07:08
A nebulosidade chegou com força, junto ao amanhecer. A previsão da volta da chuva é para amanhã, mas nunca se sabe. O termômetro ensaiava uma volta à civilidade às 6:37, assinalando 8ºC.
-
CONFORMADO
Na reta final da leitura de “A Ciência Face aos Extraterrestres“, de Jean-Claude Bourret, livro que está em meu poder há mais de 30 anos, páginas amareladas, de repente me dei conta de uma coisa óbvia: nem todos os investigadores de OVNI, alguns já falecidos, nem eu, jamais saberemos efetivamente do que se trata.
O que toda a história ufológica do século 20 e a do começo do século 21 nos dizem com certeza é que não houve nenhuma invasão alienígena, nem dominação do planeta por alguma raça mais evoluída. Além desta, existe apenas mais uma grande certeza: a de que já fomos efetivamente visitados por naves espaciais e seus tripulantes. Disso, diante toda a documentação oficial e extraoficial existente, também não resta dúvida. São as únicas certezas que temos. Mais do que isso e talvez a Teoria da Relatividade de Einstein seja, mesmo, uma verdade absoluta, e aqueles que vieram ao nosso planeta desde o começo da história da Humanidade ainda estejam viajando, talvez tendo chegado a seus mundos de origem e nunca mais querendo voltar aqui, ou já empreendendo viagem de volta, o que também levaria muitos anos.
Tudo não passa de especulações, e é a isso que se refere o livro de Bourret. A rigor, mesmo que fosse verdade que alguma nave espacial tivesse sido recuperada após cair em nosso planeta, ou que algum extraterrestre fosse recuperado vivo ou morto, nada aponta para que alguma grande descoberta tivesse sido feita, mesmo após anos e anos de investigações.
A grande verdade é que eu serei mais um interessado pelo assunto que sairá do planeta Terra sem ter a menor noção do que aconteceu.
-
BEM PROMISSOR
Estreou ontem, na FOX, o seriado Lie To Me, com Tim Roth e a maravilhosa Kelli Williams (O Desafio, Medical Investigation). Série policial investigativa, onde o protagonista sabe identificar todos os sinais corporais emitidos pelas pessoas, tornando impossível ser ludibriado com mentiras. Muito interessante, especialmente para nós, leigos, que não sabemos nada sobre o assunto.
A nota trágica, claro, fica por conta da versão brasileira. Lie to Me, em tradução literal, significa “Minta Para Mim“, e não ficaria feio como nome do seriado. Seria muito fácil entender o sentido da frase no contexto dos episódios. Pois deram o nome de “Engana-me se Puder“. Ninguém merece.
-
Faltando: 448, 1988, 253, 745, 2296, 1031, 458, 93, 336, 65, 18, 144 – dias.
-
NAVIJANDIR
Foi uma noite meio complicada de dormir, em especial depois do sonho em que encontrei meus sobrinhos na rua. O Pedro e a Maria Alice. Não lembro bem o que aconteceu, mas em algum momento eu mencionei que estava para abrir um restaurante com um amigo, e o nome do lugar seria o do título, “Navijandir“.
Não sei de onde saiu o nome, mas os olhares de zombaria que me foram dirigidos perturbaram meu sono, e dali em diante foi uma luta no mundo da fantasia para eu descobrir de onde tinha saído, quais as combinações de nomes que tinham acontecido até chegar naquele modelo, e pior, o amigo que seria parceria no empreendimento jamais apareceu no sonho, ou seja, ficou tudo como se o nome do lugar tivesse sido ideia minha.
A partir dali ficou bem complicado dormir, mesmo eu sabendo que estava dormindo, foi como se não estivesse. Isso rolou desde umas três e pouco até à hora de levantar.
-
VÍCIOS MODERADOS
Ontem comprei paçocas de amendoim no formato rolha, feitas com açúcar mascavo. Não foi a mesma coisa que as paçocas light da vez anterior, que não tinham gosto de nada, mas achei que as compradas ontem não eram excessivamente doces. Estavam assim um meio termo, bem no limite entre o doce e a falta de açúcar. Marca “Da Colônia“. Do mesmo fabricante, comprei trambém um pacote de pés de moleque, feitos com açúcar mascavo e melado. O melado está ali apenas para fazer com que os grãos de amendoim não se dispersem, porque nem é tão doce assim, haja vista o tipo de adoçante usado na fabricação.
Também ontem fiz uma coisa que fazia tempos andava evitando, comprei uma garrafa de Pepsi Twist light. A ideia é ir novamente substituindo a Pepsi normal. Não vai diminuir o gás, mas como a bebida light acena com “zero açúcar“, talvez eu até me adapte.
Aí entram duas variantes. Uma que depois das refeições sempre bebo um pouco de vinho tinto suave misturado à Pepsi. No caso da Pepsi comum, fica uma maravilha. Até poderia ser o mesmo caso da Pepsi light comum, mas aí tem a questão de que não coloco vinho todas as vezes que vou beber um pouco de refrigerante, e aí o gosto puro da Pepsi light é uma droga.
Em compensação tenho muitas dúvidas sobre se o gosto de Pepsi Twist light misturado com vinho ficaria bom. Uma garrafa de vinho, na proporção em que faço a mistura, dura duas semanas, no mínimo, mesmo fazendo o mix duas vezes por dia, que é o máximo que me permito. É tão pouco vinho que precisa para deixar a bebida com um gosto legal que ele dura bastante. Mas não sei se combina com a Twist light.
Lembro que quando peguei aquela garrafa a solução imediata que me passou pela cabeça foi que levaria as duas garrafas de Pepsi 3,3L para acabar com a de vinho, e que então poderia consumir a Twist light sem pensar em misturar, mas eu sei que não será assim que as coisas vão se desenrolar.
Mais uma vez comprei aquelas batatas palito que vêm congeladas e dá para fazer no forno. “Batatas fritas” de forno, muito engraçado. O problema me parece que terei que deixar o forno em temperatura mais elecada do que a “média alta” recomendada no pacote, porque depois de 30 minutos e uma virada de mais 30 elas ainda não estavam bem crocantes. Prefiro as da marca Bem Batata, que não precisa que se coloque óleo na forma. Todas as outras, até onde vi, dão instrução para que se as regue com óleo. Prefiro uma coisa mais padronizada.
E também já me dei conta de que um pacote, apenas, é pouco para duas pessoas. Precisa mais.
Porto Alegre