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Dia 244

10:53

Permanece a nebulosidade. A temperatura teve um leve avanço: os dois termômetros do caminho concordaram com 17ºC entre 6:28 e 6:30.

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OS NORMAIS

O quadro é o seguinte: alguém tira o cesto do lixo de dentro de um dos reservados do banheiro masculino e o deixa num canto do banheiro, do lado de fora, longe do reservado; outro alguém entra no reservado e provavelmente não observa que o cesto não está no local, antes de fechar a porta e se pelar. Quando ele se dá conta de que não há cesto de lixo, o que faz? Joga o papel usado pelo chão, mesmo, e mesmo que depois ele tenha visto que havia um cesto num canto do banheiro, como não foi ele quem o tirou do lugar, o problema não é dele, não é com ele, e era isso.

Aí entro eu, que sempre passa um papel no assento antes de ocupá-lo, e vejo que não tem cesto. Mas como era para ter, dou uma olhada fora do reservado e enxergo um cesto no canto do banheiro. Vou lá, dou uma olhada, não tem nada de mais dentro, está vazio. Levo-o para dentro do reservado. 

Esta é a pequena diferença que faz de mim um sujeito só um pouquinho fora do padrão.  

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AZAR, EU GOSTEI

 Achei mais estranho e engraçado o fato de ter que tirar toda a roupa e vestir um avental que não dava sequer para fechar, e ninguém também se ofereceu para fechá-lo. A parte de deitar na esteira e depois ser enfiado para dentro daquela câmara que eu já tinha visto nos filmes, que é de chorar, para quem sofre de claustrofobia (não é o meu caso), não me causou maior preocupação, tanto que durante o procedimento da ressonância eu cochilei, mesmo com o barulho que a máquina causa. 

Fui pego de surpresa, quando terminou, porque fui despertado de repente pelo movimento da esteira me puxando para fora da câmara.  

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SOLUÇÃO CASEIRA

No meio de tudo aquilo sobre o que não pude falar no dia de ontem, esqueci de um detalhe sobre as minhas mãos.

Quando começou o inverno, a infeliz combinação de água fria e detergentes, mas em especial os sabões em barra (e agora ando usando um cuja fórmula contém desengordurante) me deixa com os dedos cheios de feridas. Pior do que isso, desde sempre tenho mania de comer as peles dos dedos. Então, a junção das duas coisas estava me causando sérios problemas, e deixava as pessoas preocupadas (a família, principalmente).

Para tentar resolver o problema, adotei duas medidas: comprei caixas e caixas de Band Aid, para tê-las espalhadas pela casa, a fim de isolar as feridas nos dedos e evitar que eu ficasse futricando nelas não só com a boca, mas com os outros dedos; comprei vários pares de luvas de borracha para evitar o contato direto com a mistura de água fria com os produtos químicos dos sabões. O resultado foi tão bom, que, além de as feridas terem-se reduzido a quase zero, perdi o hábito de estar sempre com os dedos na boca, ou cavoucando os machucados com os outros dedos. Na questão das luvas a coisa também foi tão boa que as estou usando mais do que na lavagem de louça, troco lixo com elas, chego a calçá-las antes de ir ao banheiro, dependendo do momento, só para evitar ter que lavar as mãos. Já chega que durante a noite lavo direto, mas nunca tive problemas com sabonetes, o problema é com detergentes e sabões em barra.

Menos um problema.


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