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	<title>Quem Vai Querer Saber?™ &#187; Desvarios</title>
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	<description>Um dia senti uma grande necessidade de escrever e não tinha para quem, então resolvi escrever para mim mesmo. Agora teimo em fazê-lo porque tenho alguns leitores. Gente que teve paciência para querer ler o blog onde o que não interessa não tem fundamento.</description>
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		<title>Uma, só?</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 10:04:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desvarios]]></category>

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		<description><![CDATA[JUÍZO PERFEITO O samba Vai Trabalhar, Vagabundo, do Chico Buarque, gravado no disco &#8220;Meus Caros Amigos&#8220;, de 1975 ou 76, não lembro bem, tem como primeira estrofe os versos &#8220;vai trabalhar, vagabundo, vai trabalhar, criatura, Deus permite a todo mundo uma loucura&#8220;. Sempre brinco com a ideia de que é porque Deus permite uma loucura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">JUÍZO PERFEITO</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">O samba <em><span style="color: #800000;">Vai Trabalhar, Vagabundo</span></em>, do Chico Buarque, gravado no disco <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">Meus Caros Amigos</span>&#8220;</strong>, de 1975 ou 76, não lembro bem, tem como primeira estrofe os versos <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">vai trabalhar, vagabundo, vai trabalhar, criatura, Deus permite a todo mundo uma loucura</span>&#8220;</strong>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Sempre brinco com a ideia de que é porque Deus permite <em><span style="color: #800000;">uma</span></em> loucura que eu não voltei a me casar.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Mas, para ser bem sincero, acredito que Deus permita mais de uma loucura. Mas aí, afinal, entra a questão de se definir o que é loucura. É preciso definir se a loucura que nos afeta é mesmo nossa, auto imposta, ou se é a loucura alheia que nos influencia, ou se a loucura é definida <em><span style="color: #800000;">para os outros</span></em> como aquilo que nós não faríamos e eles estão fazendo, ou se ela é definida <em><span style="color: #800000;">para nós</span></em> como aquilo que estamos fazendo e os outros não fariam, seja por falta de condição física, financeira, psicológica, ou até mesmo por falta de interesse.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Ou, então, vai ver, eu estou ficando louco.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Na viagem a Nova Petrópolis que a filha e eu fizemos no Carnaval, houve trechos do trajeto que ela filmou na câmera digital, coisa de meio minuto, um minuto, coisa pouca, que eu achei muito legal, depois de olhar de novo. Imediatamente me ocoreu a ideia de ter uma filmadora e gravar uma viagem inteira, ida e volta, e de repente não só uma viagem, mas umas quantas. Para quem não se interessa por isso, parece loucura. </span><span style="color: #000080;">Lembro que um amigo do trabalho fez várias gravações de um passeio de motocicleta que ele e a mulher fizeram, com um grupo de outros motociclistas. Não tem como negar que deve ser emocionante, depois, ver tudo de novo. Mas tem gente que não faria. As razões são de cada um.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Assim como me enlouquece (<span style="color: #800000;">e tenho isso como exemplo de loucura auto imposta</span>) quando falo que fiz uma tal e tal coisa e as pessoas me saem com aquela pérola de que <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">cada louco com a sua mania</span>&#8220;</strong>, como quem diz que aquilo em que estamos interessados em fazer e não é do interesse delas é loucura. Eu acho estranho e me irrita porque aqui, dentro da minha cabeça, nunca passa a ideia de rotular como loucura alguma coisa que outra pessoa faça que seja fora do meu interesse. Sem contar que na maioria das vezes a palavra <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">mania</span>&#8220;</strong> está completamente fora de contexto do que se disse estar fazendo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Ah, eu posso, sim, considerar loucura que uma pessoa encha a cara de álcool e depois vá dirigir. Mas~não acho que seja loucura. Acho que é burrice. É uma premeditação. Afinal, a pessoa sabe o risco que corre ao fazer isso e ao assumir este risco está sendo muito burra. Não louca, porque sabe o que está fazendo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Não é loucura uma pessoa amarrar explosivos ao corpo e matar um monte de gente inocente. É a mais pura covardia, decorrente de uma tremenda baixa auto estima e desprezo total pela vida humana.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Me irrio quando alguém que não se interessa por futebol, por exemplo, diz que não sabe como terminou um jogo importante porque não conversa com ninguém que seja fanático. Eu poderia achar que é loucura uma pessoa não ler jornal, nem escutar rádio, nem ver notícias na televisão, porque, para estar informada sobre o que acontece no mundo a pessoa não precisa ser fanática por nada. A não ser, talvez, por informação.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Será que <em><span style="color: #800000;">eu </span></em>estou ficando louco?</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"> </span></p>
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		<title>Recuperação</title>
		<link>http://niltonroberto.blog.br/2012/05/12/recuperacao/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 May 2012 19:36:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desvarios]]></category>

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		<description><![CDATA[O PROCESSO Enquanto a tarde seguiu a manhã ensolarada, havia um volume expressivo de vento puxando a temperatura para baixo. Às 13 horas, enquanto o termômetro de parede estacionava nos 23,5ºC, na Rádio Gaúcha a temperatura era dada como sendo de 18. O planejamento da tarde mais uma vez confirmou que quando não me acontece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>O PROCESSO</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Enquanto a tarde seguiu a manhã ensolarada, havia um volume expressivo de vento puxando a temperatura para baixo. Às 13 horas, enquanto o termômetro de parede estacionava nos 23,5ºC, na Rádio Gaúcha a temperatura era dada como sendo de 18.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">O planejamento da tarde mais uma vez confirmou que quando não me acontece nenhum imprevisto minha estratégia de uso do tempo funciona com uma precisão quase matemática. Eu sabia que teria uma janela de três horas, entre as 12 e as 15, para assistir filmes. Às 15 teria a primeira gravação do dia; há outra às 20 e outra às 23.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Terei outra janela entre 16 e 20 horas. Na primeira janela eu sabia que dentro do espaço das três horas teria que inserir um tempo para um banho e outro para terminar a preparação da salada de maionese e a montagem do meu pratinho de almoço. Como tive a sorte de terminar a postagem do diário do blogue às 11:39, consegui fazer a barba e raspar a cabeça exatamente ao meio-dia. Ganhei tempo para assistir o primeiro filme, do qual de manhã cedo já tinha visto quase dez minutos. A rigor, estava até adiantado.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Por estar adiantado, terminei de ver o segundo filme do dia por volta de 12:40. Aí fui rápido: peguei a roupa para colocar depois do banho, levei o rádio que estava no quarto do filho para o banheiro e aproveitei para escutar o Correspondente Ipiranga Rede Gaúcha Sat. Saí do banho antes do final do Correspondente, liguei o rádio da sala que está sempre sintonizado na Gaúcha, para não perder nada das notícias. Terminei de lotar a máquina de lavar roupa e coloquei a funcionar. Liguei o PC para não ficar sem música quando terminasse o Correspondente. Montei meu prato de comida e enquanto esquentava no microondas (<span style="color: #800000;">três minutos</span>), cortei tempero verde e misturei com a maionese e as batatas.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Às 13:06 estava sentadinho de novo na frente da televisão. Assisti dois filmes. Enquanto o videocassete grava o primeiro filme do dia, entre 15 e 16 horas, estou escrevendo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Para a janela entre 16 e 20 horas minha expectativa é de que eu possa escrever, deixar alguma coisa já como rascunho digital para postar amanhã, botar uma carne de porco para cozinhar e até mesmo olhar mais filmes, sempre lembrando que o limite das 20 horas não é para mim, mas para que o videocassete esteja liberado para mais uma gravação. E no horário das 23 eu já quero estar deitado para dormir, por causa do plantão de amanhã.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">E ainda tenho a roupa lavada para pendurar, o que vou fazer agora.</span></p>
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		<title>Seleção Desvairada</title>
		<link>http://niltonroberto.blog.br/2012/05/03/selecao-desvairada/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 17:02:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desvarios]]></category>

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		<description><![CDATA[ENTÃO TÁ A parte boa de se escrever um desvario é que ele não precisa ter começo, não precisa ter fim, não tem precisa ter lógica. Definição do Michaelis:  desvario (sm) 1. Ato de loucura; 2. Delírio; 3. Extravagância; 4. Desacerto, erro. Desvairança. Há quem ache que escrever é um ato de loucura. Há pessoas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><strong><span style="color: #800000;">ENTÃO TÁ</span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">A parte boa de se escrever um desvario é que ele não precisa ter começo, não precisa ter fim, não tem precisa ter lógica.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Definição do Michaelis:  desvario (<span style="color: #800000;">sm</span>)<span style="color: #003366;"> <span style="color: #800000;">1</span></span>. Ato de loucura;<span style="color: #003366;"> <span style="color: #800000;">2</span></span>. Delírio; <span style="color: #800000;">3</span>. Extravagância; <span style="color: #800000;">4</span>. Desacerto, erro.<span style="color: #800000;"> <em>Desvairança</em></span><em>.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Há quem ache que escrever é um ato de loucura. Há pessoas que acham que ler é que é. No meu caso, o delírio está no que é escrito. A extravagância está no que é escrito. Não está descartada a possibilidade de quem meu ato de escrever seja um erro. Com certeza, há nele vários desacertos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Mas gosto de me apegar à definição de desvario como um delírio. Os textos que publico nesta categoria não passam de uma manifestação delirante às vezes da minha consciência, às vezes da minha subconsciência, às vezes do meu jeito brincalhão. Aqui eu gosto de escrever para me divertir.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Portanto, tirando tudo que nesta categoria for postado de brincadeira, todo o restante não pode ser levado a sério.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">-</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Não é difícil ter alguma ideia desvairada. Todos os dias tenho uma, em particular, quando estou voltando para casa e passo no trecho da curva do museu Iberê Camargo. Não pelo museu, mas pelo Guaíba do outro lado. Quando está passando algum navio cargueiro, então, me dá uma loucura.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">E também não é por nenhum desejo de estar em um barco desses. É só pelo fato de ficar olhando. Dá vontade de parar o carro. Fico pensando que gostaria de morar num lugar onde tivesse aquela vista e pudesse ficar olhando aqueles barcos passarem.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Já sei que vão me dizer que se a vista estivesse à disposição eu não olharia. Pode ser. Da janela da minha sala ou do quarto que era da filha eu ficava olhando o Guaíba, os barcos, o por do sol. Depois que todas as torres vizinhas foram erguidas, a nesga que ficou do lago até desanima. Com uma janela que desse para ele o tempo todo não tenho dúvida de que me esbaldaria olhando.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Domingo à Noite</title>
		<link>http://niltonroberto.blog.br/2012/04/16/domingo/</link>
		<comments>http://niltonroberto.blog.br/2012/04/16/domingo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 12:41:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desvarios]]></category>

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		<description><![CDATA[PRÉ Ainda falta muito para eu ir deitar. Falta pouco para o Bate-Bola. Já me invadiu de novo aquela tremenda vontade de escrever. Num primeiro momento, antes do programa, meu dilema é sobre dobrar ou não dobrar a roupa lavada que está dentro da estante. Daqui a pouco vou olhar e se o acúmulo for [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>PRÉ</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Ainda falta muito para eu ir deitar. Falta pouco para o Bate-Bola. Já me invadiu de novo aquela tremenda vontade de escrever.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Num primeiro momento, antes do programa, meu dilema é sobre dobrar ou não dobrar a roupa lavada que está dentro da estante. Daqui a pouco vou olhar e se o acúmulo for de apenas duas lavadas tenho certeza de que a preguiça prevalecerá. Mais adiante, quando o inverno chegar, a frequência vai aumentar. Serão duas lavadas por semana.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Quando é assim, não tem jeito, toda a semana vai ter dobração de roupa.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Tive finalmente uma ideia boa. Tá, ela é quando muito razoável.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">A execução é de longo prazo. Se eu disser que tenho todo tempo do mundo para proceder a execução estarei dizendo uma meia verdade. Ela precisa de mais tempo do que eu tenho agora. <em><span style="color: #800000;">Agora</span></em>, tem o vestibular. O que estou fazendo ainda não tem pressão. o que eu menos quero é me botar pressão.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Mas a ideia dá para o gasto. Ainda mais se eu for pensar que <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">tanto o conto quanto a novela podem abordar qualquer tipo de tema</span>&#8220;</strong>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff00ff;"><strong>*</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>PÓS</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Tarde da noite.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">O Bate-Bola terminou há pouco. Antes de o programa começar, enquanto estava jantando, houve um momento em que comecei a escrever uma coisa e depois me arrependi, cheguei a riscar tudo, descartando a declaração, digamos assim, porque a julguei dura demais, se não comigo mesmo, com relação a pessoas que gostam de falar comigo, na internet.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Mas depois, pensando bem, o meu comportamento seguinte se desenrolou exatamente da maneira como eu havia começado a descrever e não tinha gostado. Cheguei a fazer um teste, observando minha reação, bem de acordo com a técnica de valorização da testemunha, e concluí que quem tinha razão era eu, mesmo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">O que eu comecei a escrever e depois descartei foi a ideia de que quando chega (<span style="color: #800000;">ou vai chegando</span>) a hora do Bate-Bola, no domingo de noite, vou perdendo a vontade de falar com pessoas. A sensação que tenho é a de que começa a me dar uma vontade de escrever, mas não é só isso, e não é só o Bate-Bola. Eu praticamente já sei tudo que será dito ali. Meu próprio conceito sobre as coisas que vejo no futebol da dupla GreNal, mais especificamente sobre o Grêmio, coloco no blogue e dificilmente o que observei depende da opinião dos comentaristas (<span style="color: #800000;">às vezes eles dizem o mesmo que pensei, às vezes não, e sempre é preciso ter em mente que não entendo nada de futebol</span>).</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">A parte que é dura com relação a quem gosta de falar comigo na internet é que a falta de vontade de falar com as pessoas é causada pelo fat0 de que a grande maioria delas não está me acrescentando muita coisa. Tem muita gente se queixando de solidão, principalmente, ou gente que chama ao me ver on line e não tem nada para dizer, gente que nunca fala sério ou nunca leva a sério nada do que é dito. E é claro que tem gente que leva tudo a sério demais e parece que nunca descontrai.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Sendo ainda mais duro, conto nos dedos as pessoas que são como eu, que mesmo falando sério brincam, e mesmo brincando dizem coisa séria. E aí reside o <em><span style="color: #800000;">meu</span></em> maior problema: essas pessoas não estão disponíveis para conversar, no domingo à noite, ou estão mas não aparecem com a frequência que eu gostaria, ou aparecem mas não podem conversar.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Falo de conversas virtuais, porque as duas pessoas com quem que mais gosto de conversar, que sempre têm alguma coisa a acrescentar, que por elas eu abriria mão de assistir o Bate-Bola, por exemplo, vivem uma a 480 km de POA, em Três de Maio, e a outra vive em Juiz de Fora, Minas Gerais. Não são pessoas por quem eu poderia abrir mão de muita coisa para conviver ao vivo. Pessoas que estão longe demais.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Há pessoas que estão muito perto mas que não conseguem fazer diferença na minha vida nem para conversar, pelas quais eu não atravessaria a rua para estar junto. Talvez eu esteja sendo injusto, mas já percebi que é isso que está fazendo com que nos meus finais de tarde ao longo da semana eu fique sentado ao lado do micro, com o msn ligado, mas assistindo dvds, na televisão, à espera de que uma daquelas pessoas fale comigo, mas, na verdade, sei que não é o horário de elas estarem ali, então não me preocupo se vão ou não vão me chamar, e não faço questão que outras pessoas me chamem.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Abro exceção para minha filha, e praticamente só.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Não tenho mais paciência para ler as pessoas se queixando de que estão cansadas. Tenho certeza de que as pessoas que comigo conversam jamais lêem isso, mesmo quando eu esteja me sentido assim. Não fico comentando ou me queixando de uma coisa da qual eu tenho que me livrar sozinho. Assim como não tenho mais paciência para ler as pessoas reclamando da cara do dia, quando não tem sol. Sou um cara que saúda as pessoas com um bom dia ensolarado, bom dia nublado, bom dia chuvoso, e me aborreço porque as pessoas parecem não entender que minha ênfase está no fato de o dia ser <em><span style="color: #800000;">bom</span></em>, e não no sol, nem na nebulosidade, nem na chuva. Para mim todos os dias são bons. Eu mencionar a nebulosidade ou a chuva é apenas para salientar que nem todos os dias são ensolarados.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Mas todos podem ser bons, se eu quiser que sejam e os encarar como tal.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">As duas pessoas que mencionei acima nunca contestam isso. É como se elas soubessem o que eu quero dizer, e a verdade é que <em><span style="color: #800000;">sabem</span></em>, mesmo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Por isso é tão bom falar com elas quando podem falar comigo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff00ff;">*</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>SALDO</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Durante as duas horas de duração do B-B, a amiga de Minas esteve on line no messiene, mas para falar com a filha, que mora com a avó em outra cidade, e também estava estudando para uma prova de Física, da faculdade. Nessas horas eu não incomodo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">O teste que disse que fiz foi deixar o messiene aberto na condição de <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">disponível</span>&#8220;</strong>, ou seja, pronto para conversar, só que fui para o quarto assistir o programa esportivo. Há sons configurados genericamente para quando as pessoas falam comigo, mas há casos em que não preciso me preocupar em conferir as mensagens, nem quando elas entram na sala, nem quando me enviam: personalizei os sons de entrada e de mensagens de alguns contatos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Naquelas duas horas do B-B, duas pessoas chamaram. Uma que normalmente chama, acho que mais para conferir se eu estou ali, e outra que fazia tempo que não aparecia e que não precisou de mais de três mensagens para se queixar da dificuldade das provas dos concursos que anda fazendo. Fiquei me perguntando se esta tal dificuldade não era esperada. Será que a pessoa não sabia que seria assim?</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Bueno,  que aconteceu foi que deixei as duas falando sozinhas, porque eu tinha vindo num intervalo do programa para ver o que tinha entrado, e depois só voltei quando terminou. Uma delas já tinha ido embora. A outra ainda estava ali, e provavelmente estava falando com alguém, e não esperando por mim, razão pela qual aproveitei para dar o meu prefixo e cair fora,. sem esperar pela resposta.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Queria escrever um pouco, o que acabei fazendo, e depois ainda fui ler.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Aleatório</title>
		<link>http://niltonroberto.blog.br/2012/04/13/aleatorio/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 13:23:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desvarios]]></category>

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		<description><![CDATA[RUMO ao NADA Não pago para ver, mas quero saber o que consigo improvisar. Queria escrever antes de deitar. É noite de quinta-feira. Depois de ver o Juventude agonizar, queria cedo me recolher, mas quando para isso comecei a me preparar deparei com tarefas de casa para fazer: roupa lavada para pendurar, saco de lixo do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>RUMO ao NADA</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Não pago</span><span style="color: #000080;"> para ver, mas quero </span><span style="color: #000080;">saber o que consigo improvisar.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Queria escrever antes de deitar. É noite de quinta-feira. Depois de ver o Juventude agonizar, queria cedo me recolher, mas quando para isso comecei a me preparar deparei com tarefas de casa para fazer: roupa lavada para pendurar, saco de lixo do banheiro para trocar. Podia por cima disso passar, mas como nunca lembro se no dia seguinte haverá alguma colega para por causa de aniversário cumprimentar, não podia deixar a barba por fazer.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Agora me ocorreu que por causa das muitas leituras que ando fazendo, estou descobrindo que nada do que agora penso já não havia sido pensado nos séculos passados, portanto nada que sai daqui é novidade.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Tá, eu posso concordar que nenhum poeta arcade (<span style="color: #800000;">ou de qualquer outra linha de poesia</span>) poderia fazer rima com o conceito pouco até pouco tempo atrás inexistente do nosso presente em qualquer esquina orelhão, e muito menos com o recém criado e ainda não ao alcance de todos I-pad (<span style="color: #800000;">essa doeu</span>).</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Não era nada disso que eu queria dizer (<span style="color: #800000;">estou me especializando</span>).</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Leio que autores clássicos brasileiros já faziam críticas à sociedade e alguns de seus valores há mais de duzentos anos. Tudo que vemos hoje em dia em termos de falcatruas, abusos de poder, tráficos de influência, etc., sempre existiu. Não se sabe quando começou, mas imagino que desde sempre. O que não existia, antes do começo do século XX, eram motoristas bêbados, bandidos explodindo cofres de bancos (<span style="color: #800000;">estes últimos surgiram depois da metade do século</span>) e assaltos a ônibus de sacoleiros que iriam para ou vinham do Paraguai.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Nem sei por que estou escrevendo tudo isso.</span></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #800000;">*</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em></em><span style="color: #000080;">Tento pela terceira vez produzir um texto qualquer sobre qualquer coisa.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Quase não consigo. Há horas uma ideia me martela, enquanto para ela alguma solução com insistência persigo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Às vezes penso que quem tem a caneta não sou eu. É alguma espécie de escritor. Alguém que a si mesmo denomina <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">O Autor</span>&#8220;</strong>. Sinto como se estivesse com uma câmera na mão, esperando para registrar o momento em que ele começar a escrever. Mas o momento não chega. Ele hesita. Não sabe por onde começar. Não sabe no que aquilo vai dar. Chego por alguns momentos a acreditar que posso compreendê-lo. Mas não penso em largar a minha observação para começar a escrever por ele.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Ele não precisa falar comigo, porque sei o que ele pensa, sei o que ele sente, sei <span style="color: #800000;"><em>como</em></span> ele pensa.  Há momentos em que ele gostaria que fosse a hora de apagar a luz. Aí ele não precisaria escrever mais nada, ou poderia imaginar centenas de situações que nunca seriam mais do que imaginação, porque no minuto seguinte ele já as teria esquecido. Ele gosta de divagar sem compromisso para lugar nenhum. Ele não precisa declarar nada, não precisa concluir nada, não precisa explicar nada.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Não tem coisa melhor.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>*</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Falando sério.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Como se até agora não fosse só isso o que aconteceu. Em nenhum momento fiz piada. O que não falta são pensamentos diversionistas.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">São várias as ideias. Desde algumas pequenas revelações que poderão modificar vidas para sempre até cartas de amor que não terão efeito algum porque jamais serão enviadas. Tudo isso faz parte de um rodopio de pensamentos, ideias que balançam para lá e para cá, como um tornado ensandecido. Enquanto as ideias fazem todo seu movimento, ocupando espaços no pensamento, fico parado, às vezes olhando para o papel, às vezes para a caneta. Às vezes fico batucando com a caneta. Com todas elas.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Há uma em cima da mesa, para quando quero escrever. É azul. Há outra em cima da mesa, para quando faço palavras cruzadas. É de cor preta. Há ainda uma outra com a qual escrevi apenas uma definição em cada uma das folhas de palavras cruzadas que separei na última semana. A brincadeira (<span style="color: #800000;">e sempre existe uma guardada em todos os recônditos da minha imaginação</span>) é a de ver quanto tempo levo para completar todas as folhas de palavras cruzadas que continham uma definição naquela cor, até estarem todas completadas e descartadas. Ela é vermelha.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">E eu nem tinha percebido, mas na minha pilha de folhas de palavras cruzadas não tem mais nenhuma que seja de 2010, 2011. Todas já eram publicações de 2012.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><em>*</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Cada lado de cada folha está sendo preenchido em mais ou menos dez minutos. Que diferença faz? Nenhuma. É um registro bobo. Por isso escrevo sobre o que não interessa. Tudo isso pode ser postado a qualquer momento, mas os lados das folhas onde não há nada previamente impresso são mais difíceis de preencher.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Eis o desafio: uma daquelas cartas de amor que jamais será enviada, porque são só frutos da imaginação.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000080;">&#8220;<span style="color: #ff00ff;">É tarde da noite e meu pensamento se volta para você.</span></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong></strong><strong><span style="color: #000080;"><span style="color: #ff00ff;">Fico pensando em toda a distância que nos separa e&#8230;</span>&#8220;</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong></strong><span style="color: #000080;">Ah, para.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Não consigo escrever isso. Só tem um jeito, ou melhor, tem dois: um é eu estar realmente pensando em alguém (<span style="color: #800000;">o que no momento em que escrevo não está rolando, a menos que existisse alguma mulher que eu achasse muito linda e que tivesse o singelo nome de Lotofácil, mas duvido que algum pai tivesse coragem de fazer isso com uma filha</span>), ou se eu estivesse escrevendo alguma história onde alguém estivesse pensando em alguém que não precisasse ter o nome supra citado.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Seja como for, a exemplo de domingo passado, estou a poucos centímetros de conseguir escrever nos dois lados de duas folhas em branco (<span style="color: #800000;">com um lado pré impresso</span>) sem dizer absolutamente nada que fizesse algum sentido ou acrescentasse alguma coisa útil à vida de ninguém a não ser à minha, por eu ter conseguido mais uma vez dar a entender que o que não interessa poderia em algum momento apresentar sintomas de ter algum fundamento que justificasse a leitura deste texto até o fim.</span></p>
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		<title>Brincando Sempre</title>
		<link>http://niltonroberto.blog.br/2012/03/24/brincando-sempre/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Mar 2012 15:37:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desvarios]]></category>

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		<description><![CDATA[AJUDA BASTANTE Fazer marcação em volantes de loteria é uma tarefa cansativa para quem é metódico e gosta dos quadradinhos perfeitamente preenchidos. Exige muita paciência. E este é o meu caso. Assim como não estou nem aí para uma série de coisas que penso que não vão contribuir em nada para a minha felicidade pessoal, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>AJUDA BASTANTE</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Fazer marcação em volantes de loteria é uma tarefa cansativa para quem é metódico e gosta dos quadradinhos perfeitamente preenchidos. Exige muita paciência. E este é o meu caso.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Assim como não estou nem aí para uma série de coisas que penso que não vão contribuir em nada para a minha felicidade pessoal, ela parece depender, e muito, de quadradinhos hiper bem preenchidos nos volantes de loteria. Mas é uma função cansativa.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Para lidar com isso (<span style="color: #800000;">na verdade, não com isso, mas com qualquer atividade de caráter sequencial que eu tenha que desenvolver</span>) inventei uma brincadeira que ajuda muito a dar uma ilusão de que a tarefa possa estar sendo executada mais rapidamente, mas que não é uma coisa muito fácil de explicar.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Posso tentar dar uma ideia de um jeito didático, não sei se ficará claro, mas vamos lá.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Suponhamos que eu tenha 20 pedaços de papel para numerar de 1 a 20. Se ficar botando números do 1 ao 20 em sequência, vou levar um tempo para fazer. Isso é o de menos, mas pode se tornar maçante ficar colocando a numeração sequencial de 1 a 20. Então, o que costumo fazer? Uma brincadeira: colocaria o número 1 no primeiro, pularia o 2; colocaria os números 3 e 4, pularia os dois seguintes; colocaria os números no 7, no 8 e no 9, pularia três; numeraria o 13, 14, 15 e 16, pularia os 4 últimos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Agora volto ao começo, numero o 2, pulo um (<span style="color: #800000;">que seria o 5</span>); coloco número nos dois seguintes, que são o 6 e o 10; pulo dois; numero o 17, 18 e 19; volto ao começo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">A lógica é, para cada grupo de papeis numerados, o mesmo número de não preenchidos, volta ao começo e repete. Não é por nada, mas fazendo assim para qualquer coisa já percebi que não só não é maçante como mantém o cérebro funcionando e vai mais rápido, sim.</span></p>
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		<title>Circulando</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 15:33:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desvarios]]></category>

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		<description><![CDATA[REVEZANDO o REVEZADO Faz parte do meu atual estado de mudança pessoal uma crescente febre de leituras. Meu maior problema, ao longo das tardes/noites, é conciliar as leituras com a bobeira que bate, logo depois do almoço. No geral almoço sentado na frente da tv do quarto, olhando as gravações de episódios de seriados feitas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>REVEZANDO o REVEZADO</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Faz parte do meu atual estado de mudança pessoal uma crescente febre de leituras. Meu maior problema, ao longo das tardes/noites, é conciliar as leituras com a bobeira que bate, logo depois do almoço.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">No geral almoço sentado na frente da tv do quarto, olhando as gravações de episódios de seriados feitas na noite anterior. Isso pode acontecer de terça a sexta. Algumas vezes dá bobeira ali mesmo. Nessas horas sou obrigado a ficar rebobinando a fita para ler o que perdi, porque a soneira costuma ter caráter incontrolável. Outras vezes consigo assistir gravações numa boa, mas mais tarde o sono ataca. Sempre luto contra isso, mas estou começando a achar que para poder ler na parte da tarde vou ter que aderir ao processo de sonolência. Também já percebi que uma boa hora para ler e escrever é no final da tarde, entre 18 e 20 horas.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">O problema é que esta atividade concorre com o ligeirão que estou dando nas caixas de temporadas de seriados que tenho aqui. A ideia é ir completando minhas coleções devagarinho, quem sabe comprando uma por mês. Os seriados que estou mais perto de ter as temporadas completas são Stargate SG-1 e Arquivo-X. Mas também é neste horário que preparo meu jantar, então não poderia, por enquanto, nem teria como, neste momento, dedicar duas horas a ler e escrever.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">É muito fácil perceber que estou atravessando um momento de grande insatisfação interna. A habilidade de adotar uma atitude testemunhal com relação a mim mesmo torna bastante clara a necessidade de uma mudança radical em alguns hábitos do meu dia a dia. Como já sou conhecedor de uma série de circunstâncias da minha pessoa, sei que essas mudanças terão caráter temporário. Cada fase na vida ocupa um espaço e depois se vai e vem outra, com situações se repetindo. O que elas têm em comum é sempre a sensação de que algo precisa ser recuperado.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Agora quero recuperar meu espaço de leitura. Amanhã vou querer recuperar o espaço da televisão. É assim que funciona. Quem está na mira da perda de espaço,. neste momento, e o está perdendo em ritmo acelerado, é a internet. Depois de vários e vários anos de ditadura digital auto imposta, vem aí uma perda de espaço inimaginável, tempos atrás.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Enquanto meus olhos observam a evolução da temperatura no termômetro digital de parede, não tenho como evitar de me surpreender com a imensa dificuldade que é a eliminação de três folhas de papel por dia. Nunca pensei que pudesse ser tão difícil e me vejo obrigado a reconhecer que não tenho conseguido. Na verdade, muitas e muitas fontes de papelada aparecem assim do nada, num ritmo normal de uso é praticamente impossível acompanhar.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Mais uma vez imagino que o que me falta é ter alguma ideia mirabolante, que me absorva, já que tempo e disposição para escrever não faltam. O pior é que, se for pensar, em termos de postagem no blogue, três folhas (<span style="color: #800000;">que nem sempre equivalem a seis páginas</span>) não são muita coisa: uma coisa é eu escrever seis páginas à mão; outra são estas mesmas, digitalizadas. A diferença do espaço que ocupam é gritante. Uma linha escrita na tela da página de criação do blogue são quase duas manuscritas. Às vezes olho para a tela do computador e vejo que não tem quase nada escrito, mas no papel já foi um lado e mais um pouco.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Isso, falando em folhas de tamanho normal, papel A4, ou folhas de caderno. Mas como escrevo em tudo que é tipo de papel e papelão (<span style="color: #800000;">desde que aceitem o risco da caneta Bic</span>), inclusive os lados B das notas fiscais das maquininhas dos supermercados e postos de combustíveis e de algumas embalagens de produtos de limpeza e higiene, muitas quantidades descartadas de papeis às vezes representam quase nada, na tela do computador.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Tudo que escrevi até aqui a punho, nos <em><span style="color: #800000;">últimos três</span></em> parágrafos, ainda não deu uma página e meia de uma folha que pode ter a largura do padrão A4 (<span style="color: #800000;">que não tem muita diferença de largura para a tela de criação, que não tem muita diferença para a tela de leitura normal, a não ser que a pessoa abra um post especificamente, dentro de sua categoria</span>), mas não tem o comprimento, porque era uma folha cortada.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">A meta de três folhas por dia é alta.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Talvez alta demais.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Quando, algum dia como pretendo, eu estiver formado em jornalismo, ou até mesmo antes, durante o curso, talvez se torne mais fácil ter ideias sobre o que e como escrever que facilitem o consumo de papelada (<span style="color: #800000;">mas se ficar esperando por isso tenho até medo de pensar na quantidade de papel acumulado que vou armazenar</span>). O que sei que não vai estar no meu perfil é aquela correria diária em bisca de notícias, a concorrência para ser o primeiro a informar coisas.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Tô fora dessa.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Segue o Baile</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Mar 2012 15:03:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desvarios]]></category>

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		<description><![CDATA[UMA CERTEZA Dois temas concretos e uma divagação depois, estava com o texto de hoje do diário do blogue montado. Depois de ler alguns poemas do caderno de Literatura mencionado lá, fiquei pensando se podia escrever algo como aquilo que li e imediatamente minha resposta foi &#8220;não&#8220;. Já sei que vou ler aquela matéria várias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>UMA CERTEZA</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Dois temas concretos e uma divagação depois, estava com o texto de hoje do diário do blogue montado.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Depois de ler alguns poemas do caderno de Literatura mencionado lá, fiquei pensando se podia escrever algo como aquilo que li e imediatamente minha resposta foi <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">não</span>&#8220;</strong>. Já sei que vou ler aquela matéria várias vezes e jamais saberei o que é barroco, arcadismo, romantismo, parnasianismo, etc. As más línguas dizem que existe ainda o ruralismo, catolicismo, socialismo, mas me parece que nada disso tem a ver com poesia.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Brincadeirinha.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Esqueci de mencionar o paisagismo, o coronelismo e o tradicionalismo, também. E por falar nisso: existe alguma lei, regra ou dogmatismo que me impeça de escrever poesia falando em criação de gado, ou no pragmatismo (<span style="color: #800000;">outro ismo</span>) da religião católica, ou na filosofia do governo do povo para o povo, ou em alguma linda paisagem?</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Se as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá (<span style="color: #800000;">seja onde for</span>), por que não poderia escrever sobre isso? E se eu escrevesse, por que minha poesia teria que ser classificada, qual o significado prático disso?</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Eis aí a razão de por que minha poesia não se tornará um clássico: ela não existe.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Em Gestação</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 14:31:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desvarios]]></category>

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		<description><![CDATA[TEMPO de PREPARAÇÃO Passei um pedaço da manhã escrevendo sobre uma ideia que ainda não decolou. O que escrevi ainda não pode ir para o blogue. A ideia não é nova, muito já se escreveu a respeito, o que muda é apenas o modo de escrever e as visões de mundo de quem escreve. Talvez apenas a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">TEMPO de PREPARAÇÃO</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong></strong><span style="color: #000080;">Passei um pedaço da manhã escrevendo sobre uma ideia que ainda não decolou. O que escrevi ainda não pode ir para o blogue. A ideia não é nova, muito já se escreveu a respeito, o que muda é apenas o modo de escrever e as visões de mundo de quem escreve.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Talvez apenas a visão de mundo já justificasse que a imaginação saísse da mente, chegasse ao papel e depois disso à telinha do computador.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Ter ideias é fácil. Complicada é a sua expressão. Amarrar detalhes.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Tudo muito confuso.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Lembro de uma cena do filme Apollo 13 em que o personagem de Gary Sinise, o astronauta Ken Mattingly, fez muitos e muitos cálculos a fim de ajudar os que estavam no espaço a voltarem à Terra.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Quando penso que o que escrevi está pronto para sair do papel e vir para o blogue, acontece um ritual: pego as folhas como se fossem a papelada mais importante do mundo e venho para o micro como se tivesse encontrado a solução de algum problema muito grave.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Assumo posição solene na cadeira.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Com o Windows carregado, conecto na internet. Minha página inicial do Explorer é a da ZH digital. Vejo as notícias. Abro aquelas manchetes que mais me chamaram a atenção. Verifico e-mails (<span style="color: #800000;">a maioria propaganda descartável</span>); bloqueio remetentes que possam ser disseminadores de vírus. Enquanto isso o Media Player vai tocando sempre a mesma música, uma música linda, aleatoriamente selecionada pelo próprio programa para ser a primeira a tocar quando ele abre, e eu gosto dela.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Summer Madness, de Kool &amp; The Gang.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Os quase cinco minutos em que ela toca são uma espécie de <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">prazo para abertura dos trabalhos</span>&#8220;</strong>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Quando ela termina, estou pronto.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Atonytous Gourmet</title>
		<link>http://niltonroberto.blog.br/2012/02/04/atonytous-gourmet/</link>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 00:47:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desvarios]]></category>

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		<description><![CDATA[PARDAL na COZINHA  Cheguei em casa, hoje, vindo do plantão, com uma fome doentia. Também podia ter escrito &#8220;doentinha&#8220;. De qualquer maneira, ela precisava de uma medicação. Tinha passado a manhã inteira com uma grande preocupação: três filés de peixe guardados há três dias dentro de um pote na geladeira, para os quais precisava de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>PARDAL na COZINHA</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"> </span><span style="color: #000080;">Cheguei em casa, hoje, vindo do plantão, com uma fome doentia. Também podia ter escrito <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">doentinha</span>&#8220;</strong>. De qualquer maneira, ela precisava de uma medicação.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Tinha passado a manhã inteira com uma grande preocupação: três filés de peixe guardados há três dias dentro de um pote na geladeira, para os quais precisava de alguma solução. E ela tinha que ser rápida, por várias razões. A primeira delas já mencionada, a fome que fazia meu estômago roncar de maneira descontrolada.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Pensei que não queria perder tempo assando no forno convencional. Cozido de forma convencional também estava fora de questão. Queria fazer no microondas e me socorri do manual. Tive que juntar duas informações básicas, e é claro que só aí descobri que as instruções nele estão incompletas.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Se eu quiser cozinhar o peixe, o manual me diz que tenho que usar potência alta. Legal, mas não diz por quanto tempo. Se eu quiser descongelar o peixe, o manual me dá o tempo, mas não dá a potência.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">No meu caso, o peixe já estava descongelado.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Na impossibilidade de informações complementares, fiz alguns cálculos elementares, usando a potência do cozimento pelo tempo do descongelamento.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">O bom de fazer as coisas só para mim é que não tem ninguém para reclamar quando as coisas não saem perfeitas, aliás, como já escrevi antes, a perfeição deve ser uma coisa muito chata.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Que os perfeitos protestem.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Mas voltando: o peixe estava acondicionado em <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">líquido de peixe</span>&#8220;</strong> (<span style="color: #800000;">não sei o nome técnico</span>) e resolvi transferir o líquido junto com os filés para o prato. Depois armei o que uma amiga definiu como <span style="color: #800000;"><em>uma bomba</em></span>: temperei com pouco sal, um pouco de pasta de alho, um pouco de queijo ralado light, um pouco de orégano.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">E bota pra rodar.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Em tempo: uma outra parte boa de fazer as coisas só para mim reside no fato de que quando dão certo não importa que não haja ninguém junto para saber. Basta <em><span style="color: #800000;">eu</span></em> saber que fui capaz de fazer a coisa direito.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Mas não foi bem o caso. Eu explico.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Por pura babaquice (<span style="color: #800000;">que novidade</span>), ao colocar o líquido de peixe junto para cozinhar, eu não podia esperar que os filés ficassem crocantes.<br />
Na verdade, crocantes eles poderiam ficar se eu os queimasse no forno convencional. Por uma outra falta de conhecimento descobri que o ideal não é colocar pouco orégano, o ideal seria orégano nenhum. E, claro (<span style="color: #800000;">o que também poderia ajudar na crocância</span>), entendi, também, que o tempo mínimo de cozimento pode ser maior que os 13 minutos (<span style="color: #800000;">se bem que sem o líquido será preciso experimentar com cautela</span>) do descongelamento.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Como resultado final, saiu um peixe com a consistência de um ensopado e mais salgado do que eu tinha calculado, mas acho que o efeito orégano potencializou o gosto mais forte. Já fiz essa mesma coisa com salmão no forno convencional e ficou tri.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Desta vez era filé de pescada.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Valeu porque resolveu o problema da fome sequelada.</span></p>
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