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Seleção Natural

07:18

Não foi uma noite quente, mas sem o ventão também não foi fria. Normal. A nebulosidade que parecia que tinha ido embora na madrugada voltou com força ao amanhecer. Não há previsão de chuva. Com a próxima entrada em vigor do horário de verão, os relógios/termômetros de rua já se encontram em manutenção. A sensação térmica é de frio, calculo que uns 12, 13ºC. (eram 11 horas quando a chuva imprevista chegou)

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NO LIMITE

Não é por nada, mas a minha paciência com o Santa está chegando ao fim. Pior, meu planejamento para troca de carro no ano que vem agora está prejudicado devido às mudanças estruturais que aconteceram com relação à minha fonte de renda secundária, o que me obrigou a uma correção do rumo traçado anteriormente. 

Mas carro velho é como casa velha, está sempre precisando de manutenção. Nem todo mundo que tem uma casa antiga pode ou quer trocar de casa, por “n” razões, e talvez o mesmo possa ser aplicado à questão do carro antigo. O Santa anda bem, não está com problema de motor, longe disso. Mas depois do conserto improvisado do vazamento na entrada do tanque de combustível, precisei fixar o soquete do pisca dianteiro direito com Bonder, porque não tinha jeito de parar no lugar.

Agora são as duas lâmpadas traseiras direitas que não estão funcionando. A luz de freio eu descobri porque deixo a trava de pedal presa naquele (depois de ter arrebentado duas vezes o cabo da embreagem, que era o pedal onde a prendia antes), e eventualmente ela fica meio esticada, e quando desço do carro as luzes acendem. Hoje estava acesa só a do lado esquerdo. Daí, depois de ter dado uma folga na trava, fui colocar o alarme, e só acendeu o pisca do lado esquerdo. As duas lâmpadas queimadas na mesma hora?

Unbelievable.

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Faltando:  432, 1972, 237, 729, 2280 dias para eu terminar de pagar a Concrisa, 1015, 442, 77, 320 dias para eu terminar de pagar a Servicoop, 49, 02, 128. (93, 117, 197, 103, 289)

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CANDIDATO CERTO

  Enquanto tento entender o que se passa à minha volta, o tempo vai passando.

Enquanto o tempo passa, o que se passa à minha volta vai se tornando cada vez mais indecifrável. Acho que tenho que combinar comigo mesmo: não ando me esforçando muito. Estou vendo a história se repetir. Não sei se isso me assusta ou tranquiliza. Tem horas em que o “robô dos Robinsons” acena os braços gritando “perigo, perigo” quando fico assustado demais. Outras horas ele aparece de novo com os mesmos gestos quando me tranquilizo demais.

Há perigo por todos os lados, ao que parece.

Mas quem sou eu para temer o perigo? Quem sou eu para enfrentá-lo? Parece que estou perdido andando em cima de uma linha tênue entre o seguro e o inseguro e não tenho medo de nenhum dos dois: ao mesmo tempo em que a tal linha me parece mais uma corda bamba e eu não quero olhar para baixo porque tenho certeza de que a rede não está lá para me segurar, tenho certeza de que quero continuar desafiando a altura mesmo que a rede não esteja lá.

O período de 8 anos entre 1999 e 2007 no qual fiquei sem ter nada com ninguém está parecendo que vai voltar. Isso me assusta. Ao mesmo tempo, não tenho nada contra a ficar mais 8 anos sem me envolver. As duas situações têm seus prós e contras. Como meu próprio observador, percebi, ontem à noite, que tenho dado total prioridade à televisão, deixando de lado leitura, música, conversação com pessoas.

Talvez a situação não seja bem a mesma de 10 anos atrás, porque, naquela época, eu estava fugindo de me relacionar, traumatizado depois do final de um relacionamento em que eu estava aprendendo a caminhar olhando para o chão, por causa do ciúme doentio de uma pessoa. Agora não está acontecendo nada disso, mas percebo que, de 2007 para cá, depois de algumas tentativas de envolvimento que não deram muito certo, estou naturalmente embarcando de novo na onda do não envolvimento pessoal, ficando de novo mais ligado à televisão.

A parte boa é que desta vez não estou fugindo de nenhuma ciumeira doentia; estou identificando a situação ainda no início, o que me sugere que a solução para a questão não será tão complicada quanto da outra vez, porque da outra vez eu além de não enxergar a solução, não queria enxergá-la, não estava disposto a negociar comigo mesmo a permissão para a entrada de alguma pessoa no meu convívio. Desta vez estou já sabendo que a armadilha está se montando à minha volta, portanto as chances da valorização da minha testemunha são imensamente maiores que na vez anterior.

Agora vai se tratar de uma escolha consciente, para mais ou para menos, como se costuma dizer quando são divulgados os pontos percentuais das pesquisas eleitorais. Ainda não sei em quem vou votar para me governar, se a televisão ou relacionamentos, mas, para presidente, sei que vou votar em mim.


1 Comments Add Yours ↓

  1. picida Ribeiro #
    1

    Com a sensibilidade e percepção que voce tem sobre isso, é só deixar fluir, as coisas acontecem naturalmente



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