07:45
A semana começa nublada. Quando saí de casa, até relâmpagos havia no horizonte. Os vi de novo enquanto esperava pelo 492 em frente à Procergs. O termômero confiável os justificava assinalando 17ºC às 6:39.
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EXPECTATIVA e CERTEZA
Não é só Grenal que pode arrumar ou desarrumar a casa.
Pela minha ótica gremista/pessimista, a casa na Azenha está desarrumada há horas. Desde a saída de Celso Roth. Não que quisesse que ele permanecesse no comando do time. Não acho que teria melhorado de lá para cá. A largada do Atlético/MG no campeonato não me diz absolutamente nada, porque é sabido que Roth é bom de arrancada, e só. No sábado, contra o Barueri, jogo que seria para se distanciar ainda mais na tabela, o time não jogou nada, levou uma virada histórica, o treinador foi expulso, começou a reprise.
A continuidade de Celso Roth não teria sido a melhor escolha. Mas também é preciso dizer (o que a direção gremista não pode, claro) que ficar 40 dias à espera de Paulo Autuori também não foi. E mais, já estou começando a achar que a opção por aquele treinador também não foi.
Está certo que não é dele a culpa pelos gols perdidos pelo ataque gremista. Em sã consciência, ninguém pode achar que parte dele alguma ordem dizendo aos jogadores que errem em gol. Claro que não. Mas é justo dizer que, a despeito da precariedade do plantel gremista, o que é culpa da direção, o time não tem padrão de jogo. Não tem mecânica. Por menos que os jogadores saibam jogar, o time não apresenta organização. Nem parece um time de futebol.
Isso é coisa da mão do técnico. No caso do Grêmio, me parece que é caso de falta dela. Não tem mão nenhuma.
Mesmo que se tenha certeza de que o Cruzeiro é um time instável, nada impossível de ser batido, infelizmente o plantel gremista não corresponde ao que dele se espera, e pior, o treinador vai insistir em manter Alex Mineiro como titular. Não tenho a menor esperança de que ele faça o contrário. Autuori é pragmático. Ele tem convicção de que Mineiro joga mais que Herrera. Que só joga mais ou menos bem ao lado de Maxi López. Por essas e outras que eu penso (e ainda bem que o presidente Duda Kroeff o disse no Bate-Bola de ontem) que depois que terminar a participação do Grêmio na Libertadores, as fotografias do plantel têm que mudar, e têm que mudar muito.
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Faltando: 530 dias para a renovação da minha CNH, 1801, 346, 838, 2389, 1124, 551, 44, 186, 20 dias para o Grenal do centenário do Grenal, 429, 158.
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CERTEZA e EXPECTATIVA
Olhando de fora, com olhos de secador, até acho possível o Inter fazer 2 x 0 no Corinthians no tempo normal. As maiores dificuldades serão fazer um terceiro gol e não levar nenhum.
É o dobro da facilidade que o Grêmio terá contra o Cruzeiro. O Grêmio vai suar sangue para tentar fazer dois gols, já que o ataque nem sabe para que lado ficam as goleiras, e a defesa bate cabeça mesmo se o ataque adversário for um time de cegos.
Infelizmente, para o Inter, Bolaños não pode jogar a Copa do Brasil. A parte boa é que apareceu mais um goleador no Beira-Rio, um camarada que sabe onde ficam as goleiras e bota a bola para dentro de qualquer maneira, Bolaños é oportunista, está no lugar certo, na hora certa. Um alívio para a torcida, que em Agosto poderá perder Nilmar.
Mas nós, secadores, contamos com erros de Tite na escalação do time. Até quem olha de fora está vendo que Sorondo é muito mais jogador que Índio. Mas se Tite se mantiver irredutível em sua convicção errônea, Índio não sai. Nem ele, nem Álvaro, que está jogando muito menos que Danny Morais.
Aliás, ontem, mais uma vez, a dupla Danny/Sorondo não levou gol. Com os reforços de Kleber e Bolívar não tenho dúvida de que o Inter não leva gol, mesmo que a lesão na coxa tenha tirado Sandro do time por 30 dias. Entra Glaydson e a vida continua. Não é mau jogador.
Fazendo 2 x 0 a decisão vai para os pênaltes, e aí é loteria pura, porque duvido muito que tanto Mano quanto Tite coloquem seus jogadores a treinar aquele tipo de cobranças.
Meu palpite é de que o Inter ganha o jogo mas não leva a Copa.
Veremos.
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RABUDO
Só assim para definir o que acontece com o técnico Dunga, na Seleção Brasileira.
Na frente da tevê, ontem, eu estava pedindo aos céus que alguma iluminação se abatesse sobre o treinador, já que o jogo, perdido por 2, perdido por 10, seria a mesma coisa. Queria que ele tirasse Robinho de campo. Que tirasse Luis Fabiano, tirasse Felipe Melo, sei lá, qualquer um, e colocasse atacantes, Pato e Nilmar.
Enlouqueci quando ele trocou seis por meia dúzia, colocando Daniel Alves e Elano nos lugares do lateral (que agora não lembro o nome) e Ramires. E não é que Luis Fabiano faz dois gols, e Elano bate o escanteio que redundou na cabeceada de Lúcio, no terceiro gol?
O sujeito é mau treinador, faz escolhas ruins, mas tem estrela. Ou, para variar, eu é que não entendo nada de futebol.
Porto Alegre