Horário brasileiro de Verão
11:58
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Dia de muito sol, e portanto muito calor. Vi na rua termômetro marcando 26ºC enquanto o da perede, aqui, continua estacionado nos 29.
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REFÉM ou NÃO REFÉM?
Nunca fui muito fã de telefone celular.
Comecei a ter por causa dos filhos, que eram pequenos, e era preciso facilitar a que me encontrassem, caso acontecesse alguma coisa. Sempre detestei a ideia de poder ser encontrado a qualquer hora e qualquer lugar. Isso sempre me deu nos nervos. Considero até hoje uma tremenda invasão de privacidade.
Depois que os filhos cresceram um pouco, aboli este tipo de aparelho da minha convivência, por alguns anos, mas em 2007, por causa de uma namorada, tive que comprar um, por livre e espancada pressão, até porque minha mãe já estava querendo me dar um. A alegação dela é até justificável, é pela segurança dela, do meu pai, da minha avó. Enfim. Comprei um celular, e desta vez um dos mais modernos, com câmera e mp3, filmadora, etc., um que faz de tudo, até transmitir a fala.
O caso é que o fone de ouvido original dele estragou, e me vi obrigado a comprar algumas imitações, porque o original custa muito caro. Escrevi custa? Me enganei. Custava. Agora não custa mais, não é mais fabricado. Outro dia estive na Fnac, no BarraShopping, disposto a gastar o que fosse para ter um fone original do meu celular, e descobri que o modelo de aparelho como o meu não é mais fabricado e portanto não existe mais acessório original para ele. O vendedor sugeriu que eu desse um pulo no Camelódromo, porque lá talvez encontre.
Isso me levou à conclusão de que ou eu me torno refém dos fones imitação, que estragam a cada 15 ou 20 dias, e não são estéreo, são todos mono, ou me sujeito a ser refém de novas tecnologias e compro outro celular.
Escolha bem complicada, esta.
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Contando: 315, 1855, 120 dias para a Copa do Mundo da África do Sul, 612, 2163, 898, 325, 11, 80 dias para o início do Brasileirão, 172, 33, 141, 235, 325.
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JOVEM ASSIM, PULO ESTA PARTE
O Brasil é um país onde os jovens adoram avacalhar com as pessoas mais velhas. Até pessoas mais velhas gozam com pessoas de mais idade. É uma cultura que prioriza o jovem, só tem valor o que é novo, o que é velho atrapalha. O pior de tudo é que isso é estimulado por pessoas mais velhas, que são a maioria das que detém cargos de poder e estão em altos cargos executivos das empresas. O marketing é todo voltado para a juventude.
Pois então.
Em 2010 vou completar 52 anos. Antes dos gozadores, eu mesmo vou afirmar que por conta disso basta colocar o pé fora de casa para encontrar gente mais moça do que eu, porque é o que mais tem. No entanto, ao sair para a rua percebo algumas coisas e elas me tiram a paciência. Por exemplo, muita gente mais nova do que eu (e gente, em geral, muito mais nova) é mais lenta do que eu para caminhar. Apesar dos meus 80 kg, encontro gente mais nova que é muito mais espaçosa que eu. Pior, encontro gente mais nova que é mais burra do que eu. Não sou nenhum mestre da informação, mas encontro (não só ao vivo, mas no mundo virtual, também) gente mais nova e mais mal informada; gente mais nova e menos instruída; gente mais nova e mais mal educada. Não sou nenhum mestre da língua portuguesa e meu vocabulário é bastante limitado, mas encontro gente mais nova que fala muito mais mal, e pior, escreve muito mais mal do que eu.
Se é para ser jovem assim, muito obrigado, mas acho que posso suportar a maior ignorância dos que acham que têm o mundo nas mãos porque são jovens. Imagino o mundo que efetivamente terão nas mãos, se quando chegarem na minha idade continuarem mais burros, mais lentos, mais espaçosos, mais mal informados, menos instruídos, mais mal educados, e falando e escrevendo como fazem hoje. Ainda bem que não estarei aqui para ver.
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QUARTA GORDA
É verdade, tive que dar uma saída pela manhã.
Mas antes fazer isso de manhã do que à tarde, porque a tarde de hoje promete. Promete, além do calor, muito futebol, desde campeonato italiano até Copa do Brasil e Libertadores, numa maratona que, para quem quiser acompanhar, irá das 17:45 até além das 24, para os que puderem avançar na madrugada.
Não sou de acompanhar tanto futebol assim. Na verdade, campeonato italiano e Libertadores, que o Grêmio não disputa, não têm grande interesse para mim. O italiano por razões óbvias. A Libertardores porque meu único interesse é secar o Internacional. Aliás, ontem à noite assisti o primeiro jogo do grupo do Inter, entre Cerro, do Uruguai, (2) e Deportivo Quito (0). Se a turma do Beira-Rio viu o mesmo jogo que eu, percebeu que, apesar de desconhecido, o time paraguaio tem bons jogadores, boas jogadas, mas não tem cacife para ofuscar as estrelas da Padre Cacique. O Deportivo Quito, então, como time de futebol, não existe. Diga-se de passagem, se eles viram o mesmo jogo que eu, já sabem que no time equatoriano há um camarada, Arroyo, o nome dele, que pode jogar tudo, menos futebol. Não só não joga absolutamente nada, como é bandido: em todas as jogas que disputa, o negócio dele é dar trombada nos adversários, e é maldoso, porque sempre vai com o pé por cima, ou deixa o pé para trás, para atingir os jogadores do outro time.
Ele só não foi expulso porque a partida teve na arbitragem um árbitro chileno, o senhor, Jorge Luiz Osorio, muito ruim. O cidadão deixou de expulsar dois jogadores do Deportivo, como também um do Cerro, por jogadas violentas e comportamentos antidesportivos. Os auxiliares, também, muito ruins, assinalando impedimentos inexistentes, a arbitragem do jogo foi um desastre. Mas os dois times, em si, não representam qualquer ameaça à classificação colorada na primeira fase da competição.
Porto Alegre
E uma dura e cruel realidade: nossa geração é fruto dos ultimos suspiros de uma boa educação e formação nas casas e nas escolas.
Hoje…