11:20
Dia até aqui ensolarado, parcialmente nublado, com formações de nuvens no horizonte que eu particularmente achei lindas. A temperatura permaneceu estável, com os mesmos 27ºC de ontem.
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BRINQUEDINHOS
1) Ainda estou tentando estabelecer algum jeito de usar o plugin dos contadores para promover alguma coisa legal para as pessoas que vêm aqui dar uma lida no que escrevo.
2) Estou bolando uma nova ordem para postagem de assuntos, numa maneira de tornar a página de abertura mais dinâmica, só ainda não consegui estabelecer como os ajustes serão feitos.
3) Para quem acompanha as contagens: dia 14 começa a temporada de F-1. Se formos pensar apenas em números de dias, faltam 6. Se formos pensar em dias e horas, minutos e segundos, com encerramento da contagem à zero hora do dia 13, então veremos exatamente o que aponta o contador da F-1, ali embaixo: faltam tantas horas, minutos e segundos até a zero hora do dia 8, que é hoje, mais cinco dias até o dia 13. Não tem como errar.
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MAIS UM
Abro meu Explorer e dou de cara com a notícia de mais um terremoto, desta vez na Turquia, 6.0º na escala Richter. Sem querer alarmar ninguém, confesso que estou começando a ficar preocupado com o fato de morar no 8o. andar de um prédio.
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SÓ PARA me IRRITAR
Ao ler a matéria do caderno Donna de ontem, sobre as 35 mulheres de 35 países diferentes espalhados pelo mundo, mais uma vez me veio à cabeça o pensamento de que não consigo entender como em plano século 21 ainda existem culturas que insistem em se apegar à ideia de tradição como “o modo como sempre fizemos as coisas“, o que simplesmente significa dizer que “será sempre assim“.
E eu já acho ruim muita coisa que acontece no Brasil.
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NINGUÉM PODERÁ me MUDAR
Li faz algum tempo (e imagino que só possa ter sido na Zero Hora) uma manifestação não lembro de quem, por isso não me arrisco a citar algum nome, a favor da eliminação do recurso do uso de parênteses em quaisquer textos. Segundo a palavra da pessoa que escreveu o artigo, os parênteses estragam o texto, atrapalham a leitura.
Como não entendo nada de Português, uma vez que assassino o idioma todos os dias, aqui (o que reforça minha crença em vida após a morte, porque só posso assassinar o idioma todos os dias se todos os dias em que chegar aqui ele tiver ressuscitado, o que evidentemente parece acontecer), o que posso dizer é que se eu eliminar os parênteses das minhas escrituras, elas não serão mais minhas, porque não serei mais eu. Como costumo dizer, nas mais variadas situações, no dia em que aparecer um texto meu em que não haja uso de parênteses (assim como quando escrevo a punho não dispenso um bom borrão), podem chamar os paramédicos, alguma coisa muito grave está acontecendo comigo.
Repetindo: nada entendo de Português. Escrevo por instinto, não domino regras, à exceção das proparoxítonas, que sei por que são acentuadas. Mais do que isso, é esperar demais de mim. Mas por que me recuso a concordar com a ideia de que parênteses atrapalham o texto? Por uma questão estética. Não gosto de usar hífen para frisar alguma coisa ou destacar algum pensamento inserido no texto. Quando abro parênteses, estou atendendo a duas necessidades básicas minhas: poder localizar com a maior facilidade o começo do trecho em destaque, o que pessoalmente tenho dificuldades em identificar quando o destaque é destacado (com o perdão pela redundância) através de hífen; a maior facilidade com que simplesmente posso voltar atrás e ler o texto pulando a parte destacada entre parênteses, como se não estivesse ali.
Há ainda um terceiro caso, o de que ao abrir parênteses posso escrever um outro texto inteiro, uma outra história, que pode ser lida independentemente do texto principal por quem assim o desejar (no caso, eu, já que uso o recurso para atender necessidades básicas minhas), assim como pode ser pulado facilmente por quem não desejar ler o seu conteúdo.
Dito isso, lamento por quem não gosta de parênteses em meio aos textos, mas me seria simplesmente impossível eliminar aquele recurso de escrita, posto que é visceralmente importante para meu estilo de escrever, digo mais uma vez, por causa da minha ignorância do que seja “um bom Português“.
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VALETUDO
Mesmo tendo ido dormir tarde, na noite passada, não poderia esticar o sono, pela manhã, porque antes de 7:30 já havia uma retroescavadeira da Concrisa operando dentro do meu quarto, ou, ao menos era assim que o som dela me fazia sentir. Isso me fez lembrar que já são quatro anos e alguns meses convivendo o tempo todo com obra do lado, o que, para os que estão começando a ocupar a torre Diamante, aqui na frente, é o mesmo tipo de novidade que tive a partir de Novembro de 2005: uma novidade bem barulhenta e tremendamente empoeirada.
No momento em que a retro começou a operar, eu estava vivendo uma situação inusitada, para variar num sonho, dentro de um supermercado onde, por alguma janela lateral entre várias, dois galos (isso mesmo, galos, a ave) tinham conseguido entrar e como filhotes recém nascidos que se afeiçoam à primeira “pessoa“ que encontram, tinham vindo até mim e deixaram que eu os tocasse, sem maiores problemas. A partir dali, como não poderia deixar de ser no mundo dos sonhos, as coisas saíram totalmente do controle.
Para começar, os galos conseguiam murmurar algumas palavras, como se fossem papagaios. Depois eles tinham apêndices, entenda-se por isso braços e mãos. A primeira coisa que eles disseram, ou que me pareceu terem dito, foi a palavra “salsicha“, e lá saí eu de mã0s dadas com eles atrás daquele produto dentro do supermercado. As pessoas olhavam para nós e eu só repetia “eles pediram salsichas“, e já estava começando a me acostumar com a ideia de estar virando uma celebridade do tipo “o homem que conversa com galos“ quando a retroescavadeira entrou no meu quarto.
Tirante a parte do barulhão que foi aquela máquina ter me arrancado do sono, não consegui evitar sentir um certo alívio pelo fato de a coisa toda não passar de sonho.
Porto Alegre
Bem tudo que sei é que dentro de todos os seus parenteses, voce com certeza tem muito bom portugues. Vai ver, nasceu sabendo rsrs