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A Primeira

CHAPA QUENTE

Com uniforme muito bonito, com as cores do Grêmio, o Paysandu tenta impor um jogo de velocidade, mas não tem competência nem qualidade no enfrentamento contra o sistema defensivo colorado. Apesar disso, a única defesa da partida, que foi mais uma intervenção do que uma defesa, foi de Daniel. O Paysandu também teve uma boa chance num contra-ataque de três contra dois e se atrapalhou sozinho, sequer chegando a montar uma conclusão.

A tentativa de Roberson como substituto de D’Alessandro, como sempre, não deu certo, e o técnico Zago não conserta, aos menos na primeira etapa. O time fica sem criação, não tem retenção de bola na frente, e o Paysandu começa a gostar do jogo, ainda ajudado por eventuais lambanças do goleiro colorado. O Paysandu teve ainda mais uma boa oportunidade de marcar em um chute do meio da rua que Daniel defendeu e no rebote não tinha ninguém do Papão p0r perto.

O Inter teve imensas dificuldades do meio para a frente e algumas patinadas na defesa. Ao final do primeiro tempo o goleiro Emerson fez sua única defesa na partida até então.

Na volta do intervalo Zago volta com Cirino no lugar de Edenílson, tirando um volante, portanto, e voltando ao esquema de três atacantes. Na verdade, fica com quatro, porque Roberson não é armador, não é a dele. E no recomeço de partida o Paysandu vem sendo melhor que o Inter, atacando mais e com o goleiro Daniel trabalhando muito mais que Emerson.

Depois do gol o técnico do Papão troca um volante cansado por um descansado. Depois de algum tempo Zago tira Roberson e coloca Brenner. Fica com Dourado e Gutiérrez no meio. Por último, Carlinhos entra no lugar de Gutiérrez, que fez muito má partida. Com isso, Uendel volta para o meio. E mesmo com quatro atacantes o Inter não consegue incomodar.

Quase ao final do tempo de jogo o travessão salvou o Paysandu. Um pouco de sorte também faz bem. O resultado de derrota faz balançar o cargo do técnico Antônio Carlos Zago.

 


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