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	<title>Quem Vai Querer Saber?™ &#187; Divagando</title>
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	<description>Um dia senti uma grande necessidade de escrever e não tinha para quem, então resolvi escrever para mim mesmo. Agora teimo em fazê-lo porque tenho alguns leitores. Gente que teve paciência para querer ler o blog onde o que não interessa não tem fundamento.</description>
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		<title>Onde Estou?</title>
		<link>http://niltonroberto.blog.br/2012/05/22/onde-estou/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 May 2012 22:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagando]]></category>

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		<description><![CDATA[QUEM SOU EU? Não é todo dia que se pode tirar ideias de um caderno de literatura. Na maioria das vezes elas têm que surgir de algum recôndito lugar escondido, quem sabe alguma cartola de dentro do cérebro. Muitas vezes nós mesmos precisamos precisamos transpor o abismo da nossa falta de ideias sem ajuda de alguma ponte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>QUEM SOU EU?</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Não é todo dia que se pode tirar ideias de um caderno de literatura.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Na maioria das vezes elas têm que surgir de algum recôndito lugar escondido, quem sabe alguma cartola de dentro do cérebro. Muitas vezes nós mesmos precisamos precisamos transpor o abismo da nossa falta de ideias sem ajuda de alguma ponte externa que nos ajude a chegar a algum ponto da mente onde exista algum resquício de fertilidade criativa.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Hoje eu estava procurando por alguma ponte externa, revirando uma caixa cheia de material de faculdade que a filha deixou estocado aqui em casa. Me pareceu que toda a minha capacidade criativa saiu para dar uma volta e esqueceu que tinha que retornar. Também andei folheando livros que tenho ao meu alcance na pilha dos que quero ler e marcar. Alguns deles até já estão começados, mas é preciso voltar ao início, para entrar no clima.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">À exceção dos romances, documentários, livros de ufologia, etc, que não vejo por que pintar nenhum trecho em especial, antes de dormir dou preferência à leitura de livros que tenham frases assinaladas por canetas marca-texto, porque torna-se-me mais fácil ser induzido a memorizar passagens, pensar a respeito e com isso aprender alguma coisa.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">A exemplo do escreveu Martha Medeiros no artigo do domingo passado, no Caderno Donna, da ZH, também acho que <em><span style="color: #800000;">aprender</span></em> é um verbo que nunca podemos deixar de conjugar. E tudo que me leva a grifar um livro com caneta marca-texto é aprendizado. De toda maneira, os livros são meus, quem tem que se importar com a pintura sou eu.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Bem.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">A procura foi em vão, mas não porque os livros e/ou polígrafos não contivessem nada que me inspirasse. Eu é que estava com a cabeça dispersa. Não estava me concentrando, não conseguia me manter focado. Não estava sequer tentando manter minha atenção voltada para alguma atividade produtiva. Estava completamente fora do ar.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Vez por outra isso também está no script.</span></p>
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		<title>Meio Distante</title>
		<link>http://niltonroberto.blog.br/2012/05/20/meio-distante/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 May 2012 15:03:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagando]]></category>

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		<description><![CDATA[SEM CLIC  Minha cabeça dava voltas, no domingo pela manhã. Eu me sentia bem fora do ar. Não sabia ao certo o que estava acontecendo, mas depois comecei a entender. Na noite passada, quando deitei para dormir, fiquei pensando em coisas para escrever, porque na brincadeira da equiparação do número de posts entre o diário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">SEM CLIC</span></strong> </p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Minha cabeça dava voltas, no domingo pela manhã. Eu me sentia bem fora do ar. Não sabia ao certo o que estava acontecendo, mas depois comecei a entender.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Na noite passada, quando deitei para dormir, fiquei pensando em coisas para escrever, porque na brincadeira da equiparação do número de posts entre o diário e o geral já estou começando a sentir uma certa pressão no sentido de que não sei se vou conseguir alcançar o objetivo, mesmo que haja indícios de que sim, eu vou. Já percebi, também, que esta minha disposição está influenciando os números de audiência do blogue.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Antes de dormir, duas ou três ideias me vieram à mente, e agora me ocorreu mais uma, porém é preciso correr com a caneta sobre o papel, porque o risco do esquecimento enquanto escrevo é grande.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Uma coisa que me ocorreu dizer, que há horas penso e sempre esqueço diz respeito a como é diferente a gente tentar uma coisa na adolescência e depois tentá-la de novo na vida adulta. Quarenta anos atrás, quando tentei ler o livro do Manuel Antonio de Almeida, Memórias de um Sargento de Milícias, lembro que achei tão chato que não passei do primeiro capítulo. Prometi a mim mesmo que nunca mais chegaria perto dele. Agora, como se trata de leitura obrigatória para o Vestibular, lendo-o no mesmo esquema de um pouco a cada vez, misturado com outros, estou no sétimo capítulo e o tenho achado no mínimo interessante, se não totalmente pela história, em boa parte pelo modo como foi escrito. O Manuel corria com as palavras. Muito interessante.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">O mesmo se dá com o Feliz Ano Novo, do Rubem Fonseca. Estou gostando muito. O mesmo não posso dizer do Poemas Completos de Alberto Caeiro (<span style="color: #800000;">Fernando Pessoa</span>), mas aí cabe o reconhecimento de que me falta sensibilidade para gostar de poesia. Definitivamente, não é minha praia.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">As outras duas ideias que tive sobre o que escrever, bom, eu disse que o risco de esquecimento era grande. Muito provavelmente ficam para um outro post. A menos que eu fique aqui enrolando mais um pouco enquanto tento lembrar com o que teriam elas a ver.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Ah, acabei de lembrar de uma.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Se eu pegar um texto aleatório que já tenho pronto, ali na estante, gostaria de publicá-lo seguido de um outro onde poderia fazer uma análise de seu conteúdo, ou das reações das personagens para ele criado. No entanto percebo que faltam alguns detalhes, já que nenhuma pessoa que de repente se veja implicada em algum crime de grande vulto consegue se livrar do assédio da imprensa. E eu nem pensei nesta parte quando escrevi o texto. Vou ter que reescrever, para depois, sim, analisar. Aqui na minha cabeça, quando penso em reescrever, na verdade estou pensando em <em><span style="color: #800000;">ampliar</span></em>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">A terceira ideia, esta sim, me escapou completamente.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Voltando ao início, acho que todas as postagens de hoje (<span style="color: #800000;">incluindo as três sobre futebol, que também fazem parte da conta</span>) a exigência de postagens extras vai ter uma redução significativa.</span></p>
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		<title>Um Desejo só Não Basta</title>
		<link>http://niltonroberto.blog.br/2012/05/16/um-desejo-so-nao-basta/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 09:53:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagando]]></category>

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		<description><![CDATA[ PRECISA fé e MAIS um POUCO Outro dia li no Facebook uma daquelas frases de efeito sobre o amor, em que se dizia que &#8220;eu acredito em amores impossíveis&#8220;. Era uma frase isolada, não havia texto justificando a afirmativa. Fiquei dias pensando naquilo e cheguei à conclusão de que eu não acredito.  O que é impossível, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong> PRECISA fé e MAIS um POUCO</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Outro dia li no Facebook uma daquelas frases de efeito sobre o amor, em que se dizia que<strong> &#8220;<span style="color: #800000;">eu acredito em amores impossíveis</span>&#8220;</strong>. Era uma frase isolada, não havia texto justificando a afirmativa. Fiquei dias pensando naquilo e cheguei à conclusão de que <em><span style="color: #800000;">eu</span></em> não acredito.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"> </span><span style="color: #000080;">O que é impossível, é impossível, não tem como acontecer.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">E que ninguém venha me falar de casos de amor que para que dessem certo foi preciso vencer uma série de obstáculos. Isso não é caso de amor impossível. É apenas um caso em que para vingar o amor teve que vencer uma série de obstáculos. Era um amor difícil, não impossível, tanto que aconteceu. Se aconteceu, foi porque era possível.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Impossível é o amor que não tem chance de acontecer porque um não quer. Não há fé que torne isso possível. Pior ainda quando os dois não querem. Aquele papo de que os dois querem mas não podem, é furado. Não poder é uma coisa, não querer é outra, bem diferente. Saber que não deve. O amor é impossível quando um não quer. Não adianta um querer e o outro não.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Não estou falando da consumação do amor, estou falando de sentimento. Duas pessoas podem sentir amor mútuo e nunca consumá-lo. O que é impossível é o amor entre duas pessoas quando uma delas (<span style="color: #800000;">não importa por que razões</span>) jamais vai se permitir apaixonar pela outra.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Todo mundo sabe que a falta de sentimento torna o amor impossível. Não há como fugir disso.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Aqui, mais uma vez, entra em cena o conceito de controlar sentimentos. Eu posso passar o restante da minha vida me dando razões para gostar desta ou daquela pessoa. Se ela não pensar sobre mim coisas que justifiquem uma paixão, nada poderá acontecer.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">A indiferença torna o amor impossível. Se não for assim é porque não era impossível, apenas os obstáculos precisariam ser removidos.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Boca Virtual Fechada</title>
		<link>http://niltonroberto.blog.br/2012/05/13/boca-virtual-fechada/</link>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 11:43:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagando]]></category>

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		<description><![CDATA[TAMBÉM NÃO ASSUSTA De vez em quando acontece de eu passar um dia inteiro sozinho. Sozinho, que eu digo, é sem abrir nenhum programa de conversação na internet. Não falo com ninguém. Não é nada premeditado. Não acordo pensando &#8220;hoje não vou falar com ninguém&#8220;. Também não decido no diz anterior que &#8220;amanhã não vou falar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>TAMBÉM NÃO ASSUSTA</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">De vez em quando acontece de eu passar um dia inteiro sozinho. Sozinho, que eu digo, é sem abrir nenhum programa de conversação na internet. Não falo com ninguém.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Não é nada premeditado. Não acordo pensando <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">hoje não vou falar com ninguém</span>&#8220;</strong>. Também não decido no diz anterior que <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">amanhã não vou falar com ninguém</span>&#8220;</strong>. Não é assim que funciona. Em geral, deixo o dia (<span style="color: #800000;">quando é final de semana</span>) fluir do jeito que tiver que fluir, ou de acordo com a minha necessidade ou programação.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Hoje foi um dia desses.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Já começa que havia todas aquelas fitas atrasadas para ver. Consegui livrar a cara de uma e assisti pelo menos três filmes de outra. Rendeu. Mas não era só isso. Montei dois posts para o blogue, tinha que lidar com comida, consegui terminar de ler a ZH de cortesia, da segunda passada, pendurei roupa lavada. Não teria feito nada disso se tivesse aberto o MSN, ou o Facebook, ou o Badoo. Hoje tive que priorizar.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Ontem de noite, pensando em tudo isso, me dei conta de uma coisa. Em outros dias, mesma sabendo que a maioria das pessoas com quem converso (<span style="color: #800000;">ou que conversam comigo, porque há casos de pessoas que eu não chamo, fico na minha, esperando ser chamado</span>) têm pouco a me acrescentar, eu mantenho os programas de conversação abertos, mesmo que ninguém chame (<span style="color: #800000;">há dias em que acontece de eu ficar disponível durante horas, para conversar, e ninguém chama</span>) Mas hoje eu não quis abrir, porque eu não tinha nada para dizer ou acrescentar. E não é todas as vezes que estou com espírito de conselheiro, analista, psicólogo. De vez em quando acontece de eu não querer fazer este papel. Hoje, particularmente, nem o faria direito, porque passei o dia bem mais preocupado com a questão da desova de gravações e minha defasagem quanto ao que tenho que assistir.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Este raciocínio me levou mais uma vez ao pensamento sobre o que aconteceu no micro de casa no início da semana  e a minha reação a respeito. Mesmo no período de oito anos que fiquei sem namorar (<span style="color: #800000;">1999</span>-<span style="color: #800000;">2007</span>), se acontecesse alguma coisa que me impedisse de ter acesso à internet em casa, eu enlouqueceria só de pensar em não ter como me comunicar com a mulherada. Mesmo quando eu não dizia abertamente, minha intenção era sempre a de tentar encontrar alguém legal para namorar. Agora, se eu ficar em internet em casa, me alucinam duas coisas: a ideia de não poder postar no meu blogue do jeito que faço hoje, não poder olhar as estatísticas, aprovar comentários, essas coisas; a ideia de ter que ir a banco pagar qualquer conta, coisa que não faço há anos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Foi basicamente por isso que me socorri do outro PC, que está parado aqui em casa. Aí, sim, se ele não estivesse aqui, ou eu não tivesse conseguido fazê-lo acessar a internet e não pudesse ter postado no blogue, naquele dia, certamente teria me dado uma loucura. Não ter como falar com a mulherada virou supérfluo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Definitivamente, eu gosto de<span style="color: #800000;"> <em>estar</em></span><em> </em>blogueiro.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tarde de Espera</title>
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		<pubDate>Sat, 05 May 2012 21:13:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagando]]></category>

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		<description><![CDATA[ ELA e eu DIFERENTES É engraçado o modo como algumas coisas acontecem. Deve haver alguma explicação lógica. Ou psicológica. Desde ontem, ou anteontem, estava pensando que faria diferente, neste findi, com relação à ZH de domingo. Quando trabalho no sábado e não tenho que sair de casa nem no domingo, nem na segunda, geralmente só passo na portaria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong> ELA e eu DIFERENTES</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">É engraçado o modo como algumas coisas acontecem. Deve haver alguma explicação lógica. Ou psicológica.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Desde ontem, ou anteontem, estava pensando que faria diferente, neste findi, com relação à ZH de domingo. Quando trabalho no sábado e não tenho que sair de casa nem no domingo, nem na segunda, geralmente só passo na portaria para pegar o jornal de domingo na terça-feira, quando volto a trabalhar.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Mas desta vez eu tinha decidido descer no começo da noite, porque estava a fim de adiantar um pouco o <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">serviço de leitura</span>&#8220;</strong> da semana. Aí, na ZH de sábado, vi a matéria sobre a Lua cheia da noite de hoje estar mais perto da Terra. Segundo a notícia, então, entre 23:30 e 0:35 a Lua vai parecer<span style="color: #800000;"> 8</span>% maior e <span style="color: #800000;">0,16</span>% mais brilhante. Com isso, mudou minha perspectiva da hora de descer para pegar o jornal de amanhã.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">A única janela daqui de casa que daria para tentar ver a Lua <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">maior</span>&#8220;</strong> é a do quarto que era da filha. As outras não dão acesso. Tem dias que saio de casa para o trabalho em que só consigo ver a Lua depois que fiz o retorno e entrei na Campos Velho. Portanto, se eu quiser ver a Lua mais perto tenho duas opções: ou tento ver da janela lateral até o limite da torre ao lado (<span style="color: #800000;">mas aí não desço para pegar o jornal</span>) ou desço no horário indicado pela matéria do jornal e faço as duas coisas, acompanho e pego o jornal.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Minha sensação é a de que o dia está, mesmo, destinado a ser diferente, porque depois do almoço, quando normalmente me dá muito sono, quando eu abaixo a cabeça para ler, escrever, ou mesmo assistindo filmes, consegui ler e pintar algumas passagens de alguns livros. Enquanto fazia isso não me deu sono. Se fosse em qualquer outro dia da semana (<span style="color: #800000;">ontem, por exemplo</span>), a bobeira teria sido enorme, quando não irresistível. Na quinta-feira me atravessei na cama e cochilei do jeito que fiquei, ao deitar, por uns quarenta minutos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Me parece, então, que pensar o dia de uma maneira diferente atraiu uma sequência de eventos que o tornaram um pouco fora do padrão das minhas tardes em casa. Devo dizer que pela quantidade de leitura que consegui desenvolver sem cair no sono a diferença foi significativa. Ao longo da tarde se formou uma certa nebulosidade parcial  que espero não interfira na visualização do fenômeno lunar. Passei a tarde (<span style="color: #800000;">o dia</span>) lamentando o fato de <em><span style="color: #800000;">ainda</span></em> não dispor de uma câmera daquelas com zoom poderoso e aquele telescópio que aproxima 2.100 vezes, que é um dos meus objetos de desejo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Mais uma prova de que a tarde foi diferente: passei o tempo todo comendo aquelas amêndoas confeitadas. Que coisinha bem boa.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Nada Tanto Assim</title>
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		<pubDate>Sat, 05 May 2012 17:17:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagando]]></category>

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		<description><![CDATA[DEIXA QUIETO Estou tão habituado a escrever em qualquer pedaço de papel que quando folhas pautadas chegam às minhas mãos até me surpreendo. Ontem meu amigo ma presenteou com cinco cadernos escolares virgens, nunca usados. Chego até a sentir uma devoção reverencial por folhas de caderno em branco. Imediatamente comecei a pensar em como poderia ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><strong><span style="color: #800000;">DEIXA QUIETO</span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Estou tão habituado a escrever em qualquer pedaço de papel que quando folhas pautadas chegam às minhas mãos até me surpreendo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Ontem meu amigo ma presenteou com cinco cadernos escolares virgens, nunca usados. Chego até a sentir uma devoção reverencial por folhas de caderno em branco. Imediatamente comecei a pensar em como poderia ser o meu convívio com elas a partir do momento em que estiver num banco de faculdade.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Espero conseguir ter também uma atitude <em><span style="color: #800000;">reverencial</span></em> com relação a elas.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Hoje, sábado, quando pensei que teria que escrever um post a mais por não ter publicado dois, ontem, dei de cara com um rascunho que só precisava de um título. Ele estava pronto desde ontem, mesmo, mas esqueci completamente quando cheguei em casa. Na tarde de ontem eu estava muito preocupado com a questão dos filmes para assistir.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Fiquei ruminando ideias a partir da decisão do STF, que condenou um pai a pagar indenização à filha por <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">abandono afetivo</span>&#8220;</strong>. Várias ideias.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">E se<em><span style="color: #800000;"> eu</span></em> fosse um livro, que histórias teria para contar? Olhando assim, <em><span style="color: #800000;">de fora</span></em>, imagino que poderia contar umas duas. Uma sobre como criei os filhos sozinho entre 1996 e 2009/10. Outra sobre como descobri a minha capacidade de realização de sonhos, uma força que nem sabia que tinha.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Até onde seria interessante contá-las, não sei. A primeira não teria tanta utilidade, acho. Criação de filhos é sempre uma experiência única. Jamais me cansarei de repetir que o modelo que usei com eles foi o que serviu <em><span style="color: #800000;">para mim</span></em>, e por consequência para eles. O fato de ter podido chegar ao final (<span style="color: #800000;">digamos assim</span>) contribuindo para a formação de duas pessoas honestas, amorosas e amistosas já me satisfaz. Depois cada um está escrevendo seu caminho para a felicidade, cada um a seu modo e não há muito que eu pudesse fazer quanto a isso.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Já a história da realização de sonhos é uma outra conversa. Concordo que poderia haver muito que contar, mas não sei se saberia por onde começar.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Me ocorreu, durante a digitação deste texto, que meu livro também poderia contar a história de alguns dos meus amores.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;">M<strong>as quem vai querer saber disso?</strong></span><span style="color: #000080;"><strong> </strong></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Expectativa</title>
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		<pubDate>Sat, 05 May 2012 11:38:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagando]]></category>

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		<description><![CDATA[BOM ESTÍMULO  Ontem tinha pensado em montar um post com um bom jogo de palavras. Escrevi uma frase e depois não teve mais jeito. Depois da segunda tentativa de dar continuidade ao texto, desisti. Tive dificuldade com as palavras. Como a frase inicial ficou muito boa, resolvi lançá-la sozinha no Facebook. Fiquei feliz porque duas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>BOM ESTÍMULO </strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Ontem tinha pensado em montar um post com um bom jogo de palavras. Escrevi uma frase e depois não teve mais jeito. Depois da segunda tentativa de dar continuidade ao texto, desisti. Tive dificuldade com as palavras.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Como a frase inicial ficou muito boa, resolvi lançá-la sozinha no Facebook. Fiquei feliz porque duas pessoas gostaran dela e manifestaram isso. Em se tratando de um desvario, uma frase que para mim representava o início de uma brincadeira, até que foi longe.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Fiquei pensando, depois, que talvez conseguisse fazer disso um hábito. Postar alguma frase solta, de minha lavra, independente dos avisos sobre postagens no blogue. Poderia também aproveitar e mandar ver as frases soltas no Twitter.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Tudo pode ser objeto de estudo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Também ontem foi noite de ver dois filmes e não gravar nenhum. Hoje posso escolher entre ver ou gravar um filme. Se escolher gravar, posso ficar na internet, ou deitar cedo e ler. Se escolher ver, desligo o micro e certamernte vou deitar mais cedo para ler (<span style="color: #800000;">ou escrever</span>) um pouco, antes de dormir.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Para o findi estarei praticamente livre, só tendo o jogo do Inter para acompanhar, na tarde de domingo. Domingo é dia de a minha princesinha completar mais um aniversário, mas ela disse que vai ficar em casa estudando, não vai rolar nenhuma festa. Eu entendo que para ela é complicado.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Então, antes de começar a correria do Brasileirão, terei dois findis de <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">folga</span>&#8220;</strong>, digamos assim.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Para este ainda será preciso recuperar (<span style="color: #800000;">através de gravação</span>) os episódios de The Good Wife e Body of Proof da semana passada. Não sei o que aconteceu. O primeiro cheguei a ver que estava para começar, numa fita, mas não rolu. Misteriosamente trocou para outra reserva, no conversor. O segundo devo ter esquecido de reservar.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Se c0nseguir recuperá-los, vai ser bom para ajudar a despertar, no domingo e na segunda.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Domingão</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Apr 2012 16:23:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagando]]></category>

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		<description><![CDATA[SEM LIMITE Sempre que chega o final da noite de domingo me vejo tomado por uma espécie de melancolia. Não sei bem de onde ela sai, porque não tenho que trabalhar no outro dia, na maior parte das vezes. Escapo de terminar o final de semana tendo o Fantástico para assistir. E é preciso admitir: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>SEM LIMITE</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Sempre que chega o final da noite de domingo me vejo tomado por uma espécie de melancolia. Não sei bem de onde ela sai, porque não tenho que trabalhar no outro dia, na maior parte das vezes. Escapo de terminar o final de semana tendo o Fantástico para assistir. E é preciso admitir: terminar o domingo assistindo o Bate-Bola, na TVCOM, é muito diferente do que terminá-lo assistindo o Fantástico.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Se for parar para pensar, não tenho bem certeza sobre se a palavra <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">melancolia</span>&#8220;</strong> é o termo certo para descrever o que sinto. Talvez o melhor termo fosse nostalgia, porque, na verdade, o que parece que me dá é uma saudade de um tempo em que eu escrevia no final da noite. Me dá um desejo maluco de escrever.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Escrever no final de noite, o que acabo nunca fazendo, porque coloco em mim mesmo a pressão de não querer desperdiçar uma parte do meu dia seguinte dormindo, mas acontece que nos últimos tempos é exatamente isso que vem acontecendo, eu durmo uma parte do dia sem ter escrito nada na noite anterior. Então, até posso presumir que alguma coisa esteja errada.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Hoje, agora, noite de domingo, depois do Bate-Bola, resolvi pegar um pouco da papelada que estava guardada na casa dos pais e que trouxe para casa na semana passada. Desde alguns dias atrás já tinha deixado separada uma prancheta que estava guardada em um dos compartimentos do guarda-roupa. Tirei-a para fora pensando em quando eu eventualmente tivesse oportunidade e disposição para escrever alguma coisa. Papelada sempre haveria, mas eu também sempre esquecia de trazer algum lote da sala para o quarto. Por isso o material que veio da casa dos pais eu tratei de colocar também num compartimento do guarda-roupa. Assim, quando acontecesse como aconteceu hoje, de eu estar nas pilhas de escrever, a papelada, a prancheta e a caneta estariam aqui, à minha disposição.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Tudo isso nada mais é do que a descrição de uma estratégia.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Eu sabia que a papelada era antiga. Em uma época anterior ao e-mail havia uma ferramenta que a Procergs usava para comunicação. Acho que o e-mail já existia, mas a internet ainda engatinhava. Por aquela antiga ferramenta da empresa eu trocava mensagens com uma colega estagiária, ela no setor de onde eu havia saído, e eu, cedido para a Procuradoria Geral do Estado. O que me deixou boquiaberto é que guardei uma boa parte da papelada das mensagens que trocava com ela, que eu geralmente imprimia, e agora vi que toda aquela comunicação já tem <em><span style="color: #800000;">mais de 18 anos</span></em> &#8211; e por todo este tempo esse material ficou ocupando espaço na casa dos meus pais, junto com livros e revistas, que coisa inacreditável. Olhando agora para alguma coisa do que foi escrito naquela época, nada do que está ali tem o menor significado, não consegui reconhecer sequer os assuntos que estavam sendo tratados, e fico imaginando o quanto estou diferente do que era há 18 anos, e também a pessoa co quem eu me comunicava, a quem nunca mais vi e de quem nunca mais ouvi falar.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Agora eu uso aquela mesma papelada para escrever rascunhos de matérias que acabo postando no meu blogue. Foi o que acabei de fazer.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Tudo que escrevi até aqui neste post consumiu os dois lados de uma única folha de papel, sendo que em um deles já havia coisa impressa. Depois eu não sei por que é tão difícil gastar três folhas por dia. É impossível, eu diria, e a maior prova disso é a imensa dificuldade que encontro para tal empreitada. Mesmo assim, ainda fico impressionado com a rapidez com que um saco plástico enfiado numa lixeira fica abarrotado de bolinhas de papel, que eu amasso depois de transcrever os textos para o blogue.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">É meio contraditório eu pensar que a dificuldade de encher três folhas com material redigido a punho é imensa e ao mesmo tempo ter noção de que nunca troquei os sacos na lixeira da sala com tanta rapidez. As bolinhas de papel amassado não demoram quase nada para enchê-los e no entanto eu sinto como se aqui em casa só entrasse papel.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">É um pensamento injusto.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Sei que quando quero escrevo bastante. Mas também queria saber por que fico com a sensação de que não escrevi tanto quanto queria, e pior, a de que não escrevi nada do que queria escrever. Às vezes penso que se fosse escrever o que realmente gostaria, estaria sem querer voltando ao tempo em que me iludia vivendo amores platônicos, sem coragem de me declarar às pessoas, e por causa disso sofrendo o tempo todo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Então, será que para não sofrer não basta apenas ter controle sobre os sentimentos? É preciso também reprimir uma indesmentível vontade de escrever?</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Um final de noite como a de hoje, para ser perfeita precisava que eu não só não precisasse trabalhar amanhã, o que já é uma realidade, mas também de uma bela e gostosa chuva lá fora. Só para eu poder olhar pela janela e recordar épocas em que precisava estar na rua com tempo chuvoso e agradecer a Deus por não ter mais que fazer isso. Nada como trabalhar de dia. Nada como não precisar ter que sair de casa tarde da noite debaixo de chuva, se bem que, se fosse hoje, como já escrevi antes, não seria a pé.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Mesmo assim, ainda acho que a noite foi feita para dormir, não para trabalhar. Trabalhar na madrugada envelhece a pessoa. Não tenho a menor dúvida.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Sobre amores platônicos, a verdade é que, neste momento, nada tenho a declarar. Eis aí uma grande vantagem. O dilema  de não escrever o que realmente gostaria não é nem tão relevante, nem tão grave, a ponto de me tirar o sono, e muito menos impede que eu consiga rabiscar um monte de coisas que não interessam, a tal ponto de eu quase conseguir encher o segundo lado de uma segunda folha de papel.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Mas também é verdade que, ao conseguir quase lotar o segundo lado de uma segunda folha de papel, o que acaba de acontecer, é que não tenho mais paciência para tentar encher uma terceira. Na real, quando a primeira folha ficou cheia dos dois lados eu já não estava mais a fim, mas, como sou teimoso, insisti para ver até onde eu poderia chegar, sem contar a parte de que já ficaria com um bom material para postar no blogue, no dia seguinte, sem ter que me preocupar com o volume do que será colocado no diário, já que em outra categoria o texto será enorme.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">E com isso consegui enrolar mais um pouco até encher a segunda folha. E ainda sobrou pelo menos um assunto para escrever no Diário.</span></p>
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		<title>Um Dia, Quem Sabe</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Mar 2012 16:54:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ SONHAR NÃO CUSTA NADA Uma coisa que muito fiz na vida e que agora tem muito tempo que não faço (e gostava muito de fazer) é escrever deitado de bruços na cama, antes de dormir, à noite. Ficar naquela posição incômoda, apoiado nos braços até que doessem tanto que eu não pudesse mais aguentar. Quantas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"> <strong><span style="color: #800000;">SONHAR NÃO CUSTA NADA</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong></strong><span style="color: #000080;">Uma coisa que muito fiz na vida e que agora tem muito tempo que não faço (<span style="color: #800000;">e gostava muito de fazer</span>) é escrever deitado de bruços na cama, antes de dormir, à noite.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Ficar naquela posição incômoda, apoiado nos braços até que doessem tanto que eu não pudesse mais aguentar. Quantas e quantas boas ideias tive, deitado assim, numa época em que eu achava que tinha coisas a dizer. E talvez até tivesse. Já não é o que acontece hoje. Tanto não tenho o que dizer que me escondo atrás de um espaço na internet cujo enunciado diz que <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">o que não interessa não tem fundamento</span>&#8220;</strong>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Contradigo minhas próprias palavras quando falo que <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">se não tenho nada a dizer, fico quieto</span>&#8220;</strong>. E assim escrevo. Deve ser porque com a palavra escrita ninguém pode dizer que <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">em boca fechada não entra mosca</span>&#8220;</strong>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Ninguém da minha geração e mesmo alguns que vieram depois esquece o mundo em que cresceu, onde não existiam todas as tecnologias que há hoje. Como a tv a cabo, por exemplo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Houve um tempo em que se passava a semana inteira aguardando para ver episódios de Havaí 5-0, O Homem de Seis Milhões de Dólares, Starsky &amp; Hutch (<span style="color: #800000;">Justiça em Dobro</span>), A Mulher Biônica, Os Detetives (<span style="color: #800000;">com o casal McMillan, Columbo e McLoud</span>), e outros (<span style="color: #800000;">mas nem todos contemporâneos uns dos outros</span>). Havia Perdidos no Espaço. Túnel do Tempo, Terra de Gigantes, O Fugitivo. Depois vieram O Incrível Hulk, McGyver. Todos eles levados em um determinado dia, uma vez por semana, sem horário alternativo. E sem reprises até a chegada de uma nova temporada.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Havia glamour, e esse glamour não impedia que eu deitasse de bruços e passasse algumas ideias para o papel. Hoje em dia com a tv fechada eu assisto seriados porque gosto, mas não mais o glamour, a espera ansiosa, porque agora todos os dias há várias séries para ver. Há reprises, horários alternativos com ou sem dublagem, e temporadas inteiras à venda no shopping.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Não é que tenha perdido a graça. Apenas, o mundo mudou. Ao acompanhar algumas evoluções tecnológicas, perdemos outra coisa. Na época em que eu trabalhava na madrugada e tinha que sair de casa tarde da noite para o serviço, teria sido um paraíso eu ter um telefone celular para escutar música em mp3, em vez de ou aqueles rádios que se pendurava na cabeça, ou obsoletos tocadores de fitas cassetes, ou walkmans para cd. Mas celular com mp3 não existia, teria sido de grande ajuda. Hoje, que  existem, bem capaz que eu vou sair de casa para trabalhar na madrugada. E se saísse, para começar, não seria pegando ônibus, portanto não usaria o mp3 do celular durante o deslocamento.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">O mundo é outro, e nós também. Temos histórias para contar.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Eu queria ter alguma história para contar.</span></p>
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		<title>Porto 240</title>
		<link>http://niltonroberto.blog.br/2012/03/26/porto-240/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 19:53:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagando]]></category>

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		<description><![CDATA[É DEMAIS, MAS NEM TANTO 26 de Março, dia de folga Sento à mesa e me concedo alguns minutos para tentar escrever alguma coisa que seja legal e que talvez faça alguma diferença para mim. Daqui a pouco, às 11, vai rolar mais uma consulta com a Dra. Orto, o que me leva a crer que agora pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>É DEMAIS, MAS NEM TANTO</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #003300;"><strong>26 de Março, dia de folga</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Sento à mesa e me concedo alguns minutos para tentar escrever alguma coisa que seja legal e que talvez faça alguma diferença <em><span style="color: #800000;">para mim</span></em>. Daqui a pouco, às 11, vai rolar mais uma consulta com a Dra. Orto, o que me leva a crer que agora pela manhã as ideias não irão muito longe.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Hoje Porto Alegre completa 240 anos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Durante algum tempo (<span style="color: #800000;">não hoje, mas de alguns dias para cá</span>) fiquei imaginando o que poderia escrever para expor meus sentimentos pela minha cidade natal. Eu amo Porto Alegre, e olhando assim, de dentro, até me arrisco a dizer que não é um paraíso para se viver, mas também não é nenhum inferno.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Como já escrevi outras vezes, engana-se quem pensa que a cidade é pequena. Longe de ser uma megalópole, mas já definitivamente uma metrópole, qualquer tour que se faça pela cidade , mesmo de carro, não leva menos do que duas horas. Aposto quase qualquer coisa nisso. Já temos um fenômeno que há alguns anos ou não acontecia, ou não era tão evidente, ou nem tão divulgado, mas que agora virou banalidade, que são as chuvas localizadas: enquanto aqui na Zona Sul o sol brilha, na Zona Norte o mundo desaba em forma de tempestade.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Temos todos os grandes problemas de todas as grandes cidades do mundo: saneamento básico deficiente, aumento da criminalidade, regiões da cidade dominadas pelo tráfico de drogas. O que nos prende aqui? O por do sol do Guaíba? O medo do desconhecido? A rivalidade GreNal?</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Quando penso em me mudar para outra cidade, como penso em Nova Petrópolis, meu maior medo é o de algum dia tentar matar a saudade cantando Porto Alegre é Demais, e pior, lembrando que quem a compôs foi um ex-prefeito (<span style="color: #800000;">no qual eu nunca votei</span>), e pior ainda, interpretada pela mulher dele. Diga-se de passagem, a <span style="color: #800000;"><em>repetição da homenagem </em><span style="color: #000080;">à cidade que ano após ano, por uma rede de supermercados local, sempre usando aquela música, é chata, sem graça, totalmente desprovida de criatividade.</span></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"></span><span style="color: #000080;"><span style="color: #800000;"><span style="color: #000080;">A música uma vez foi legal de escutar, quando era novidade, mas como qualquer outra peça histórica, precisa de uma nova, e um lugar em algum museu. Isso, para nem falar que até hoje não está bem claro que quer dizer <span style="color: #800000;"><strong><span style="color: #000080;">&#8220;</span>é lá que as gurias etcetera e tal<span style="color: #000080;">&#8220;</span></strong></span>.</span></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"></span><span style="color: #000080;"><span style="color: #800000;"><span style="color: #000080;">Porto Alegre é demais, sim, mas não só ela precisa de reciclagem.</span></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><span style="color: #800000;"></span></span><span style="color: #000080;"><span style="color: #800000;"><span style="color: #000080;">-</span></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><span style="color: #800000;"></span></span><span style="color: #000080;"><span style="color: #800000;"><span style="color: #000080;"><strong><span style="color: #800000;">P</span>.<span style="color: #800000;">S</span>.</strong>: na volta da consulta com a Dra. Orto resolvi dar uma passada no Big para comprar umas coisas, aproveitando que antes de meio-dia, numa segunda-feira, não haveria de ter grande movimentação, e ganhei uma fatia de torta que a loja estava distribuindo entre os clientes por conta do aniversário da cidade. Estava muito boa, quase desci a escada rolante pelo outro lado, só para subir de novo e ganhar outro pedaço.</span></span></span></p>
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