10:11
Foi uma pancada fraca de chuva pouco depois das 9:30 que me fez olhar para a rua e me permitiu constatar que dava para ver céu limpo no horizonte, ou seja, ela não veio para ficar. A temperatura na parede continua alta, 27ºC.
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CONSELHO GRÁTIS
Vem por aí mais um Dia Internacional da Mulher.
Será que ninguém vai ter a ideia de criar um dia internacional da mulher gremista? Elas estão espalhadas por todo o planeta. Quem sabe um Dia Gremista da Mulher?
Sobre este evento tão importante para a Humanidade (ou que ao menos deveria ser) gostei muito do que escreveu a Cláudia Laitano no primeiro parágrafo de sua coluna na ZH de ontem:
“Boa parte das homenageadas sente uma certa gastura quando houve falar em Dia Internacional das Mulheres. E não sem motivo. Vocês, rapazes, não têm ideia da quantidade de rosas acompanhadas por “pensamentos” que abarrotam nossas caixas de e-mail durante estes dias. Corações, borboletas, imagens do pôr do sol e todos os matizes de tons que vão do rosa-bebê ao roxo-funeral também costumam ser convocados a fazer cenário para as frases feitas que celebram o fato de que a metade da Humanidade é de um jeito e não de outro. Mas nada ameaça o predomínio da rosa, esse clichê botânico do amor, da doçura, da fragilidade – e agora também do Dia das Mulheres. Durante de uma pérola de sabedoria pousada sobre uma rosa vermelha em fundo degradê, não é preciso estar na TPM ou ter um coração de Margaret Tatcher para sair deletando mensagens na velocidade de um beijo-me-liga.“
(Os grifos em azul escuro são meus)
Como a Cláudia, longe de mim pensar que a data deva ser extinta, porque ela é importantíssima para alerta e entendimento de todas as barbaridades que são cometidas ao redor do mundo contra as mulheres. Mas vamos combinar que tem muita mulher que também barbariza, é só perguntar o que pensam os homens que já se divorciaram uma ou duas vezes, incluindo este que escreve (UMA VEZ).
Mas todos nós, homens ou mulhreres, temos alguém do sexo feminino a quem render algum tipo de homenagem nesse dia, quando não em todos eles, o que também é uma realidade para um número incontável de pessoas. Mas então que tal lembrar o que escreveu a Laitano, aí em cima, e usar um pouco mais de criatividade na homenagem?
Estou certo de que a mulherada agradecerá.
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TOMANDO FORMA
Nos últimos dias vinha tentando acertar um novo visual para esta página, a partir do momento em que as contagens passaram a ser feitas digitalmente. Sempre volto a este tema, porque, mesmo me tornando cansativo e repetitivo para outras pessoas, ele me fascina. Uma das ideias que me fizeram mexer e remexer no site foi a de colocar um relógio digital em algum lugar da página. Ele andou na parte de cima, na de baixo, no meio. Mas eu olhava para tudo aquilo e não me sentia satisfeito, não estava como eu queria.
Para quem se encarna nessa coisa de ter uma página pessoal (e não sei se posso afirmar que o Quem Vai Querer Saber atende ao conceito de página pessoal), um dos príncípios básicos é o que ela deva ter a cara do autor. Quem me conhece sabe que não sou dado a extremos, a não ser quando se trata de beber Pepsi em vez de Coca, gostar de mulher desde o sim até o começo, e muito principalmente quando se trata de ser gremista e não colorado. Mas o caso é que, mesmo puxando sempre a brasa para um desses lados, normalmente minha posição é de centro, sou um bombeiro, meu foco é o da conciliação.
Por isso, desde que comecei a ter uma página, desde os tempos do Terra, meus textos são publicados basicamente em colunas centrais. Só vinham sendo justificados à esquerda os textos mais clássicos, como os capítulos das novelas, e isso por uma determinação minha, pois quando criei coragem para publicá-las, uma das coisas que foram levadas em consideração foi se eu as deveria publicar justificadas ou centralizadas, e optei pelo formato clássico porque imaginei que assim facilitaria a leitura e compreensão por parte de quem se habilitasse a acompanhá-las.
Entretanto, em vista do surgimento dos novos “brinquedinhos“ digitais com que fui brindado pelo WordPress, especialmente depois que aprendi como alterar todas as minhas permissões de usuário, comecei a testar a inserção do relógio digital, e descobri que numa determinada posição em que fosse inserido, automaticamente se alteravam todas as posições de todas as colunas e textos e “widgets“ da página para o formato centralizado e foi então que percebi que, embora ainda sem ter uma opinião formada sobre a alteração da formatação dos textos da página principal, incluindo as novelas, gostei muito de ver que as colunas com os links abaixo dos textos ficaram em formato centralizado e é inegável que isso traz muito mais interesse para quem visita a página, inclusive eu. Até mesmo os seis enunciados de textos que aparecem entre o principal e as colunas de utilidades aparece centralizado. Até mesmo o texto no quadro escuro centralizou automaticamente a partir da colocação do relógio digital no alto da página.
Apesar disso, restava alguma coisa me incomodando e depois de muito pensar e testar entendi que a importância do quadro do relógio digital no alto da página não podia ser maior que a importância do texto, o que foi resolvido com uma simples diminuição para o tamanho mínimo do quadro do relógio. Com isso, abriu-se a possibilidade de visualização da hora na parte superior e também na parte inferior da tela, o que evita que a pessoa se sinta tantada a voltar lá em cima para fazer, por exemplo, uma comparação entre a hora dos contadores e a nossa hora local. Existe um relógio tamanho mínimo na parte superior da tela, que não interfere na leitura do texto principal, e um relógio tamano médio na parte inferior, para que as pessoas possam fazer uma comparação entre os horários das contagens e a nossa hora local, sempre levando em conta que a diferença de fuso é de três horas a mais para a hora dos contadores, o que, claro, vai gerar muita confusão, até as pessoas aceitarem em suas mentes o fato de que a diferença de três horas é mais complicada de assimilar quando, nos dois relógios comparados, um conta a hora para frente e outro a conta para trás.
Por esta razão estou estudando a possibilidade de inserir um outro relógio, em formato análógico, mas por enquanto é só estudo.
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LER é PRECISO
Em sua coluna da ZH de ontem, o jornalista Nilson Souza adicinou mais um capítulo a um assunto controverso, aqui no Sul, que contém prós, contras, e também uma boa dose de indiferença: a diminuição do interesse das pessoas pela leitura da coisa impressa.
A despeito de toda a importância que os autores clássicos têm em nossa cultura (e se não fossem importantes alguns deles não teriam se tornado clássicos e muito menos imortais), a grande verdade é que a maioria deles são muito chatos. Ser imortal não diminui a chatice. Aliadas, então, ao hábito antigos das escolas, de nos forçarem a lê-los quando estamos em idade de começar a tomar gosto pela leitura, a internet e outras fantásticas tecnologias, como os videogames, tv a cabo, mp3 e Ipods acabaram de levantar as barreiras que afastam as gerações mais novas da vontade de pegar um livro ou um jornal para saberem o que acontece no mundo.
Mesmo eu, que ando me desligando da internet e me voltando cada vez mais para leitura e televisão, aprendi a gostar de ler não com os autores clássicos, mas com Monteiro Lobato. Li toda a coleção daquele autor quando tinha 13 anos. Foi quando comecei a ter a ilusão de algum dia me tornar um escritor, ilusão que me persegue até hoje. O mais irônico é que se fosse hoje em dia, não teria paciência para ler o Monteiro. Nem eu explico. Mas é assim.
Sou de opinião de que a leitura da coisa escrita está tendo, sim,cada vez menos adeptos. O que é uma pena e um perigo.
Porto Alegre