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A Primeira Busca

MÃO DUPLA

Uma alma gêmea. Todo mundo sabe o que é isso. Ou pensa que sabe. Também pensa que é infeliz quem não sabe. Mas não é. O que desconhece não o faz sofrer. Quem já passou por isso sempre pode ter o que lamentar. Quem pensou que sabia pode ter aprendido muito. Talvez seja este o eu caso. Um dia pensei saber.

Não que a pessoa não soubesse que era. Nem que não quisesse ser. A maioria não sabe o que uma alma gêmea precisa ter para ser. São duas descobertas a fazer. Saber se temos condições de ser a alma gêmea de alguém. Saber se alguém tem condições de ser a nossa só pode vir depois de sabermos a primeira.

Impossível quando não se sabe sequer o que uma pessoa precisa ter para ser. Se não sabemos isso, como podemos saber se podemos ser a alma gêmea de alguém? Ninguém pensa nisso. Só se pensa em encontrar a alma que se adapte a nós. Mas e nós, conseguiremos nos adaptar a alguém? Pois é.

Quem está no comando do pensamento de encontrar a alma gêmea? O ego. O ego não é uma segunda pessoa. Ele não está fora de ninguém. O ego é a pessoa. Então eu deveria deixar meu ego de lado e me perguntar: eu tenho condições de ser a alma gêmea de alguém? O que eu venho fazendo para que alguém me veja como uma possível alma gêmea? Quem se faz este tipo de pergunta? Ninguém, claro.

O ego não deixa. Se a pessoa se fizer esta pergunta o ego perde força. E tudo que o ego quer é sobreviver. Então ele mantém vivo o pensamento de busca por uma alma gêmea, fazendo de tudo para que a pessoa não questione a própria capacidade de contribuição neste papel.

É preciso ter em mente que não é só quem chega que é gêmeo. Eu também tenho que ser. Tenho que poder me questionar sobre ser capaz de colocar o ego de lado e questionar sobre se tenho condições de ser a alma gêmea de alguém.

Quem já fez isso?


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