Difícil saber por onde começar. Mas alguma coisa me diz que o melhor é ir pela ordem cronológica, porque aí não haverá erros (ou serão menores, quem sabe).
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O SURDINEIRO
Ao sair do trabalho fiz o que meu instinto tinha me dito durante toda a manhã para fazer: em vez de ligar para mecânico e combinar de deixar o carro lá, fui direto para a região da Azenha.
Lá, primeira parada, no local do título acima, onde por R$ 145,00 foram trocadas as velas (tiradas as de um e substituídas por peças de três queimadores), o filtro do ar e completado o reservatório do fluído da direção hidráulica.
Dois detalhes: até eu fiquei apavorado com a quantidade de gasolina que estava vazando pelo carburador. Era tanta que podia explicar o alto consumo do Santa e mais o cheirão que se sentia quando eu saía do carro. O vazamento era na parte dianteira. O cara que me atendeu no Surdineiro imediatamente me indicou a Flacar, do outro lado da rua, onde eu poderia resolver aquele problema.
O outro detalhe foi que a função de troca de velas, filtro e completar o fluído da DH levou quase uma hora, porque o rapaz saiu duas vezes, uma para achar o filtro e outra para buscar o fluído.
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FLACAR
O tio deu uma olhada por cima no vazamento e disse o que eu já sabia: teria que tirar o carburador.
Se fosse o que ele estava pensando eu gastaria uns R$ 90,00. O trabalho levaria cerca de uma hora para ser feito e ele considerou o problema tão grave que disse que faria um cliente que chegaria pouco depois, com hora marcada, esperar. Com uma hora inteira, no mínimo, para esperar, tratei de cuidar do que não tinha podido dar jeito até ali: o almoço. Passava alguma coisa das 14 horas.
Saí e fui procurar o restaurante Lucini, que, naquela área, é o único em que eu confio. Quando cheguei lá estava fechado, em férias coletivas até o final do mês. Voltei então para a área das lojas de autopeças e entrei em um restaurante que anunciava buffet livre com churrasco por R$ 8,50.
O buffet não tinha muita coisa, mas duas rodadas de tomates, bolhinhos de arroz e cubos de polenta frita , com um pedaço de frango na segunda, ficaram de bom tamanho. A fome era tanta que comecei a comer com a borrachinha entra as arcadas na boca (sobre esta, ela às vezes parece não estar ali, o que me levou, na noite passada, desde o início de seu uso, a esquecer de colocar, o que só percebi hoje de manhã na hora do café, quando fui tirar e ela não estava no lugar). O churrasco só vi na placa de anúncio. Com o acompanhamento de uma garrafa de 600 ml de Pepsi, o almoço ficou por R$ 12,50. Não me dei o trabalho de provar as sobremesas.
Voltando à Flacar, o Santa até pronto já estava. O tio me mostrou a membrana do carburador gasta, trocada por uma nova, disse ter colocado juntas novas, e com isso o vazamento tinha parado. O conserto ficou pelo valor anteriormente mencionado.
Parênteses.
Enquanto estava acertando com ele o conserto, ante de almoçar, um outro tio de uma loja próxima ficou enchendo o saco para eu trocar as palhetas dos limpadores de parabrisa, que estavam, mesmo, gastas e já no metal. Ele faria o serviço por R$ 20,00 as duas. Liberei a operação. Depois de pagar o conserto do carburador, é claro que assim com ele surgiu do nada para oferecer o serviço, também apareceu para cobrar.
Fecha parênteses.
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IMPRESSÕES
Como sempre acontece quando se mexe no motor do Santa (ou em seus periféricos mais importantes), ele saiu dali andando muito. Mais uma vez pareceu outro carro.
Para testar de efetivamente vai haver economia até depois da viagem prevista a Nova Petrópolis na segunda-feira, passei no posto de gasolina de sempre e trouxe o carro para casa com o tanque completado por R$ 69,83 (valor menor que pago no último reabastecimento, mesmo ele tendo passado na mão de dois mecânicos, hoje).
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ABUSADO
Ao chegar em casa o termômetro marcava 29,7ºC. Abri as janelas e em poucos minutos tinha pulado para 29,9. Mesmo depois de tomar um banho continuei suando.
Agora, na hora de transcrever o rascunho para o blogue, é o momento de ligar o ar.
Porto Alegre