Horário brasileiro de Verão
08:48
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Madrugada e amanhecer de céu parcialmente nublado. A temperatura continuou recuando, 24ºC às 6:35. Previsão de pancadas de chuva no final do dia em várias regiões do Estado.
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O FUTURO
A ideia é colocar o apartamento em Porto Alegre numa negociação para a compra de um imóvel em Nova Petrópolis.
É o que todo mundo faria, em casos como este. A menos que aconteça algum prêmio de loteria antes, o que nunca se sabe. Tudo está no script, até o imponderável. Bem. A imagem que tenho é de um apartamento aconchegante, bem arrumado, mas claro, com alguma bagunça natural, que sem isso não pareceria minha casa. No mínimo três quartos, por mais que a perspectiva seja de eu morar sozinho. Gosto de espaço.
Quero ter um lugar para livros, para som, para escrever com livros e som em volta, sempre sonhei com isso. Uma sala com mobília suficiente para ter conforto e ficar parecendo com a cara de um lar que tenha a minha cara. Tudo bem diferente do que é hoje, quando tenho que repartir a casa com outra pessoa, no caso, a minha filha.
Penso que o apartamento pode ser no terceiro ou quarto andar, o suficiente para que possa deixar as janelas abertas na maior parte do tempo, em especial à noite. Carro na garagem, geladeira cheia, ar condicionado, tv a cabo com pay-per-view dos campeonatos que eu gosto de ver. Quase igual ao que tenho aqui, mas muito melhor.
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Contando: 319, 1859, 124, 616, 2167, 902, 329, 15, 04, 84, 176, 37, 145, 239, 329 – dias.
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EU DIGO
Nunca gostei muito de clichês.
Algumas coisas, situações e frases, num primeiro momento, viraram moda. Algumas depois se revelaram como simples modismos. Outras viraram clichês. Assistindo ao primeiro episódio da segunda temporada de Raising The Bar, deparei com uma situação meio cômica, meio séria, que chamou a minha atenção pela segunda parte.
Uma mulher estava sendo processada por ter agredido uma outra com um cachorro-quente. Havia batido com o sanduíche no rosto da outra mulher. A ofendida, vegetariana de carteirinha, alegava que, uma vez que a salsicha do cachorro-quente era feita de material orgânico, tinha sido não só agredida fisicamente, mas também em seu “sistema de crenças“. Mais uma vez, ficou clara para mim a noção de que tudo não passa da mera questão de no que a gente acredita.
Há quem acredite que “o coração tem razões que a própria razão desconhece“ e “quem irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração, e quem irá dizer que não existe razão?“
Bom, eu afirmo que o coração não tem razão nenhuma. Bato na mesma tecla novamente, até extrapolar minha chatice pessoal, porque meu sistema de crenças não me permite pensar que o coração “faça“ coisas e tenha suas próprias “razões“. Toda e qualquer afirmação em sentido contrário não passa de um clichê aprendido, uma saída pela tangente, usada pelas pessoas para que possam evitar ter que admitir que tudo que sentem partiu de uma ordem do cérebro, seja ela boa ou ruim, mas nada do que fazem ou sentem acontece sem ter antes acontecido algum tipo de pensamento, fosse ele bom ou ruim.
Foi meu pensamento, e não meu coração, que me fez procurar no Orkut o perfil de uma pessoa que conheci a pouco mais de 13 anos, e com quem não falava há pelo menos uns 11. Alguém que eu nunca vi pessoalmente, só falava pela internet ou por telefone (aliás, perdi a conta de quantas contas astronômicas de telefone paguei, naquela época, por gostar de falar com aquela pessoa), nos primórdios da rede mundial. Eu pensar que hoje em dia todo mundo tem Orkut, pensar no nome dela, no nome da cidade em que ela vivia, pensar que se juntasse o nome dela com o nome da cidade e fizesse uma busca, não teve nada a ver com o coração.
Foi uma questão cerebral. Uma escolha. Se depois meu cérebro vai me enviar ou não comandos ao coração, ou a ele mesmo, para que recomece a pensar coisas sobre ela, induzindo meus pensamentos a pensar nela como alguém especial, bom, isso é uma outra história, mas o coração não pensa nada, ele apenas bombeia sangue e reage com algumas sensações a alguma coisa que o cérebro pensa.
Virou um clichê, para mim, falar no meu sistema de crenças, e no que ele representa como realidade? Não sei. Que seja. Mas é de se perguntar, então, por que este tipo de pensamento não virou uma moda generalizada. Por que as pessoas preferem muito mais acreditar que o coração tem poderes acima do cérebro, e isso, sim, virou uma coisa batida e repetida a todo momento. Não tenho interesse nenhum em entrar numa cruzada a este respeito. Como se trata de uma questão de no que a gente acredita, cada um acredite no que quiser, mas que quem pensa que o coração é que manda está completamente equivocado, com certeza está.
Porto Alegre
O Coração pode até não ter razão, mas a razão tem coração. Amamos com a razão, pensamos com a razão, odiamos com a razão. É ela que constrói o objeto e nos indica as reais possibilidades ou impossibilidades de nos gerar prazer. Lembro-me de um pensamento de Carlos Drummond de Andrade ”Amar se aprende amando” . Aprendemos também com a razão e amar é aprendizado. Se nossa razão (estruturas físicas e psicológicas) não aceitam ou não reconhecem o objeto, não amamos. BEIJOS.
Adorei o projeto do futuro lar. Muito agradavel e viavel, pode ter certeza.
Quanto a razão e emoção, por mais que voce se policie, há as razões do coração.
E elas nos levam para outros caminhos.
Facebook por ex.
Eu entendo como…CORAÇÃO TOTAL!!!