ainda colabora para que os efeitos dessa passagem sejam maiores e mais rápidos do que a simples ação da Natureza? Lembro de quando a ex-colega era moça, 30 anos atrás, quando a gente se conheceu. Ela era linda, dava até uma emoção em trabalhar ao lado de uma pessoa que chamava tanta atenção – se a gente conseguisse trabalhar direito, com ela por perto.

Claro, naquela época era todo mundo guri. A gente se impressionava muito com beleza. Ainda mais que ela era uma pessoa simples, alegre, falava e brincava com todo mundo, tinha tudo para deixar a manezada enlouquecida. Mas tinha uma coisa que me chamava a atenção pelo lado negativo: ela era fumante. Sempre foi, ao longo dos anos.

Então, quando parei para falar um pouco com ela, senti aquilo que já sabia que sentiria, fedor de cigarro. A expressão é esta mesma: o cigarro fede mais que a burguesia. E deixa rastro. Não importa que a pessoa use ou não use perfume. O perfume do tabaco é sempre mais forte. Junte-se a isso marcas de expressão onde a gente uma vez viu uma pele lisa e viçosa, na boa, deu vontade de sair correndo. 

O caso é que o cigarro não traz nada de bom para as pessoas. E agora o STJ decidiu que os fumantes e ex-fumantes poderão processar a indústria do fumo em até 5 anos, e não em 20, como está no Código Civil, pelo simples fato de que a relação entre a indústria e os fumantes é de consumo, portanto, está atendida pelo Código do Consumidor.

Evidentemente que nem todos os milhões de ações terão ganho de causa, mas alguns milhares terão, e isso vai significar um golpe de misericórdia na produção tabagista, mais do que o aumento de impostos que o Governo impõe àquele tipo de produto.

Nós conhecemos o Brasil: vai ter gente que fuma torcendo para desenvolver alguma doença relacionada ao vício, para poder levar uma boquinha da indústria; tem gente que fuma moderadamente que vai passar a fumar mais; gente que nunca pensou em fumar agora vai começar, porque nunca se sabe quando pode aparecer alguma “doencinha amiga“, que poderá render mais adiante alguns bons trocados.

Ou será que as pessoas vão continuar pensando que as doenças do fumo “só acontecem com os outros“? Ou, pior, “se o fulano ganhou uma grana com isso, eu também posso ganhar“.

-

 Contando:  535, 1806, 351, 843, 2394, 1129, 556, 49, 191, 24, 434, 163 – dias.

-

LIÇÃO DURA

No último conserto do Santa, os mecãnicos me aconselharam a dar umas pedaladas no acelerador antes de ligar o carro e puxar bem pouco o afogador, se puxasse. Me disseram, até, que, de preferência, não o fizesse.

Acontrece que hoje eu me distraí, estava com a cabeça meio no mundo da Lua, dei as pedaladas, o carro pegou, mas depois eu puxei o afogador, e não recordo o quanto puxei. Sei que pouco depois de arrancar com o carro, ele morreu, dentro do condomínio mesmo. Com a ajuda do segurança empurrei para um canto plano do estacionamento e o deixei lá.

Segundo um dos mecânicos, há uma pecinha dentro do carburador que vira ao contrário, de a gente puxa demais o afogador. Até onde eu sei, por duas vezes ele tirou a tampa do carburador, mexeu em alguma coisa e logo em seguida o carro pegou. 

Como a dor ensina a gemer, estou disposto a tentar descobrir, mais tarde, qual a peça que vira ao contrário. Se não conseguir fazer isso sozinho, aí, sim, chamarei o socorro, mas desta vez vou querer que me mostrem. Imagino que não deva haver muita coisa onde futricar, ali.

Só porque aconteceu isso, a rua estava totalmente desbloqueada, lá fora.

-

DRAMÁTICO

A noite não foi de perder o sono, sequer passou pela minha cabeça um tal tipo de preocupação, mas à medida que o dia for passando e a noite for chegando o desconforto com relação ao jogo do Mineirão vai aumentar.

Como disse um torcedor gremista, entrevistado logo após o jogo contra o Goiás, hoje vai dar gente morrendo do coração. Não acho recomendável aos muito nervosos ou com histórico familiar de doenças cardíacas, e principalmente aos próprios que já têm este tipo de problema, que acomanhem a partida de logo mais.  

Apesar de que, para alguns fumantes, a combinação de torcida pelo Grêmio + consumo de nicotina pode acelerar a expectativa de ter motivos para processar fabricantes de cigarros. Nunca se sabe.

Eu vou assistir o jogo com a pseudo tranquilidade de quem já sabe o que vai acontecer. Não vou nem acionar Santo Expedito, porque nem ele vai poder socorrer o Tricolor.

Para minha sorte, antes tem Life e C.S.I. Miami para assistir.

-

SINHOZINHO MALTA

Podia ser só o senador José Sarney (que saudade daqueles bonequinhos que apareciam num programa do Agildo Ribeiro, nos anos 80), mas parece que todos os que estão no Congresso incorporaram o personagem de Lima Duarte na novela Roque Santeiro.

Foram 663 atos não publicados, e por isso chamados de “secretos“, favorecendo maracutaias com amigos, parentes e empregados de senadores. Além deste fato trágico, a outra coisa em comum que eles têm, quando questionados sobre a não publicação de documentos públicos oficiais, é o discurso de “não me digue, não me digue nada“, que ficou bem comum.  


Your Comment






  Porto Alegre
Siga @Aliadopoars