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A Lógica do Retrospecto

FALTOU FUTEBOL

Antes do início do jogo o clima é de muita festa da torcida do Cruzeiro. Entusiasmados e confiantes na vitória do time da casa, prometem ser o 12° jogador a pressionar o Grêmio, e os primeiros minutos de partida provavelmente serão os mais difíceis que o time visitante terá que enfrentar. Será preciso muito controle emocional, em especial do sistema defensivo como um todo e particularmente de Bressan, que tem a responsabilidade de substituir o titular lesionado Pedro Geromel.

Quando começa a partida, enquanto o Grêmio tenta botar seu estilo de jogo em prática o Cruzeiro marca muito e pratica muitas faltas. O Cruzeiro teve frustrada sua intenção de pressionar no início, bem como parece não estar dando certo a intenção de Mano Menezes de segurar as subidas de Edilson e Cortez. Luan é o principal alvo das faltas dos jogadores do Cruzeiro. O Grêmio aproveita para ganhar tempo a cada falta cometida.

A marcação do Grêmio força o Cruzeiro a trocar passes laterais e acaba induzindo ao erro. Quando recuperam a bola e tentam sair, invariavelmente os jogadores gremistas são parados com falta o que aos 30 minutos já havia rendido pelo menos dois cartões amarelos, um deles para Thiago Neves, principal jogador do meio para a frente, do Cruzeiro. Mas nem tudo são flores, porque o Grêmio também não está conseguindo atacar muito.

Pedro Rocha, Luan e Barrios não estão jogando muita coisa. Os dois primeiros poderiam aparecer mais. O Grêmio de maneira geral poderia jogar mais, aproveitando-se da passagem do tempo, que está favor do time. Barrios levou cartão amarelo por não saber marcar. Eu acho que o time poderia tocar mais a bola, fazer o Cruzeiro correr atrás da bola. Está jogando em ritmo mais acelerado que o normal, entrando na correria do adversário.

Ao final do primeiro tempo a torcida do Cruzeiro ainda continuava dando força ao time, mas a questão é que a partir do reinício cada minuto será crítico para os mineiros. Urge que o Grêmio aproveite uma única bola para aliviar a sua vida e complicar a do adversário. Com relação a Bressan, fez muito bom primeiro tempo, não comprometeu, pelo contrário, o Grêmio não correu grandes riscos, apesar de não ter todo o controle do jogo se lhe está sendo atribuído pelo pessoal da rádio.

Mano muda o esquema do time e volta com o garoto Raniel no time. A meu juízo, ele já deveria ter começado o jogo. Foi um equívoco do técnico deixá-lo no banco no primeiro tempo. E como não poderia deixar de ser, correndo contra o tempo, o Cruzeiro sai para cima do Grêmio. Claro que com isso são concedidos todos os espaços que o Grêmio precisa para fazer a bola chegar nas redes adversárias.

Para variar, a bola aérea defensiva na área gremista favoreceu o Cruzeiro logo no início do segundo tempo. Desta vez, foi pelo lado de Kannemann, o lado esquerdo de defesa. O gol faz com que o Cruzeiro procure sair ainda mais, e com isso os espaços poderão ser ainda maiores, razão pela qual Renato chama Everton para também botar uma correria.

Aos 32 minutos o Cruzeiro continua colocando forte pressão e a sensação é de que o segundo gol vai sair a qualquer momento. O Grêmio não tem poder de reação, não tem jogada de ataque, e nem a entrada de Everton ajudou. Renato está demorando para mexer e parece evidente que se fizer mais alguma modificação será aquela ridícula que qualquer treinador faria, botando um cara nos últimos minutos quando não há tempo para mais nada. Aparentemente, a decisão por pênaltis parece ser do agrado do técnico gremista.

Incrivelmente, Bressan sofre lesão muscular e tem que ser substituído.

A decisão foi para a loteria dos pênaltis, em que o histórico gremista ao longo da temporada é amplamente desfavorável. A reportagem da Gaúcha informa que Renato treinou muito este tipo de cobrança. O resultado de derrota nos pênaltis não surpreendeu. O esforço de Marcelo Grohe para defender duas cobranças não teve correspondência no pessoal que bateu.


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