APRESENTAÇÃO
A primeira coisa que a pessoa tem que saber a meu respeito é que eu não gosto de confusão.
Portanto, quando me interesso por alguma pessoa, só ela me interessa. Não tenho perfil do cara que tem que viver galinhando por aí para ser feliz, ou para se sentir mais macho. Penso que a única maneira segura de as pessoas confiarem em mim é demonstrando que sou uma pessoa confiável, e de confiança.
Não tenho amigos solteiros com quem sair, e mesmo que tivesse, não veria razão para ter que ter um dia da semana para sair sozinho com eles. A grande maioria dos progranas que me proponho fazer vão provavelmente envolver a família ou a pessoa com quem estiver envolvido, quando não envolverem a família dela. Não fumo, meu consumo anual de álcool é praticamente irrisório, na base de uma garrafa de vinho tinto suave ao mês, quando chegar a isso.
Quando gosto de uma pessoa não tenho tempo para paquerar outras, não fico olhando para outras mulheres na frente dela, pelo menos não com olhar de come-come, posso no máximo me distrair, pensando em alguma outra coisa e meus olhos se perderem, mas sem na verdade enxergar quem esteja na minha frente que não seja ela.
Não sou do tipo ciumento que fica procurando motivos para brigar, ou implicando com as roupas dela, nem com os amigos e/ou amigas, não tenho tempo para isso. Gosto de confiar. Se eu achar que não posso, me afasto. Não tenho o menor interesse em dar motivos para descofiar de mim, assim como não vejo razões para desconfiar. Quando entro na vida de uma pessoa, parto do princípio de que, até aquele moento, ela tinha conseguido perfeitamente viver sem mim. Portanto, nem passa pela minha cabeça interferir em suas amizades. Se ela pode começar a ter alguma coisa comigo, é porque todos os amigos são apenas amigos, ao menos na visão dela, que é o que me importa. Aliás, é o que espero que ela faça com relação a mim.
Se o que chamou a minha atenção para ela foram coisas que me fizeram pensar que ela era diferente, e portanto merecedora da minha atenção, depois de ser conquistado por ela por estas coisas, não vejo razão para tentar modificá-la e tentar fazer com que ela se pareça mais comigo. Em compensação, não espero que ela tente me modificar para que eu me torne mais parecido com ela. Já que muito provavelmente teremos gastado uma boa parte do convívio inicial com conversas, se chegamos a entrar no relacionamento é porque já sabemos de tudo isso, e então se torna inadmissível, para mim, que a pessoa depois tente me modificar.
Também não me considero um cara burro, gosto de ler, tenho bom nível cultural, sou bom para lembrar datas, gosto de dividir as iniciativas com a pessoa, em todos os sentidos, adoro fazer planos de longo prazo que exijam dedicação de ambas as partes para serem levados adiante. Se alguém quiser parceria para algum projeto pessoal que precise de incentivo e palavras animadoras para não desistir na metade, conte comigo, sou bom nisso. Mas tenha paciência de sobra, porque sou muito bom nisso.
Desde o primeiro momento em que nos conhecermos, ou seja, desde sempre, a pessoa saberá que minha melhor arma de defesa é dizer a verdade, não que isso me faça melhor do que ninguém, nem por eu ser um extremista do comportamento politicamente correto, mas pelo fato de que isso me permite deitar a cabeça no travesseiro e dormir em paz. Estar em paz comigo mesmo é essencial para a minha felicidade pessoal.
Até eu reconheço que posso não estar dentro de um padrão comum (e eu escrevi comum, não normal) de comportamento masculino que as mulheres estão acostumadas a encontrar, em especial na internet, que com alguma dose de certeza imagino que terá sido onde nos conhecemos. Para a grande maioria delas, a grande maioria deles são um bando de mentirosos. Como já falei antes, minha melhor arma de defesa é dizer a verdade.
Mas mesmo dizendo a verdade, ou talvez justamente por causa disso, preciso me desculpar por não ser perfeito: não sei dançar e não tenho interesse em aprender. Não estou dizendo que nunca vou fazer isso com ela, mas não é algo que me chame a atenção. Posos acompanhar algumas vezes, mas não todas as vezes.
Pelo fato de não ser perfeito, gosto de futebol; gosto de corridas de Fórmula-1; adoro ver filmes seriados na televisão; tenho uma dezena de coisas que gosto de fazer, como ler, escrever, fazer palavras cruzadas. Se ela não gosta de nada disso, o problema não é meu. Não tenho culpa se uma pessoa não desenvolve nenhum interesse que seja de seu gosto pessoal e que não envolva sexo, em especial na hora em que estou mais interessado em outras coisas. Não tenho muita paciência com quem adora ver o lado ruim das coisas; por não ser perfeito, não tenho tempo para ficar de mau humor porque a Natureza resolveu que um dia seria chuvoso, em vez de ensolarado. Não tenho tempo para ficar acompanhando as lamentações em que algumas pessoas adoram chafurdar porque algumas coisas não deram certo.
Ser perfeito deve ser muito chato. Por isso prefiro não ser. E não sendo, não gosto de pagode; não tolero funk, heavy metal, música tradicionalista, muito menos sertaneja: minha imperfeição pessoal me faz detestar música de dor de cotovelo. Não tenho o dom que as pessoas ecléticas têm de achar que a vida é curta demais para desprezar escutar qualquer coisa ao sabor do momento; sou daquelas pessoas que acham que a vida é curta demais para se perder tempo com músicas que a imperfeição pessoal considera que não fazem bem aos ouvidos; curta demais para lidar com coisas e pessoas que puxam para baixo.
Sou tão imperfeito que não aceito a argumentação de que uma religião ou seita qualquer tem o poder de me orientar sobre o que fazer ou não fazer da minha vida, quando todas as respostas e caminhos dependem de eu saber identificar a minha própria força interior e usá-la para alcançar todo e qualquer objetivo a que me disponha alcançar dentro da lei. Sou tão imperfeito que não tenho tempo para me sentir sozinho, pois gosto da minha companhia. Não estou dizendo que não preciso da companhia de mais ninguém, estou apenas afirmando que estar sozinho não me incomoda. A vida não se torna insuportável se não tenho alguém pegando no meu pé, reclamando do que eu gosto ou não gosto de fazer, o que muita gente parece preferir ter do que ter que ficar consigo mesma.
Não sei se minha imperfeição me torna mais feliz que outras pessoas que pensam e sentem diferentemente. Sei que me torna menos infeliz do que muita gente.
Mas quem vai querer saber disso?
Porto Alegre
Mas eu te amo mesmo assimmmmm!!!!! bjss