08:15
Algumas nuvens se movimentam no horizonte, mas nada que assuste. A temperatura está em elevação: 21ºC às 6:32.
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NÃO FOI TUDO AQUILO
A reunião de ontem, num primeiro momento agendada para a manhã toda, na verdade não envolvia durante todo aquele período o pessoal de seis horas, só o de oito. Sendo assim, pouco antes das 10 estávamos de volta aos postos de trabalho, mas aí minha disposição para escrever já tinha ido para o saco. Quando estou aqui, ou faço isso cedo ou não faço, até porque depois a demanda de trabalho me impede de concentrar para escrever.
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É HOJE
Faz algumas semanas que quando ligo ou desligo o motor do Santa ele faz um barulho embaixo. Isso acontece porque uma das borrachas que seguram o cano de descarga, a bem do meio do trajeto do dito, arrebentou e ele está meio solto. Já estava decidido a levá-lo ali na área da Azenha para fazer o reparo, mas só pretendia fazê-lo no dia em que chegasse para trabalhar e houvesse lugar no estacionamento da frente da empresa. Me recuso a sair por trás do CAERGS e depois ter que fazer uma volta inteira para tomar o caminho da Azenha, mas hoje lembrei que dá para fazer um trajeto diferente, mesmo saindo por trás, tomando a Beira-Rio.
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Contando: 294, 1834, 100 dias para a Copa do Mundo da África do Sul (número corrigido), 591, 2142, 877, 304, 59, 151, 12, 120 dias para as minhas férias, 214, 228, 304. (354, 367)
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CONFUSÃO
A contagem dos dias para a Copa do Mundo no site oficial da Fifa aponta 99 dias para o início da Copa porque, para aquela entidade, está sendo considerado o dia 10 como início, por causa do show de abertura que acontecerá naquele dia. Mas a bola só vai rolar mesmo no dia 11, a partir do jogo entre África do Sul e México. Como minha expectativa é por bola rolando, e não por show de abertura, corrijo o número da contagem de dias para a Copa: faltam 100 dias para a bola rolar nos gramados sul africanos.
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A MELHOR
Meu primo Samuel tem inteira razão: Nova York Contra o Crime foi uma das melhores séries policiais já exibidas na televisão em todos os tempos.
Digamos que todas elas têm lá suas peculiaridades que as fazem boas de uma maneira ou de outra. Para quem gosta de bastidores, e faz como o primo, não compra as caixas, vale a pena conhecer algumas curiosidades. Para começar, quando NYPD Blue foi oferecida às redes de tevê aberta dos EUA, nenhuma delas quis bancar o show. Não gostaram da linguagem utilizada no roteiro, nem das cenas de nudez.
Stephen Bochco e David Milch conheceram Bill Clark, um policial, ou ex-policial, não ficou bem claro, que deu consultoria e os introduziu ao mundo das delegacias de polícia, onde tomaram contato com a dura realidade que os norteou quanto à caracterização dos ambientes e personagens. Uma das características da série era o fato de serem apresentadas cenas de diversos pontos da cidade de Nova York, seus habitantes, os costumes, o comércio, movimento do trânsito, e tudo isso, num efeito que se transportava para as gravações, sendo propositadamente usado o recurso da “câmera trêmula“. É uma coisa que a gente observa, mas nunca pensa no por quê. Era de propósito.
Assim como de propósito foi criada a trilha sonora. Mike Post conta que lhe perguntaram se já havia alguma trilha que contemplasse praticamente percussão, e que ele achou uma loucura. Para completar, o que todo mundo que assiste a série cansou de ver, mas nunca atinou: a ideia central para a trilha era o barulho do metrô, tanto que se escuta o som no começo e no final do que Steven Bochco chamou de “os 60 segundos de combinação de imagens e som mais excitante que eu já vi na vida“.
Nos extras do último disco da primeira temporada também está explicado que David Caruso era um encrenqueiro, nos bastidores; só funcionava se estivesse em atrito com alguém, em geral, David Milch; como expoente emergente no mundo da televisão, o ator começou a receber inúmeras propostas, decidiu que queria ser uma estrela de cinema, e desde muito antes do final das gravações Steven Bochco já intuía que ele não voltaria e decidiu por sua conta e risco retirar o personagem John Kelly da trama, seguindo o pensamento de que a série em si sobreviveria sem a presença dele, o que depois se confirmou.
Como não poderia deixar de ser, e era uma coisa que eu pensava desde que comecei a acompanhar a série, em sua terceira ou quarta temporada, não lembro bem, Dennis Franz, no papel de Andy Sipowicz, era o carro chefe da trama, apesar de desde o começo ter ficado decidido que haveria dois protagonistas. Ao ser convidado para o papel, Franz manifestou a Milch e Bochco suas dúvidas sobre o personagem, questionou sobre o por que de o público se interessar por ele, por que as pessoas gostariam ou não dele, e obteve como resposta que “você vai fazer com que gostem dele“. E ele realmente fez. Na primeira temporada a gente toma conhecimento de um Sipowicz cheio de problemas, em especial com o álcool, mas que luta para se tornar uma pessoa melhor, tudo isso antes que a morte do filho Andy Jr. tivesse um tremendo impacto em sua vida, o que faz com que o personagem atravesse um período de outros tantos questionamentos e fique amargo, mas aí já tínhamos sido conquistados por ele, e passamos o tempo todo torcendo para que Andy seja feliz, ao final das contas.
Para terminar: quando comecei a acompanhar o seriado, observei que numa das salas de interrogatório, onde existe uma pia e um refrigerador, acima da pia havia um cartaz escrito a punho com os dizeres “please clean up after yourself“, ou “por favor, limpe (a pia) depois de se lavar“. Na primeira temporada toda o cartaz não esteve ali. Em seu lugar, ficava um espaço vazio. Aposto que isso não será explicado em momento algum, mas eu gostaria de saber quando foi que tiveram a ideia de colocar o aviso ali.
Porto Alegre
Sobre NYPD Blue, again. Para quem não assistiu, quando nos lê falar em série policial, caso queira assistir não vá atrás buscando ação. É um drama denso, focado nos dilemas e problemas pessoais dos personagens e, pra não fugir ao seu “gênero” original, oferece alguns momentos de leve ação. Mas nem tiros são disparados!!! (hahahah) Tudo muito bem costurado, que não tem mistérios ao final dos episódios, mas te prendem como poucas outras séries. E Flash Forward?? Assistiu??