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Cada um na Sua

“Corremos para fazer, escrever e deixar ouvir a nossa voz no silêncio da eternidade, mas nos esquecemos de tudo o que realmente importa: viver.” – Robert Lewis Stevenson

E SEUS CONCEITOS

Bueno, como assim, cara pálida?

Digamos que eu me esqueça, mesmo, de viver, quando faço e escrevo. Com deixar ouvir nossa voz no silêncio da eternidade presumo que o senhor Stevenson estivesse se referindo ao ato de falar. Acho que posso até estar errado, mas até onde sei, para fazer seja o que for, até mesmo escrever e falar, para começar, é preciso estar vivo. Ou de que outro viver estaria ele falando? Viajar? Sair para a balada (no tempo dele nem devia haver isso)? Encher a cara de trago? Fumar um baseado ou cigarro comum atrás do outro?

Não tenho a menor dúvida de que alguma coisa devemos correr para fazer. Quase tudo, pois quase tudo que se faz é sinônimo de vida. Atente para o quase da frase anterior.

Eu me sinto muito vivo quando escrevo. Me sinto muito vivo quando leio. Sei que estou vivo até quando durmo. Como disse outro dia num dos vídeos do You Tube, ou sou muito burro, ou muito relapso, mas se há alguma coisa escondida no corpo da frase ali de cima, não está ao meu alcance captar. O verbo viver tem uma abrangência que cada um dos 7 bilhões e 345 milhões de habitantes do planeta pode interpretar de um jeito diferente.

  Posso até tentar pesquisar a biografia do senhor Stevenson para tentar descobrir qual foi a interpretação que ele deu a isso, já que a frase da a entender que ele não viveu. Mas, também, na boa, por que eu deveria me importar com isso se já tenho definido aqui dentro de mim um conceito que me serve sobre o que seja viver?

20.04.2016 (119)

Só se eu estiver sem mais nada para fazer.


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