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A Viagem

E a PROVA

Já aconteceu alguma vez de ter convicção de que uma coisa está ao seu alcance, mas você não ter certeza do que terá que fazer para chegar lá? Pois é.

Este é um dos claros desafios que nos podem ser apresentados pela vida. Falando em vida, hoje de manhã fui ao posto do Banrisul na empresa e disse ao rapaz que lá atende o seguinte: vim dar prova de que sou e estou.

Ele de imediato entendeu que se tratava da prova de vida que todo aposentado brasileiro uma vez pro ano tem que dar para continuar recebendo o benefício da Previdência. Que na verdade está muito mais para benefício da dúvida sobre se uma pessoa poderia sobreviver com ele. O que comprova que mesmo com dúvida a maioria de nós sobrevive.

Enquanto o rapaz fazia o trabalho dele, me pediu um documento. Eu puxei a CNH da carteira, entreguei a ele, e no mesmo momento comecei a viajar. Para provar que está viva (tanto para a Previdência quanto para si mesma), a pessoa deveria poder, simplesmente, se sentir viva. Se os órgãos de governo conversassem entre si pelo WhatsApp que fosse, saberiam se um aposentado que ainda trabalha, recolhe e saca o FGTS todo mês está vivo ou não.

A pessoa poderia gravar um vídeo se declarando viva (grava um vídeo no You Tube e manda o link por e-mail para o pessoal do INSS) por se sentir apaixonada pela vida, ou por alguma outra pessoa, quem sabe.

Eu deveria poder chegar lá e dizer sim, estou vivo, estou apaixonado, conheci uma pessoa que penso ser minha alma gêmea, que fala de um jeito que me encanta, ri de um jeito que em encanta, até quando chora ela me encanta. O mais estranho e encantador de tudo? Ela se encanta comigo. Gosta de ouvir a minha voz. Dedica boa parte do tempo do tempo do seu dia dando atenção à minha pessoa. É quase impossível imaginar a minha vida sem ela.

Todas essas coisas poderiam ser ditas num vídeo para provar que estou vivo. Mas aí o rapaz me devolveu a CNH e com uma assinatura a viagem acabou e a prova de vida estava dada.


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