Hora brasileira de Verão
07:25
Com o termômetro de parede estacionado nos 25ºC, o dia amanheceu nublado e parece que está passando a parcialmente nublado, mas a previsão é de chuva. Aliás, ela ontem ameaçou a tarde toda, mas não veio, e depois na madrugada, quando começou a ventar, mas por enquanto ainda nada.
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VIRANDO e REVIRANDO
Não foi uma noite muito boa. Acho que o sono da tarde de ontem, que começou depois das 15, mas não lembro 15 e quanto, e terminou às 16:30, aproximadamente, deve ter causado algum retardo depois.
Li muito, virei para lá e para cá, botei o som a tocar, sem repetição dos cd’s, o que deu mais ou menos 4 horas de música ininterrupta. Devo ter perdido alguma coisa, com certeza, mas escutei o começo e o fim do período.
Um horror.
No fim, acabei dormindo por volta de 3 e meia, estava naquela função desde as 23.
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Contando: 396, 1936, 201, 693, 2244, 979, 406, 41, 13, 92 – dias. (57, 81, 161, 67, 253, 114, 316)
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E DEPOIS?
Quer coisa mais narcisista do que escrever um blog onde o assunto básico é o próprio autor?
A pessoa nesta condição em geral se acha a tal. Eu me acho o tal quando faço algumas previsões e dou opiniões sobre futebol, mas já cansei de afirmar que não entendo nada do assunto, então não dá para me considerar mais do que um sortudo.
Se escrevesse um diário em um caderno, poderia dizer muita coisa sobre muitas pessoas citando nomes, etc., porque ninguém veria. Aqui, não. Aqui sou obrigado a ser relativamente discreto, apesar de vez por outra sair dessa linha, mas agora até faz algum tempo que não tenho comentado muita coisa. A última vez que falei de alguém que não fosse eu foi há 10 dias, quando mencionei que minha filha não tem costume de levar o lixo para a rua.
Fora isso, estou bem quietinho.
Entretanto, estive pensando, tudo que está aqui tem uma data previamente acertada para deixar de ter importância, e ela está localizada no dia de amanhã. Como também já mencionei, antes, o que escrevo hoje serve para hoje, amanhã já não é mais. Escrevendo agora pela manhã, cedinho, quando for a noite já não fará muito sentido, mesmo continuando dentro do mesmo período de 24 horas. Quando o relógio passar daquela marca, isso aqui será definitivamente passado, amanhã não vai mais interessar.
É como quando eu vou lá olhar a contagem de 10 dias atrás, para ver se a de hoje está certa. Praticamente nem leio o que escrevi; encontro alguns erros de digitação que acerto apenas pela questão estética (narcisista, talvez?) do texto. Algumas vezes me vejo na obrigação de acertar a contagem.
Mas se eu mesmo não dou bola para o que está escrito há dez dias atrás, quem dará? É um exercício de pura vaidade.
Indo além: o que está aqui não durará para sempre. Um dia vai deixar de existir. Meu primo não estará mais aqui para coordenar os bastidores técnicos da página, os servidores da Median não vão mais existir, eu não estarei mais aqui para escrever. Tudo que estiver colocado nesta página virará irremediavelmente passado, não passando, para mim, neste momento, de uma singela muleta digital.
Amanhã ou depois (quem sabe, bem depois, mas sem grandes variações no destino final) não haverá mais visitantes, nem leitores, eu não me iludo quanto ao caráter temporário desta página. então, para que me preocupar em fazer back up de tudo que foi escrito? No futuro, quem vai querer saber quem foi o Nilton Roberto? Meus netos? Bisnetos? Que bobagem.
Assim como nada pode ser mais narcisista do que escrever sobre mim mesmo todos os dias, nada mais tranquilizador do que saber que algum dia virarei passado, deixarei de existir fisicamente e algum dia me tornarei uma vaga lembrança, porque, como bem escreveu a Martha Medeiros no começo do mês, a gente só dura enquanto estiver viva a última pessoa que ainda se lembra de nós.
Mas nem o que eu escrever ao longo da vida, ainda mais no mundo digital, vai durar tanto tempo.
Porto Alegre