Hora brasileira de Verão
07:38
O amanhecer acompanhou a madrugada de céu nublado. A temperatura seguiu em direção ao paraíso, 22ºC às 6:33.
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CHEGOU
Agora faltam pouco mais de cinco horas para minha saída em férias.
Na verdade, as férias só começam no dia 4. Amanhã terei minha folga 1, na segunda tem o feriado, folga 2 na terça e então as férias. Como já me sinto meio-completamente fora do ar, consegui dar uma olhada na Zero Hora e algumas coisas me chamaram a atenção, como sempre.
Na página 2, a coluna da Cláudia Laitano. Praticamente durante todo o texto ela escreveu sobre uma coisa que eu venho sentindo há muito tempo, que é uma certa revolta contra a falta de tempo. Vale a pena ler a coluna. Entretanto, me identifiquei com um trecho do que ela escreveu, que, como tenho feito com as colunas da Martha Medeiros, vou transcrever:
“A depressão, que pode ser definida, grosso modo, como falta de vontade de fazer qualquer coisa, seria uma espécie de reação psíquica ao excesso de coisas que somos obrigados a fazer o tempo todo (inclusive quando deveríamos estar apenas nos divertindo). O sujeito deprimido pula do trem em movimento da vida contemporânea e fica à margem dos acontecimentos – não por escolha própria, mas por falência geral da engrenagem interna que o faz funcionar no ritmo exigido.“
Bingo!
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PAULO SANT’ANA
Amavelmente discordo daquele colunista quando ele diz, no texto de hoje, que “quem usa óculos escuros esconde uma traição: já feita ou que está por vir.“
Nada mais longe da verdade. Ou, ao menos, da minha verdade pessoal.
Mas gostei da meia piada que ele inseriu como coisa séria, ao falar do padre que viu celebrando um casamento de óculos escuros, como parecendo ter “vergonha da encrenca em que estava metendo o pobre noivo“, e aí me vem a ideia de que nós, homens, temos a visão de um só lado da moeda, na questão do casamento: nunca pensamos na encrenca em que a mulher se mete ao casar, sempre pensamos no mal que recairá sobre a parte masculina da história.
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SEM ERRO
Desde que acabou a Olimpíada de não-lembro-agora-onde, em 2008, e eu vi a data em que será realizada a de Londres, inseri no blog uma contagem regressiva. Parecia uma coisa muito distante, longínqua, e lembro que os colegas da Fepam deram risada quando lhes disse o que estava fazendo. Mas venho contando, e não estou nem aí.
Quando vi na página 3 da ZH de hoje uma nota de que estão faltando 1000 dias para a Olimpíada de Londres, em 2012, fui correndo olhar para a minha contagem e fiquei feliz em confirmar que ela está corretíssima. Além de confirmar que eu estou rigorosamente em dia com os números, a nota informa que “um show pirotécnico marca a data hoje na capital britânica.“
Mas é bom de contagem, este Nilton Roberto!!! (em alguma coisa tem que ser, pelo menos)
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Faltando: 417, 1957, 222, 714, 2265, 1000, 427, 62, 34, 113 – dias.(78, 102, 182, 88, 274, 135)
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ESPETACULAR POSITIVO
Achei fantástica a história da participação dos índios Matis no resgate dos sobreviventes da queda do Cessna da FAB que caiu na Amazônia.
Isso é Brasil.
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ESPETACULAR NEGATIVO
Fiquei enlouquecido ao ler na página 34 sobre a reação que “um microvestido rosa-choque, pernas nuas com pelinhos oxigenados à vista, salto 15 e maquiagem de balada” causaram em cerca de 700 jovens (?) da Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban), campus de São Bernardo (SP), que, segundo a matéria, pararam as aulas noturnas para “perseguir, xingar, tocar, fotografar, ameaçar de estupro e cuspir“.
Imagino a lindeza que a moça de 20 anos, loura, olhos verdes e 1,70 de altura. Que nada mais fez do que aproveitar um pouco a beleza que a Natureza lhe deu, aliás, beleza que acompanha milhões de brasileiras, algumas delas posando de musas na televisão, em revistas masculinas, andando nas ruas de todo país, trabalhando ao lado da gente, e nem por isso causando um tamanho furor.
Dá para dizer que isso é Brasil? Dá.
Mas também dá para dizer que todos os jovens (?) que se rebelaram contra a beleza da moça fizeram o papel de um bando de matungos invejosos, tão incapazes e despreparados para lidar com a beleza quanto incompetentes para tentar conquistá-la pela palavra.
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SOLIDÃO
Em sua coluna, Moacyr Scliar escreve sobre os malefícios da solidão, cita pesquisas que comprovam que a solidão está associada ao frio, a respostas menos eficientes em solitários que se vacinam contra a gripe. Cita pesquisas que dizem que “adultos solitários consomem mais álcool, ingerem dietas mais gordurosas, exercitam-se menos e seu sono é menos repousante.“
Mas nem tudo está perdido. No último o parágrafo da coluna lê-se o seguinte (colocando observações minhas entre parênteses):
“É uma regra geral, esta? Não, não é. Há pessoas que, vivendo no meio de muita gente, sentem-se sós (é o meu caso); e há pessoas que, vivendo sozinhas, conseguem ter amigos, diversões, atividade social (é mais ou menos o meu caso). Aliás, qualquer pessoa, em determinados momentos, precisa ficar sozinha: para resolver um problema, para pensar sobre a vida – para certas atividades como escrever, que é em grande parte um “vício solitário.” (concordo plenamente) Solidão, usada com moderação, faz bem, sobretudo quando – e esta é uma condição fundamental – a pessoa está bem consigo própria.“ (este vinha sendo bem o meu caso, mas como pareço estar com os sintomas de depressão descritos na coluna da Laitano, agora tenho algumas dúvidas, apesar de quando estou sozinho me sinto bem comigo mesmo)
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SURPRESA BOA
Ontem no Sala de Redação, em um determinado momento alguns integrantes largaram o futebol para ler pequenos poemas de um cidadão chamado Hélder Boschi da Cruz. Quando eles mencionaram o nome do autor eu prestei ainda mais atenção ao que estavam lendo, porque o Hélder foi meu colega de aula, acho que por dois ou três anos estudamos juntos.
No começo tivemos uma grande antipatia um pelo outro, não nos dávamos, mesmo. Depois, ficamos amigos, chegamos até a fazer estágio juntos na Procergs, e nunca mais tinha ouvido falar dele. Achei legal que ele está se dando bem com a arte de escrever, os pemas que o pessoal do programa leu são interessantes, fiquei feliz pelo meu amigo de outros tempos.
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SURPRESA RUIM
Nem sei por que ainda me surpreendo, mas fico impressionado como ainda se dá espaço para a história da Bruna Surfistinha depois de tanto tempo e mais, a polêmica da escolha de Débora Secco para viver a personagem no cinema e a de ela já ter aparecido numa foto com as tatuagens que a ex-garota de programa de luxo apresenta nas costas me parecem uma grande falta de ter o que fazer, mas tenho que concordar que há mercado para tudo neste mundo.
Mas, claro, isso também é Brasil.
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SAUDADE
Hoje amanheci com a lembrança da maravilhosa música “Japan“, no sólo de Kenny G. Música da segunda metade dos anos 80, ou seja, com mais de 20 anos de idade.
Porto Alegre