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E Se For Para Sempre?

FAÇA PLANOS

Muitos fatores contribuem para que as pessoas tenham receio de se relacionar. Receio de se apegar.

É muito fácil sair de um relacionamento e entrar em outro, porque há muita oferta. Mas há muita procura, também. Há o medo de não dar certo, não saber o que será do futuro. Muitas pessoas resolvem que vão “viver o hoje, sem pensar no amanhã“. No fundo de tudo isso está o medo. O já citado de que não dê certo, o de sofrer, o de ter que depois desapegar.

O problema é que quando não se faz planos, não é preciso se comprometer com o relacionamento. Não é preciso tomar cuidados com os rumos dele, não há por que cuidar dos próprios sentimentos, para nem falar nos da outra pessoa.

Você quer que seu relacionamento tenha uma perspectiva de futuro ou está só pelo drible na solidão? Se for este último, realmente, não planeje nada, sempre se poderá dar um jeito de não estar sozinho. Nem sempre bem acompanhado, mas sozinho, com certeza, nunca. Agora, se seu caso for o outro, o de querer ter uma expectativa de futuro com alguém, não importa se começou a namorar na semana passada, no mês passado ou está começando hoje: faça planos.

Não precisam ser mirabolantes. Faça planos que incluam a outra pessoa. Alguma viagem, passeio, coisas que possam fazer juntos. Planejem decoração de casa. Façam planos sobre tudo que lhes vier à cabeça. Não existe a menor obrigação de que se concretizem. Mas enquanto conversam sobre eles, acreditem ou não, irão se conhecendo melhor. Fazer planos já dá ideia da visão de mundo de uma pessoa. Para as que querem que o relacionamento dure ou seja mais que um simples drible na solidão, fazer planos significa prestar atenção aos rumos do relacionamento; significa ter mais cuidado com o modo como se movimentar dentro dele, para que a perspectiva de futuro vá se construindo devagarinho.

Como afirmei antes, nada obriga a que se concretizem; às vezes podem se tornar realidade ao lado de outras pessoas com quem se aprendeu a sonhar junto. O que importa é que eles alimentam a perspectiva de futuro, e também se alimentam dela. Não tem nada de errado em fazer planos. Até porque é impossível não os fazer, quando o envolvimento começa a progredir. Não é preciso ter medo de fazer planos. Não fazê-los é que é o perigo, porque sem planejamento não se chega a lugar nenhum, em qualquer ramo de atividade ou sentimento.


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