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Sem Ter, Como Saber?

Hora brasileira de Verão

08:11

Houve um momento, ali pela 1 da manhã, em que caiu um bombão, chuva pesada. Nem sei quanto tempo durou. Sei que levantei no susto, fechei as janelas que precisavam, ser fechadas, apesar de não estar ventando, menos a do meu quarto. Tirei a roupa que estava pendurada na corda. Voltei a dormir.

Vinha um ar gelado da rua, mas não me tapei. Agora pela manhã as nuvens continuam, mas o sol de vez em quando aparece. Nos termômetros, muitas variáveis entre 6:52 e 7:02: 20, 16, 21, 17, 21, 18 e 22ºC foi o que pude acompanhar. Tem dias que não vejo nenhum, tem dias que vejo todos.

EXERCENDO CONTROLE

 “O antepassado de qualquer sentimento é um pensamento.”

Não lembro de quem é a frase, mas é citada num dos livros do Dyer, provavelmente em Seus Pontos Fracos.

As pessoas passam o tempo todo fazendo isso, exercendo este controle, mas insistem em negá-lo, colocando a culpa do que sentem em alguma coisa mais forte do que elas, no caso, o coração, como se ele tivesse supremacia sobre o cérebro. E não tem. As pessoas fazem isso o tempo todo, eu faço isso o tempo todo, a diferença é que não nego.

Acontece nas pessoas em relação a mim, e acontece comigo em relação a outras pessoas. Tudo começa com o que se pensa. Eu penso várias coisas sobre várias pessoas que me fazem chegar à conclusão de que não tem como ter qualquer coisa com elas. Penso várias coisas sobre várias outras pessoas que me fazem chegar à conclusão de que poderia ter alguma coisa com qualquer uma delas. Primeiro eu penso, depois eu sinto. É uma coisa tão simples de assimilar que tenho dificuldade em entender como é que tem gente que pode achar que o contrário, que primeiro se sente, depois se pensa, portanto “a gente não tem controle sobre os sentimentos“. Não tem lógica.

Pelo menos uma pessoa exerceu atitude lógica ao ver a foto da minha amiga de Três de Maio, aqui. Imediatamente a pessoa pensou alguma coisa que a fez “desligar“. Não me importa analisar os motivos, não me importa saber o que foi que ela pensou. O que importa é que ficou exemplificado, ao menos para ela, que o que ela pensou quando viu a foto foi que direcionou os sentimentos que tinha por mim. Agora ela sabe que o que sente pode, sim, ser controlado, porque sabe que não sente nada sem antes ter pensado alguma coisa.

Sempre foi e sempre será assim. 

POLÊMICA INDO e VINDO

Uma mesma pessoa que passou o ano inteiro me torrando a paciência, reclamando que eu escrevo muito sobre futebol, só para me incomodar, agora de cada três comentários que faz aqui, dois são sobre aquele assunto. Tenho duas coisas para dizer: em 2009 haverá no mínimo quatro competições com a participação da dupla Grenal, portanto, prepare-se para continuar torrando a minha paciência; tem gente que diz que é a mulher que não sabe o que quer. Vai entender.

DECISÃO IMEDIATA

Estou achando que, uma vez que aquela grana não saiu, e eu tinha razão em só acreditar vendo, me parece lícito pensar que, uma vez que não saiu, metade do projeto de compra de um novo micro foi momentaneamente abortado, o que significa que a outra metade também não vai acontecer tão cedo, portanto, a verba que estava destinada ao monitor de LCD agora será desviada para os consertos que preciso mandar fazer no Santa, e que serão encaminhados na semana que vem.

Faltando:  114, 730 dias para a renovação da minha CNH, 2001, 546, 1038, 21, 2589, 1324, 66, 40 dias para o início do Gauchão 2009, 751, 48, 69. (62, 143, 244)

FILHOS

Pródigos na negação de carinho; práticos na hora de pedir dinheiro.

As duas situações têm em comum o fato de que não precisam falar conosco. A primeira, então, deve ser um paraíso. Já a segunda, apesar de não precisarem falar, deve ser mais complicada, porque é preciso passar por cima do orgulho para pedir. Ou, em alguns casos, basta ter cara de pau. Ou ainda, numa terceira hipótese, achar que está no direito. Deve haver outras, onde provavelmente entendam que possam ter todos os direitos e nenhum dever

Quem já foi filho jovem (ou seja, todo mundo), portanto, já teve experiência no assunto antes de envelhecer, sabe que as coisas são assim mesmo. Provavelmente eu fiz isso, neguei carinho e pedi dinheiro. Se levei, foi porque era preciso, nem sempre poderia ser dado, ou eu merecia ganhá-lo, mas precisava dele para ir e voltar do colégio. Ao menos, ganhava o da passagem. Eram quatro passagens, duas de ida, duas de volta.

Nunca vou esquecer que, para poder fazer um lanche no intervalo entre as aulas, eu tinha que descer no meio do caminho, na Farrapos, subir a Ramiro, cruzar a Independência, descer a Ramiro do outro lado, caminhando até o Julinho, na frente da Panambra, já sabendo que, ao fazer o lanche, teria que fazer o mesmo trajeto de volta, até à Farrapos, para pegar um ônibus para voltar para casa.

Para ver como eram as coisas, naquele tempo, com a grana de duas passagens de ônibus, eu fazia um lanche no colégio. Se for pensar por um viés distorcido da coisa, acabei de justificar o quanto está barata uma passasem de ônibus hoje em dia.

O pior é que filhos dão muito pouco valor para as coisas, dão pouco valor aos exemplos, e sempre quem convive com eles no dia-a-dia é que é o carrasco. Quem está de fora é sempre melhor, sempre diz as coisas certas, provavelmente, por não ter a responsabilidade de educar, não precisando ser o diabo, portanto, na visão dos filhos, dá e recebe muito mais carinho.

Eu fui filho jovem. Sei o que estou falando. Assim como os problemas com filhos só mudam de endereço, a história se repete, porque é assim que ela age: com um modelo de repetição.

Outro dia uma amiga me disse que estava triste porque descobriu que o pai de sua filha de três anos estava abusando da menina. Pior, não se trata de pessoas de baixa escolaridade, muito menos baixa renda. É uma coisa que acontece com uma freqüência alarmante desde que o mundo é mundo. Uma filha que nunca passou por uma situação semelhante, que teve a felicidade de ter um pai normal, não doente da cabeça (e felizmente a maioria dos pais são normais) não tem noção disso a não ser mais tarde na vida, porque enquanto é moça, por uma série de outras razões mais tendo a ver com educação do que com perversão, “pai não entende nada, não sabe de nada“, tendo direito exclusivo de pagar por tudo, não recebendo nada em troca, ou, melhor, pais (e mães) recebem aquilo que merecem, ou seja, serem os culpados de tudo que acontece de ruim, nada fazendo de bom nunca, e mais do que isso, merecem a rebeldia dos filhos e suas respectivas reações, como bateções de porta e barulheira o tempo todo (porque aqui se faz, aqui se paga).

Ontem uma outra pessoa me disse uma coisa que chamou a atenção, porque também estou passando por isso: que já tinha gasto uma boa parte de sua vida (e juventude) criando o filho, que agora estava na hora de cuidar dela mesma, o que já vinha fazendo, independente do que o filho pensasse, ou sentisse, e eu acho que é exatamente isso que está acontecendo comigo.

Dois filhos. Assim como se conta a soma de horas trabalhadas, quando mais de uma pessoa exerce a mesma atividade, foram duas juventudes dedicadas a eles, várias e várias oportunidades em dobro deixadas de lado enquanto precisavam que alguém tomasse as decisões por eles. Agora que já tomam decisões sozinhos e pensam que se regulam, agindo como tal, está na hora de eu voltar a viver a minha vida.

Não tem nada de errado nisso, é uma coisa que mais adiante será compreendida, não tanto pelo fato de algum dia terem os próprios filhos, que provavelmente demonstrarão a mesma rebeldia (porque, não se enganem, não serão pais perfeitos, não, só cometerão erros diferentes, assim como os meus erros foram diferentes dos erros que os meus pais cometeram), mas porque um dia, felizmente para mim, não estarei mais aqui, não haverá nada para ser perdoado, não precisarei escutá-los falando sobre coisas que eu já nem lembro mais, mas que eles julgavam que eu fazia errado.

Não é um alívio?

Não é só o tempo, a morte também resolve várias questões.

MAGIA da WEBCAM

Não se pode ter tudo. Mas dá vontade, não resta dúvida.

QUEM VAI QUERER SABER?

Monto a tela como se não existisse o comentário sobre o tempo. Quem é um pouco mais ligado já sacou que coloco a contagem como uma referência para o tamanho do post. Quem é ainda um pouco mais ligado já deve ter percebido que a parte abaixo da contagem é invariavelmente maior que a de cima, quando não fica igual, mas raramente é menor.

Quem é ainda mais ligado poderá internamente questionar o título deste tópico. 


2 Comments Add Yours ↓

  1. José Ronaldo Soares #
    1

    LUIS FERNANDO VERISSIMO

    Ainda não se sabe se há água, e portanto vida, em Marte. Uma das luas de Saturno parece ter um ambiente propício para a vida orgânica, mas também não é certo. Talvez estejamos mesmo sós neste canto do Universo. É pouco provável que não exista vida em algum lugar das trilhões de galáxias além da nossa, mas estas não nos interessam. Esperamos, isto sim, que haja organismos que cresçam, se desenvolvam, formem civilizações e comecem a jogar futebol em planetas teoricamente acessíveis, para que se possa pensar num campeonato do sistema solar. Senão o Internacional não vai ter mais nada para ganhar!

  2. Maura Soares #
    2

    “Li seu blog e a pergunta é Vale a pena controlar sempre os sentimentos?As vezes acho q não? Vale á pena pensar.



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