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Susto

Horário brasileiro de Verão

10:05

O amanhecer foi bem mais calmo que as primeiras horas da madrugada. Agora não chove, mas está bem nublado. A temperatura deu uma subidinha, 27ºC no termômetro de parade, provavelmente ainda reflexo da tarde de ontem.

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ASSIM NÃO DÁ

Minha maior frustração durante as tempetades noturnas é não ter um equipamento fotográfico de alta qualidade, para registrar tudo que acontece no céu. Os relâmpagos que iluminavam meu quarto aconteciam muito rápidos e a câmera digital é lenta para acompaná-los, mesmo que eu fique disparando o botão uma vez atrás da outra, mas este problema afetaria captação de imagens diurnas, também.

Assim como meu pai é apaixonodado por novas tecnologias televisivas, eu sou pela fotografia. Não tenho a menor dúvida de que quando puder vou gastar muito dinheiro em equipamento fotográfico de alta precisão, assim como com telescópios, binóculos e filmadoras.

Não é justo ter-se um espetáculo desta magnitude acontecendo lá fora e não poder registrá-lo.

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Faltando:  399, 1939, 204, 696, 2247, 982, 409, 44, 16, 95 - dias. (60, 84, 164, 70, 256, 117, 319)

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META ALCANÇADA

Durante a tempestade, que começou ali por volta de meia-noite e meia, uma da manhã, eu dei um cochilo rápido e depois perdi o sono. Ao levantar para fechar as janelas e a porta da área, tentar fotografar o fenômeno elétrico da tempestade e ficar observando os relâmpagos, custei a dormir. Cheguei a retomar a leitura do livro que peguei para ter ao meu lado na cama.

Depois de terminar (dentro do previsto) de ler o livro do Thoreau, na tarde de ontem, assinalando algumas passsagens com canetas marca-texto, custei a decidir o que pegaria para ler em seguida. Olhando para a orelha do livro do livreiro de Cabul, me enrolou o estômago pensar em ler sobre as barbaridades que são cometidas no Afeganistão em nome da religião, costumes ou seja lá que nome se possa dar a uma ordem milenar que permite que irmãos matem irmãs por esta ou aquela razão a mais estapafúrdia e fútil possível.

Vi algo parecido no episódio de Lie To Me da noite de ontem, onde também por alguns momentos se abordou o tema dos costumes indianos. Sendo assim, desisti da leitura daquele livro, digamos que não é o momento e nem sei se meu estômago vai algum dia dar sinais de que tal momento chegou.

Também desisti de ler o livro da Zíbia, porque além de meio grossinho, é publicado com letras pequenas demais para o meu gosto. Como tenho alguns livros de auto-ajuda começados, alguns que até já li, mas ando com vontade de lê-los de novo, me fixei no da Márcia Tolotti, sobre as armadilhas do consumo. Educação financeira é sempre bom a gente ter alguma noção de como funciona. Já o tinha lido todo uma vez, depois recomecei, colorindo alguns trechos, mas havia parado. Agora retomei.

Pensei o seguinte, há livros que carecem de serem lidos à mesa, para que eu possa assmilar melhor suas ideias e assinalar os trechos que me chamarem mais atenção. Há outros que são leitura de final de noite, para lazer e informação, apenas, ou que até tenham coisas que me chamem a atenção, mas não carecem de ter techos assinalados. Por isso, levei para a cama o livro de Brinsley Le Poer Trench, que está comigo desde 17.03.1979, A Invasão dos Discos Voadores. Provavelmente já o tenha lido, mas como não há nada que o indique, é o que lerei antes de dormir. Já andei percebendo que é este o tipo básico de livro que tenho que ter do meu lado, na hora de pegar no sono. Leitura que eu não tenha pressa de terminar.

Outros tipos, só depois que estiverem lidos e com suas passagens marcadas.

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ALARME FALSO

Estava tomando café bem descansado em casa quando o porteiro eletrônico tocou.

Era o rapaz da segurança pedindo para eu descer porque durante a tempestade da noite uma folha de zinco da proteção das obras da Concrisa tinha voado e acertado o carro da minha vizinha, aquela, que tem dificuldade para botar o carro certo na vaga mesmo entrando de frente, e ele achava que tinha acertado o Santa também.

Imaginando o pior, de cara, porque, para acertar o carro dela a chapa teria que ter passado por cima do meu, dependendo de que lado ela tivesse vindo, desci para olhar. Quando o elevador chegou lá embaixo, a vizinha estava esperando para subir de volta e disse que o meu estragou todo“, e eu pensei, meu Deus, só o que falta estar com a lataria afundada no Santa.

Mas claro que era exagero dela. Mulher, sabe como é. No gol vermelho, onde estava mais lascado era no parachoque, do lado esquerdo, bem na curva. Não me pareceu coisa de placa de zinco. Tinha alguns lascados em volta do vidro lateral traseiro esquerdo, coisas que se o rapaz da segurança não me mostra eu nem vejo.

O Santa estava do jeito que sempre está, todo esbranquiçado por causa da cera que eu não espalhei, na última vez em que o lavei, que grudou na lataria. Não espalhei porque choveu muito naquele dia e depois eu não lembrei de terminar o serviço. O rapaz da limpeza do prédio alertou para a rachadura no parabrisa, que eu até poderia ter colocado na conta da Concrisa para consertar, mas aquilo está ali há mais de ano, falei que não, que era um problema antigo.

Não vi no meu carro nada que indicasse que tivesse sido atingido por uma folha de zonco. Mas que sempre levo medo que voe alguma coisa quando tem muito vento como o da madruigada, sempre levo, porque nunca se sabe quais materiais o pessoal da obra deixa soltos por ali, e além de o Santa ficar em local aberto e desprotegido, eu nunca fecho as janelas do meu quarto, nem do quarto que era do filho, e o janelão da sacada nem tem como proteger, porque o vidro temperado dali é a comissão de frente da sacada.


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