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Cap. 18 – Pt. 2

      Virgínia devolveu-lhe o olhar, antes de dizer:     

      – Quer dar uma volta pela praia comigo, hoje à tarde? Poderemos conversar mais então.

      – Combinado.

      – Pôxa, vocês se divertindo e eu tenho que ficar em casa, de cama. – lamentou-se Geraldo, mais uma vez.

      – É uma pena que não saiba se defender. – caçoou Augusto.

      – Quando eu melhorar, vou pegar umas aulas com o seu professor. Garanto que aí não vai aparecer nenhuma boa briga.

      – Ah, ah! – protestou Virgínia, zangada. – Nada de brigas, não estou com disposição para pajear nenhum barbado.

      – Você está sendo ranzinza. – ironizou Geraldo.

      Virgínia começou a rir. Enquanto isso, ouviram a campainha soar, e Augusto disse: 

      – Devem ser Ernesto e Marjorie, para se despedirem.

      – Bem, vou poder olhar para ela mais uma vez. – brincou Geraldo.

      – Vão começar uma disputa interna, para ver se a conquistam, em tão pouco tempo? – caçoou Virgínia.

      – Eu vou começar a me sentir horrível, desse jeito. – disse Augusto, numa expressão de lamento fingido.

      – Horrível você sempre foi, só não tinha se olhado no espelho. – falou Virgínia.

      – O espelho dos seus olhos era para refletir coisas mais bonitas, minha irmã. – disse Geraldo.

      – Ela vai dizer que um espelho reflete apenas a realidade. – conjeturou Augusto.

      – Com certeza, of course! – rebateu Virgínia.

      Gisela voltou para a cozinha.

      – Gente, aquele rapaz, a moça e mais uma outra moça estão aí, na sala.

      – Outra moça? – Geraldo abriu bem os olhos, de brincadeira.

      – Que jeito ela tem? – indagou Augusto.

      – É bonita. – Gisela começou a rir. – Mas é casada, cuidado, meninos… 

      Virgínia mostrou-lhes a língua novamente e ergueu-se.     

      – Vou me lavar e trocar de roupa.

      Saiu correndo da cozinha.

      Gisela voltou para a sala.


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