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	<title>Quem Vai Querer Saber?™ &#187; Relacionamentos</title>
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	<description>Um dia senti uma grande necessidade de escrever e não tinha para quem, então resolvi escrever para mim mesmo. Agora teimo em fazê-lo porque tenho alguns leitores. Gente que teve paciência para querer ler o blog onde o que não interessa não tem fundamento.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 23 May 2012 21:05:34 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Pior Para Mim</title>
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		<pubDate>Wed, 23 May 2012 10:02:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[A VÍTIMA SOU EU Em um dos livros que estão na pilha ao lado da mesa do micro de casa cabei lendo uma coisa qua há pelo menos 20 anos está assinalada com caneta marca texto e é um dilema que tenho vivido também há muitos anos, que parece estar se agravando com a passagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><strong><span style="color: #800000;">A VÍTIMA SOU EU</span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Em um dos livros que estão na pilha ao lado da mesa do micro de casa cabei lendo uma coisa qua há pelo menos <span style="color: #800000;"><em>20 anos</em></span> está assinalada com caneta marca texto e é um dilema que tenho vivido também há muitos anos, que parece estar se agravando com a passagem do tempo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">É aquela coisa de será que não tenho que diminuir um pouco das expectativas e o nível de exigências que faço com relação às pessoas, que fazem com que venha sendo cada vez mais difícil eu me envolver com alguém. O pior é que não vejo como.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Deixando de lado a parte de que eu tenho que olhar para a pessoa e achá-la bonita, mesmo que não seja, porque afinal o amor é cego, é muito fácil eu estar com alguém apenas para não dizer que estou sozinho, assim como é muito fácil eu hoje ter alguém para transar. O problema é que não se passa o tempo todo transando, não se pode passar o tempo todo ao lado de alguém que não está trazendo nada de novo, só para não parecer que se está sozinho. Estar sozinho não me incomoda de jeito nenhum. Me incomoda muito mais a vinculação que faço entre a sensação de admiração sobre a qual escrevi na semana passada e uma outra sensação, que é a de que estou aprendendo alguma coisa com a outra pessoa.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Em geral acabo descobrindo que as pessoas gostam de estar comigo, de falar comigo, porque sempre tenho palavras de estímulo, estou sempre pronto a ajudar a encontrar uma possível solução que ajude a mostrar um caminho que ajude as pessoas a evitarem o sofrimento. Nunca serei eu a lhes dizer que não vão conseguir realizar seus sonhos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Mas depois que faço isso me vem uma grande sensação de vazio. Não gosto de transar e depois cair naquele lugar comum de ficar me perguntando o que estou fazendo ali (<span style="color: #800000;">ou querendo voltar a ficar sozinho</span>), quando a conversa que vem do lado de lá não estpa me dizendo muita coisa.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Muitas vezes fico me perguntando sobre o por que de eu ficar esperando uma boa conversa antes e/ou depois de estar com alguém. Por que não se pode simplesmente estar? A resposta também me parece óbvia: é porque também não se pode passar o tempo todo apenas <em><span style="color: #800000;">estando</span></em>. De vez em quando é preciso trocar ideias. Mas na hora de trocar ideias parece que só eu tenho o que dizer, só eu sou levantador de astral, só eu tenho solução para as coisas, e isso me irrita.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Alguém já me disse que se eu penso em transar com alguém mas não faço isso porque o depois não é legal é porque essa pessoa não mexeu comigo. E eu analiso muito isso, quando está rolando a conversa. Que não precisa ser ao vivo. O simples papo (<span style="color: #800000;">ou falta dele</span>) pela internet já me diz se aquele conhecimento tem ou não tem potencial para acrescentar alguma coisa à minha vida. E então eu me pergunto, será que estou sendo exigente demais ao esperar que alguém não seja só alguém que goste de ouvir o que eu tenho a dizer? Que não seja só alguém que precise de alguns conselhos? Que não passe o tempo se queixando de outras pessoas?</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Será que só eu faço planos e me disponho a falar sobre eles?</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Não vejo como esperar menos de alguém, que justifique eu sair de casa (<span style="color: #800000;">ou trazer para a minha</span>) para passar tempo junto.</span></p>
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		<title>Para Não Deixar Dúvida</title>
		<link>http://niltonroberto.blog.br/2012/05/18/para-nao-deixar-duvida/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 10:49:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[NÃO é o QUE PARECE &#8220;Eu sei que você está longe. Sei que não posso tocá-la, ouvir sua voz, sentir seu cheiro. Mas existe no mundo uma coisa milagrosa chamada internet, e dentro da internet existem ferramentas maravilhosas como os programas de conversação e redes sociais. E ali você está presente. Posso ver suas imagens, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>NÃO é o QUE PARECE</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><strong><span style="color: #000080;">&#8220;</span></strong><span style="color: #003366;">Eu sei que você está longe. </span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><span style="color: #003366;">Sei que não posso tocá-la, ouvir sua voz, sentir seu cheiro. Mas existe no mundo uma coisa milagrosa chamada internet, e dentro da internet existem ferramentas maravilhosas como os programas de conversação e redes sociais.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><span style="color: #003366;">E ali você está presente. Posso ver suas imagens, trocar ideias, posso criar um mundo de fantasias, com uma ilusão de futuro, uma perspectiva de realidade. Será que tudo isso pode ser menor do que uma grande força de vontade?</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><span style="color: #003366;">Eu gostaria de pensar que não, mas não sei se basta.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><span style="color: #003366;">Todo mundo quer ser feliz.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><span style="color: #003366;">De uma maneira ou de outra, todo mundo persegue uma ideia de felicidade, ou espera que esta ideia chegue até à sua pessoa, também de uma maneira ou de outra.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><span style="color: #003366;">Sendo a felicidade um ideal perseguido por todos, e sabendo-se que cada um a encontra no seu devido tempo (<span style="color: #0000ff;">sendo que um número muito grande de felicidades acontecem no mesmo momento</span>), a felicidade alheia deveria servir de estímulo para quem ainda não a encontrou continuar batalhando, pensando sempre no bem, torcendo pelo melhor e confiante de que será encontrado por ela.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #003366;">No entanto, é mesmo, é impressionante a quantidade de pessoas a quem a felicidade alheia incomoda. Claro que ela só incomoda a quem está infeliz, mas quem vive na infelicidade não gosta nem de si mesmo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #003366;">Repetindo: depois da saúde nosso maior bem é aquela felicidade pessoal que não depende da existência de ninguém mais para que a sintamos. Não é uma questão matemática, é um princípio de lógica: se não estiver feliz comigo mesmo, dificilmente vou poder colaborar com a felicidade de alguma outra pessoa.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #003366;">Somente um sentimento de satisfação interna vai fazer com que eu consiga pensar em alguma outra pessoa sem descuidar do pensamento em mim. Enquanto eu sentir que não estou<em><span style="color: #0000ff;"> me</span></em> fazendo feliz, não vou conseguir pensar em ajudar outra pessoa a também ser feliz. Porém isso só funciona se a outra pessoa também estiver repleta de felicidade pessoal.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #003366;">Duas pessoas pessoalmente felizes dificilmente vão sabotar o relacionamento com ciumeira improdutiva e exigências absurdas de demonstrações de carinho e atenção. Ambos vão compreender que estão caminhando juntos enquanto cada um segue um caminho muito pessoal e nenhum atrapalha o outro. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #003366;">Isso se aplica aos casos de pessoas que se encontram e decidem dividir suas felicidades pessoais com alguém&#8230;<strong><span style="color: #000080;">&#8220;</span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">-</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Eu estava escrevendo o texto aí de cima quando comecei a pensar numa outra coisa. De repente me deu um estalo e meio que desconfiei de que embora estivesse divagando sobre uma coisa com um certo sentido, <em><span style="color: #800000;">para mim</span></em> não estava fazendo sentido algum. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Não que eu não acredite no que estava escrevendo. Acredite, eu acredito. Mas um pensamento me ocorreu e dentro da minha cabeça deu um <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">clic</span>&#8220;</strong>, nessa coisa de felicidade pessoal.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Nos dias de hoje, um tantão assim da minha felicidade pessoal está representado no ato de escrever, e mais do que isso, de postar o que escrevo num blogue. Trata-se agora de uma marca pessoal, e se não fosse uma coisa importante eu não estaria pensando em fazer vestibular para jornalismo no final do ano.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Conciliar esta parte da minha felicidade pessoal, que desenvolvo solitariamente, com a felicidade pessoal de alguma outra pessoa? Do próximo final de semana, <span style="color: #800000;">19</span> de Maio, até <span style="color: #800000;">2 </span>de Dezembro, será praticamente impossível. Não vai haver como. É bem simples.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Em 19 de maio recomeça a maratona de 38 rodadas do Campeonato Brasileiro de Futebol. Assim como milhares de profissionais de imprensa, de rádio, televisão e jornais, que terão que trabalhar para cobrir estes eventos,<em><span style="color: #800000;"> eu</span></em> também vou estar ocupado fazendo a <span style="color: #800000;"><em>minha </em></span>cobertura, através do <strong><span style="color: #800000;">Quem Vai Querer Saber™</span></strong>. Minha época de arrumar namorada (<span style="color: #800000;">a menos que alguém me surpreenda</span>) é no Verão, entre o final do Brasileirão e o início do Gauchão do ano seguinte. Depois disso, eu viro quase que um blogueiro profissional.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Se alguém me perguntar o que ganho com isso, minha resposta (<span style="color: #800000;">só para constar, porque a rigor não preciso explicar para ninguém</span>) é: felicidade pessoal. Não faço isso para ninguém mais a não ser <em><span style="color: #800000;">eu mesmo</span></em>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Tá, mas e se eu arrumar uma namorada no Verão, como é que fica, depois? Bom, aí eu vou ter que dar um jeito de adaptar, sempre lembrando que a cada rodada haverá milhares de profissionais que mesmo tendo relacionamentos (<span style="color: #800000;">namorada, namorado, marido, esposa, etc</span>) terão que trabalhar, contando com a compreensão de seus parceiros.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Assim como os profissionais da área da saúde, os da área da segurança, do comércio, e por aí vai. A gente faz uma adaptação, mas também é notório que quem acha que não vai conseguir conviver com isso não deve sequer tentar, porque não vai conseguir abalar a segurança de a outra pessoa se saber dono de uma felicidade pessoal inquebrantável.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Quem não souber ou não quiser conviver com isso, procure outra pessoa. Para um lado e para o outro, ninguém merece ser feliz à custa da infelicidade de outra pessoa, assim como aceitar a pessoa como ela é não significa ter que ficar junto.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">É também por isso que eu uso de sinceridade autêntica, fazendo com que quem comprar o meu peixe saiba exatamente o que estará levando para casa.</span></p>
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		<title>Uma das Linhas</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 11:01:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[SEM COMPLICAR  O inverno ainda não chegou e já vivemos o (para mim) absurdo da escuridão por volta das 18 horas. Neste horário (a partir dele, ou pouco antes dele, ou pouco depois dele), até pouco antes de 21 horas, o trânsito virea uma coisa infernal, e como disse antes, todos os dias dou graças [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><strong><span style="color: #800000;">SEM COMPLICAR</span></strong> </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">O inverno ainda não chegou e já vivemos o (<span style="color: #800000;">para mim</span>) absurdo da escuridão por volta das 18 horas.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Neste horário (<span style="color: #800000;">a partir dele, ou pouco antes dele, ou pouco depois dele</span>), até pouco antes de 21 horas, o trânsito virea uma coisa infernal, e como disse antes, todos os dias dou graças a Deus por não estar envolvido com isso, nem de carro, nem a pé, nem de ônibus. Estar fora dos horários caóticos do trânsito é uma bênção. Não tenho a menor dúvida de que me economiza não só um bom número de cabelos brancos, como também um bom número de horas (<span style="color: #800000;">que somadas se transformam em dias, meses e anos</span>) nesta tragédia. Não estar no trânsito entre 7 e 10 da manhã, nem entre 18 e 21 horas, com absoluta certeza retarda um pouco o meu processo de envelhecimento.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Por isso não tenho problemas em fazer planos que dependam da passagem do tempo. Uma rotina estabelecida e<span style="color: #800000;"> <em>estabilizada</em></span> em certo grau de tranquilidade colabora e muito para que o estresse fique longe de mim. A mesma rotineira tranquilidade no pagamento das contas, e a ainda maior sensação de leveza proporcionada pela minha paz de espírito colaboram demais para que a passagem do tempo não me assuste.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Azar de quem não tolera a rotina.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">A rotina é uma questão controversa. É claro que só gosto da minha porque é uma coisa boa. Estou falando da rotina de vida fora do trabalho. Dentro dele, é bastante cansativa. São os dois lados da mesma moeda, como sempre. O tipo de trabalho que me vejo obrigado a desenvolver (<span style="color: #800000;">sempre lembrando que já pedi várias vezes para trocar de função, mas nenhuma chefia parece querer me largar</span>) não é o que eu gostaria de fazer, e não existe a menor dúvida de que só consigo suportá-lo porque a função é exercida em meio turno e tenho o restante do dia para cuidar de mim, da minha cabeça, desligando de tudo que diga respeito a trabalho.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Quando a rotina é boa, pode servir de base para uma vida tranquila. e aí entra novamente em cena um problema que afeta milhões de casais, a rotina <em><span style="color: #800000;">no</span></em> (<span style="color: #ff00ff;">e não <span style="color: #0000ff;">d<em>o</em></span></span><em>)</em> casamento.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Outro dia alguém argumentou comigo que a conquista deve acontecer todos os dias, e eu fiquei pensando, mas se a pessoa me conquistou e o ser humano vive em constante mudança, se a mudança for para melhor, ela vai continuar me conquistando. No meu modo de ver, os problemas começam a partir do momento em que a pessoa não foi totalmente honesta (<span style="color: #800000;">em especial consigo mesma</span>), ao longo do processo de conquista.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">O meu peixe ninguém compra sem saber extamente o que estará levando para casa, mas nem todo mundo consegue se mostrar como realmente é, <em><span style="color: #800000;">antes</span> </em>de conquistar. O medo de perder causa esta distorção e não deixa a pessoa perceber que a mesma perda que tenta (<span style="color: #800000;">e eventualmente consegue</span>) evitar agora acontecerá ali adiante.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Pela minha pouca experiência nesse negócio de relacionamentos, já sei que as mesmas qualidades que hoje a pessoa vê em mim serão apontadas amanhã como desculpa (<span style="color: #800000;">ou causa</span>) de por que o relacionamento desandou, ou porque eu deixei de ser interessante. Na verdade, toda aquela adaptação da outra pessoa pode não ter passado de fingimento para conquistar, ou medo de não conseguir conquistar, ou de perder a conquista, e no final foi isso mesmo que acabou acontecendo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Sou de opinião de que a outra pessoa não tem que passar o tempo todo provando para mim que é uma pessoa legal. Não vejo como possa ser prejudicial ao casal uma rotina de companheirismo e cumplicidade, ainda mais se um for de apoiar os projetos pessoais, os sonhos e as aspirações do outro, se a felicidade pessoal de um não atrapalhar a do outro, se aprenderem a conviver com as pequenas diferenças individuais, que, para começar, podem fazer parte daquilo que no outro nos conquistou, especialmente quando isso não interferir em nada na <em><span style="color: #800000;">nossa</span></em> vida.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Pessoas podem passar o tempo todo procurando a fórmula do amor, mas esquecem que um dos seus ingredientes, que não pode faltar, <em><span style="color: #800000;">é</span></em> uma certa dose de rotina. Os envolvidos podem criar várias e várias rotinas diferentes, uma para cada época do ano, para cada momento individual ou de parceria, em suas vidas, mas não tem como relacionamento dar certo ou perdurar sem as pessoas terem algo seguro onde se movimentar, onde possam se assentar.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Esta é a função primordial da rotina.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Fonte&#8230;</title>
		<link>http://niltonroberto.blog.br/2012/05/14/a-fonte/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 11:46:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230;PARECE SECA Domingo de noite. Mesmo tendo que levantar cedo amanhã, estou fazendo como se fosse um, dia de futebol noturno: vou dormir tarde. Estava olhando o Bate-Bola, depois da conquista do Gauchão pelo Inter, e enquanto isso me deu um estalo e comecei a entender o osgnificado de uma fraseque já me foi dita, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>&#8230;PARECE SECA</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Domingo de noite.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Mesmo tendo que levantar cedo amanhã, estou fazendo como se fosse um, dia de futebol noturno: vou dormir tarde.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Estava olhando o Bate-Bola, depois da conquista do Gauchão pelo Inter, e enquanto isso me deu um estalo e comecei a entender o osgnificado de uma fraseque já me foi dita, que por mim já foi lida, mas que de minha parte o que ela representa ainda não foi sentido. Ou, se foi, não me lembro.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Alguém já disse, e eu também já li, que para sentir amor é preciso sentir admiração. Fiquei pensando nisso, e me assustei com o que pesei. Não sei nem se me assustei. Foi mais uma surpresa do que um susto.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Não sei se as pessoas esperam que eu seja admirável. Não sei nem se tenho alguma qualidade que pudesse ser chamada assim. Posso ser admirado por ser um cara persistente, por ter criado filhos sozinho, por ter paciência para saber esperar o tempo certo para todas as coisas, até mesmo para saber se estou me envolvendo com alguém pelos motivos certos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Imagino que não é toda hora que a gente está a fim de ser ou de agir como uma fonte de admiração. Há momentos em que a gente quer admirar alguém. Há momentos em que eu gostava que alguém me inspirasse. Mas as pessoas, tanto quanto eu, não estão preocupadas em se tornar fonta de admiração ou inspiração para alguém. Quando isso acontece com relação à mnha pessoa, penso que seja porque meu jeito de ser passe essa sensação, mas dificilmente qualquer coisa que eu faça, diga ou escreva é feita com esta intenção.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Eu sou como sou. As pessoas são mcomo são. Então, em quem eu vou me inspirar? A quem vou admirar?</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Se uma pessoa me diz que não é muito de ler, ou que até mesmo não gosta disso, o que eu penso sobre mim (<span style="color: #800000;">e na maioria das vezes não tenho coragem de dizer à pessoa</span>) é que se eu ão ler bastante, não vou me tornar alguém interessante. Acho que eu deveria dar esta dica indireta (<span style="color: #800000;">ou até mesmo ser direto e dizer que a pessoa se torna desinteressante por não gostar de ler</span>). Mas ao mesmo tempo fico pensando que nãod everia dar a dica (<span style="color: #800000;">e não dou</span>). Ninguém precisou me dizer nada a esta respeito, concluí sozinho que quanto mais leio mais interessante tenho chances de me tornar. Descobri sozinho.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">A parte boa é que me torno interessante <em><span style="color: #800000;">para mim</span></em>. Ter vários interesses não me faz sentir entediado, nem deprimido, e muito menos solitário. Ao mesmo tempo, ao me interessar por muitas coisas, acabo me tornando interessante para as pessoas.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Estou escrevendo em círculos, se é que isso é possível.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Novamente a questão: em quem me inpirar? A quem admirar?</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Não sei se há resposta. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Se é bom ser fonte de  admiração? Imagino que seja. Se é bom sr fonte de inspiração? Se for para alguma coisa boa, é uma sensação maravilhosa. Mas até quem serve de fonte para alguém precisa de alguém que lhe sirva de fonte. De repente pode estar em mim a razão da grande dificuldade que tenho em me inspirar em alguém, ou admirar alguém.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Por exemplo, eu admiro o Dyer. Me inspíro em várias coisas por ele escritas, todos os dias. Aprendi tanto com ele que não tenho a menor dúvida de que ele mudou a minha vida, ou o meu conhecimento das ideias dele mudou, ou a minha força de vontade baseada nas ideias dele mudou. Assim como o Neill mudou a minha vida desde muito cedo, quando descobri e depois coloquei em prática suas ideias sobre educação de crianças.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Admiro a Márcia Tolotti e o Gustavo Cerbasi pelas mesmas razões: suas ideias sobre economia e o jeito e eliminar dívidas e orientação sobre como lidar com as finanças. Mudaram a minha vida.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Ao final desta reflexão, minha conclusão é a de que só consigo admirar e até mesmo me inspira em alguém que de alguma maneira <span style="color: #800000;"><em>natural</em></span> faça alguma diferença na minha vida.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">E ao conversar com muitas, muitas e muitas pessoas, me surpreende o fato de que, <span style="color: #800000;"><em>naturalmente</em></span>, quase ninguém me inspire a nada, portanto não despertam minha admiração, e por isso mesmo não despertam meu sentimento de amor. Conto nos dedos as pessoas com quem falo que acredito que possam fazer alguma diferença na minha vida, com quem conversar sempre tem potencial para eu aprender alguma coisa que me sirva de fonte de inspiração.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Não tenho a menor dúvida.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">E como sempre afirmo: aceitar as pessoas como são não significa que tenha que ficar junto. </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Para Abrir Mão</title>
		<link>http://niltonroberto.blog.br/2012/05/02/para-abrir-mao/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 21:55:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[SÓ COM MILAGRE No domingo, enquanto estávamos no carro, minha filha falou uma coisa na qual eu não havia pensado ainda, mas me parece, agora, que ela estava coberta de razão. Primeiro ela disse que não sabia quantos vestibulares eu terei que fazer até conseguir entrar na faculdade, mas que não tem dúvidas de que vou entrar. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>SÓ COM MILAGRE</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><span style="color: #000080;">No domingo, enquanto estávamos no carro, minha filha falou uma coisa na qual eu não havia pensado ainda, mas me parece, agora, que ela estava coberta de razão.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"></span><span style="color: #000080;"><span style="color: #000080;">Primeiro ela disse que não sabia quantos vestibulares eu terei que fazer até conseguir entrar na faculdade, mas que não tem dúvidas de que vou entrar.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"></span><span style="color: #000080;"><span style="color: #000080;">Depois ela chamou a atenção para os compromissos que isso acarretará, como, por exemplo, eu ter aulas em horários que poderão me obrigar a deslocamentos no trânsito em horários que eu não gosto; ter aulas em horários em que estou acostumado a estar em casa sentadinho na frente da televisão, especialmente à noite; ter aulas até tarde e ter que levantar cedo no dia seguinte, e trabalhos para fazer, e estudar, e provas, e etc.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"></span><span style="color: #000080;"><span style="color: #000080;">Quando parei para pensar nisso a primeira ideia que me ocorreu foi o quanto dessas minhas acomodações e gostos eu fico usando como desculpa para não entrar em relacionamentos.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"></span><span style="color: #000080;"><span style="color: #000080;">Uso todas elas.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"></span><span style="color: #000080;"><span style="color: #000080;">Ao mesmo tempo, penso em todas as vezes em que abri mão desses meus gostos em favor de concordar em começar um namoro.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"></span><span style="color: #000080;"><span style="color: #000080;">Primeiro, quando isso aconteceu foi porque conheci alguém que se tornou importante o suficiente para eu iniciar mudanças, usar mais o videocassete para gravar filmes, mas não é só esta parte. Concordei em sair tarde da noite de casa para estar com a pessoa; concordei em sair cedo e andar no trânsito em horários que eu não gosto. Portanto, não é impossível, pode acontecer.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"></span><span style="color: #000080;"><span style="color: #000080;">Segundo, na questão do longo prazo (<span style="color: #800000;">porque ninguém que seja sério entra em namoro para terminar logo ali adiante</span>) não valeu a pena.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"></span><span style="color: #000080;"><span style="color: #000080;">Terceiro, não tenho conhecido ninguém que me leve a pensar que possa valer a pena. Assim como quando fiquei 8 anos sem namorar, estou num momento da vida em que ela me parece estar chegando numa encruzilhada: ou deixo alguém entrar, seja quem for, seja como for, ou vou correr o risco de ficar sozinho, só que eu não tenho tanto medo assim de que isso aconteça, e pior, se eu estiver na faculdade, realmente vai ser complicado ter tempo para dar atenção a alguma eventual namorada.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"></span><span style="color: #000080;"><span style="color: #000080;">E eu não consigo ver, neste momento, como poderia abrir mão de um curso universitário (<span style="color: #800000;">ou fazê-lo meia boca</span>) em função de um relacionamento. Porque todo mundo sabe que as pessoas ficam dengosas, ficam carentes, em algum momento vão começar a por as manguinhas de fora.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"></span><span style="color: #000080;"><span style="color: #000080;">Se fosse hoje, eu poderia afirmar, sem medo de errar, que a menos que aconteça algum milagre da Previsibilíssima Personalidade Humana, sou capaz de abrir mão de coisas que eu gosto em favor de um curso universitário. Abdicar delas (<span style="color: #800000;">ou de uma faculdade</span>) por causa de algum relacionamento, bom, aí já é uma outra conversa.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"></span><span style="color: #000080;"><span style="color: #000080;">Milagres acontecem, e eu ainda acredito neles. Só não levo fé na frequência com que possam, acontecer, já que o primeiro principal pressuposto para que alguma coisa seja considerada milagrosa é o seu caráter de raridade, de praticamente uma impossibilidade.</span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Será Que Freud Explica?</title>
		<link>http://niltonroberto.blog.br/2012/04/27/sera-que-freud-explica/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 12:09:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[CASO de INTERNAÇÃO Estava assistindo a mais um episódio da série-documentário de produção brasileira Até Que a Morte Nos Separe. No programa de terça foi apresentado o caso do sequestro e morte da menina Eloá Pimentel, ocorrido em Santo André, interior de São Paulo, em 2008. O crime foi perpetrado pelo ex-namorado dela, Lindemberg Alves. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #800000;">CASO de INTERNAÇÃO</span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Estava assistindo a mais um episódio da série-documentário de produção brasileira <span style="color: #800000;">Até Que a Morte Nos Separe</span>. No programa de terça foi apresentado o caso do sequestro e morte da menina Eloá Pimentel, ocorrido em Santo André, interior de São Paulo, em 2008. O crime foi perpetrado pelo ex-namorado dela, Lindemberg Alves. A menina estava com 15 anos, ele com 23.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Como se sabe, o louco assassinou a menina e feriu uma amiga dela. Ele foi julgado e condenado, no início de 2012, e 98 anos e três meses de prisão.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Bueno.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Junto com uma declaração dada por uma psicóloga, em um outro programa da série, de que a pessoa apaixonada se torna um ser fragilizado pela própria paixão, porque perde o controle dos sentidos (<span style="color: #800000;">há pessoas que tanto por causa do surgimento ou da perda de uma paixão, não comem, não dormem, não pensam direito e por aí vai</span>), me chamou a atenção uma dceclaração,<span style="color: #800000;"><em> neste</em></span> programa que eu estava vendo, de uma outra psicóloga, que diz que <span style="color: #800000;"><em>o homem</em></span> fica louco quando vislumbra a possibilidade de que algum outro homem passe a ocupar espaço na vida de alguém com quem ele já teve alguma coisa, e eu acrescentaria que isso se dá especialmente quando a mulher decide terminar o relacionamento.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Pelo que entendi, foi o ciúme que teria levado Lindemberg a sequestrar e depois matar a ex-namorada. Os casos deste tipo são inúmeros, acontecfem a todo momento. Este ganhou notoriedade porque o sequestro durou cerca de quatro dias. Muitas vezes simplesmente acontece o assassinato sem muito aviso.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Dentro da minha cabeça não passa a ideia de ficar fragilizado por causa de uma paixão. Nem quando ela começa, nem quando acaba. Muito menos quando acaba. É o contrário. Me sinto aliviado.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Tenho que esclarecer antes que comece<span style="color: #800000;"><em> o flagelo da interpretação de texto</em></span>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Não é que quando estou envolvido eu não goste da pessoa. Já se foi há muito o tempo em que se ficava com alguém apenas para não ter que dizer que está sozinho. A questão é que quando se está envolvido com alguém algumas (<span style="color: #800000;">se não muitas</span>) coisas acabaram sendo deixadas de lado. Para dar e receber a atenção da outra pessoa tenho que ler menos, ver menos tevê, navegar menos na internet (<span style="color: #800000;">que é um outro grande alívio</span>), ouvir menos música de qualidade, de repente.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Isso também gera uma certa tensão, porque são atividades que eu, por exemplo, gosto de fazer, em especial o ler, ver tv e ouvir música. Quando um relacionamento termina, seja por que motivo for, eu não fico pensando muito tempo sobre isso porque acabo tendo de volta um tempo para voltar a fazer coisas que eu gosto. Não fico pensando que a pessoa vai entregar o corpo, coração e alma (<span style="color: #800000;">o mais importante</span>) para outro cara.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Sempre me vem a questão da auto estima, e de que sei lidar com a rejeição (<span style="color: #800000;">quando não sou eu que resolvo dar fim ao relacionamento</span>).</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Agora, enlouquecer quando a outra pessoa muda de ideia, bem capaz. Isso é coisa de quem antes disso (<span style="color: #800000;">muito antes</span>) já era louco das ideias. É coisa de gente que equaciona seu sentimento com a ideia de <span style="color: #800000;"><em>precisar</em></span> do outro.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Tá, mas e antes, quando a pessoa não fazia parte de sua vida, como a pessoa vivia? Não precisava de outra pessoa? E quando essa pessoa de antes saiu de sua vida, como ela sobreviveu até que aparecesse outra pessoa de quem ela <span style="color: #800000;"><em>agora</em></span> precisa tanto?</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Parece coisa de gente doente.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Gostar Muito, Sim</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 12:41:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[PRECISAR, JAMAIS  Depois que o tempo passa e algumas coisas acontecem começamos a perceber como reações e coisas que são ditas, que antes recebíamos (ou também usávamos) como manifestações de carinho são erradas e até mesmo perigosas. Na música &#8220;Can&#8217;t Change That&#8220;, do final dos anos 70 do século passado, Ray Parker Jr. cantava: &#8220;you&#8217;re the [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>PRECISAR, JAMAIS</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"> Depois que o tempo passa e algumas coisas acontecem começamos a perceber como reações e coisas que são ditas, que antes recebíamos (<span style="color: #800000;">ou também usávamos</span>) como manifestações de carinho são erradas e até mesmo perigosas.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Na música<strong> &#8220;<span style="color: #800000;">Can&#8217;t Change That</span>&#8220;</strong>, do final dos anos 70 do século passado, Ray Parker Jr. cantava: <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">you&#8217;re the only one I love and you can&#8217;t change that</span> / <span style="color: #800000;">you&#8217;re the ony one I need and you can&#8217;t change that</span>&#8220;</strong>. E no final ainda reforçava, dizendo <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">I need you</span>&#8220;</strong>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Em tradução livre, o que ele estava dizendo era <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">você é a única que eu amo, e você não pode mudar isso</span> / <span style="color: #800000;">você é a única que eu preciso, e não pode mudar isso</span>&#8220;</strong>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Na música e nas mentes distorcidas pela paixão isso até pode ser bonito de ler e/ou escutar, mas a premissa está totalmente errada. O certo seria aceitar a grande verdade de que <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">você é a única que eu amo, e <span style="color: #0000ff;"><em>só você</em></span> pode mudar isso</span>&#8220;</strong>. Nem pode ser diferente. É exatamente assim que acontece.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">A menos que a outra pessoa seja tão burra a ponto de estragar tudo sozinha.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Quanto à parte do<strong> &#8220;<span style="color: #800000;">I need you</span>&#8220;</strong>, ou<strong> &#8220;<span style="color: #800000;">eu preciso de você</span>&#8220;</strong>, é uma tremenda bola nas costas. O Roberto Carlos canta uma música que eu gosto, <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">Você já me Esqueceu</span>&#8220;</strong>, onde tem uma frase que diz <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">preciso de você para viver</span>&#8220;</strong>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Só que qualquer pessoa inteligente saber que ao <span style="color: #800000;"><em>precisar</em></span> de alguma outra pessoa, especialmente se for <strong><span style="color: #800000;">&#8220;para viver</span>&#8220;</strong>, o risco de decepção é grande. Se a pessoa precisa de outra, ela está não só entregando se controle emocional para a outra: também está colocando um peso enorme sobre os ombros dela; corre o risco de perder o foco da própria vida, se a outra pessoa resolver mudar de ideia com relação a ela. </span><span style="color: #000080;">Ninguém tem obrigação de responder à expectativa que alguém resolve fazer a seu respeito.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">A gente pode gostar muito, mas <span style="color: #800000;"><em>precisar</em></span>, jamais.</span></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Testemunha (2)</title>
		<link>http://niltonroberto.blog.br/2012/03/10/testemunha-2/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Mar 2012 21:22:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[ EQUILIBRADO Já fui muito mais ligado na internet do que sou hoje. É verdade que tenho perfil em sites de redes sociais. É verdade que tenho perfil em pelo menos um site de relacionamentos. É verdade que gosto de falar com pessoas pela internet. Mas há algumas outras verdades que estou agora vivenciando e que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><strong> EQUILIBRADO</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #003366;">Já fui muito mais ligado na internet do que sou hoje.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #003366;">É verdade que tenho perfil em sites de redes sociais. É verdade que tenho perfil em pelo menos um site de relacionamentos. É verdade que gosto de falar com pessoas pela internet.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #003366;">Mas há algumas outras verdades que estou agora vivenciando e que me remetem a um outro tipo de pensamento, e em consequência, de atitude e de realidade.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #003366;">Por exemplo, faz muito tempo que não entro mais em chat do jeito que entrava antes. Já fui viciado no do Terra. Não sei nem se foi por causa das mudanças que fizeram no programa e das quais não gostei, mas mesmo quando passo tempos sem ir lá, quando vou, não fico muito tempo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #003366;">O chat perdeu a graça a partir do surgimento de espaços em que a gente pode ver a foto (<span style="color: #0000ff;">ou ter a ilusão de que está vendo</span>) de com quem está falando. Agora, mesmo assim, com as fotos, estes sites estão perdendo espaço comigo, porque raramente aparece alguém que tenha conteúdo suficientemente interessante para eu querer voltar lá. Ou seja, a própria interação dentro do site colabora para que eu não queira voltar.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #003366;">E assim vai.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #003366;">A matéria de capa do caderno Donna, da ZH da semana passada, falando sobre como os casais hoje em dia se movimentam dentro das redes sociais; sobre troca de senhas entre o casal para que um acesse a conta do outro (<span style="color: #0000ff;">que eu acho um absurdo</span>) e toda uma questão de confiança com relação ao que se faz na rede, incluindo casais que criam um perfil único nas redes sociais (<span style="color: #0000ff;">o que não deixa de ser uma maneira de um controlar o outro</span>).</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #003366;">Já descobri que, para mim, o importante é eu poder vir aqui e escrever no blogue. Descobri que o que mais me importa é verificar nas redes sociais se aquilo que escrevi repercutiu, e, em caso afirmativo, o quanto influenciou na audiência do blogue. Por minha própria natureza penso que isso pode ser feito eu estando envolvido com alguém, assim como, se eu estiver envolvido, sei que não preciso de perfil em nenhum site de relacionamento. Não preciso que ninguém me controle com relação a isso, tanto quanto não tenho a menor preocupação e muito menos intenção de controlar ninguém.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #003366;">É como sempre digo, se achar que não posso confiar, ou não entro no relacionamento, ou caio fora, sem problema nenhum. Todo mundo tem família e amigos que participam de redes sociais. É um jeito fácil e barato de as pessoas interagirem quando não podem se ver pessoalmente, e há um zilhão de razões para que as pessoas não consigam se encontrar ao vivo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #003366;">É uma doença ficar se preocupando com isso.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #003366;">Desta, felizmente, não sofro.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Testemunha (1)</title>
		<link>http://niltonroberto.blog.br/2012/03/10/testemunha-1/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Mar 2012 20:55:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[SABENDO OLHAR Uma das coisas mais importantes que aprendi na vida foi o que diz o Dyer na página 134 de SEU EU SAGRADO, edição de 1997, tradução de Ricardo Aníbal Rosenbusch, publicado pela Editora Nova Era. Falando sobre a valorização testemunhal e observação da própria mente, o Dyer filosofa: &#8220;Sua mente é invadida por milhares de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>SABENDO OLHAR</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Uma das coisas mais importantes que aprendi na vida foi o que diz o Dyer na página 134 de <span style="color: #800000;">SEU EU SAGRADO</span>, edição de 1997, tradução de Ricardo Aníbal Rosenbusch, publicado pela Editora Nova Era.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Falando sobre a valorização testemunhal e observação da própria mente, o Dyer filosofa:</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><strong>&#8220;<span style="color: #800000;">Sua mente é invadida por milhares de pensamentos a cada dia. Eles vêm e vão como trens numa estação terminal - um chega, outro o substitui; um sai, e logo outro ocupa o seu lugar. Isso continua o dia inteiro.</span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><strong></strong></span><span style="color: #000080;"><strong><span style="color: #993300;"><span style="color: #800000;">Você foi levado a acreditar que estes pensamentos nem sempre estão sob seu controle. É possível que a sua crença entenda que o processo de pensamento simplesmente prosseguirá incessante mesmo se você gostaria que parasse. Não estou pedindo que interrompa seus pensamentos, apenas que saiba que é capaz de testemunhar seus pensamentos. A simples observação do fluxo de pensamentos aquietará a mente até o ponto de repouso onde você pode experimentar a presença de Deus.</span></span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><strong><span style="color: #993300;"></span></strong></span><span style="color: #000080;"><strong><span style="color: #800000;">Primeiro quer observar seus pensamentos. Depois você quer observar-se a observar seus pensamentos. Aqui está a porta onde, livre de todo o pensamento, você experimenta a beatitude e a liberdade que o conduzem diretamente ao eu superior.</span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><strong></strong></span><span style="color: #000080;"><strong><span style="color: #993300;"><span style="color: #800000;">O simples exercício de contemplar sua mente a elaborar seus pensamentos fará com que eventualmente se dissolvam os pensamentos indesejados, desnecessários e errôneos. No processo de valorização da atitude testemunhal você aprende a serenar sua mente, inventariar, ou eliminar, ou deslocar pensamentos que geram respostas derrotistas ou egocêntricas. Neste processo, você toma conhecimento de seu eu espiritual.</span></span>&#8220;</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Mais adiante, na página 136, ele escreve:</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><strong>&#8220;<span style="color: #800000;">Torne-se testemunha e aprenda a evitar que seus pensamentos comandem a sua vida.</span>&#8220;</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Ainda mais adiante, na mesma página:</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><strong>&#8220;<span style="color: #800000;">A habilidade de situar-se de maneira imaginária detrás de si mesmo e observar seus pensamentos é igual à habilidade de olhar dentro e participar da divina arte de co-criar a sua vida espiritual.</span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><strong></strong></span><span style="color: #000080;"><strong><span style="color: #800000;">Os problemas começam quando você introduz na sua mente um pensamento, permitindo-lhe envenená-la ao ponto da ansiedade. A ansiedade começa a manifestar-se na sua vida por meios fisicamente destrutivos, que nós chamamos de artrite, hipertensão arterial e problemas cardíacos.</span>&#8220;</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Ao conseguir dominar a técnica de controle dos pensamentos, não só eliminei uma série de maus sentimentos e sensações psicologicamente destrutivas como preveni o aparecimento de inúmeros problemas físicos, como os mencionados pelo Dyer (<span style="color: #800000;">e a lista poderia incluir mais algumas dezenas de problemas</span>).</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Por exemplo, hoje, mesmo que eu esteja numa situação financeira complicada, só o que consigo pensar é que em 2012 não tenho mais o Acordo Alfa para cumprir, não vou dar máquina de lavar de presente para ninguém, não vou precisar trocar o assoalho do Santa, nem o kit de embreagem, não vou precisar comprar (<span style="color: #800000;">e consequentemente pagar pela instalação</span>) dois aparelhos de ar condicionado split. Só consigo pensar que um mês de aperto comparado com onze de boas notícias não é nada.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Não fico deixando que um monólogo interior de pensamentos abale toda a minha estrutura física e psicológica. Como costumo dizer, <strong><span style="color: #800000;"><span style="color: #000080;">&#8220;</span>não tenho tempo para isso<span style="color: #000080;">&#8220;</span></span></strong>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">E o mesmo se dá com os relacionamentos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Houve uma época em que a perspectiva de não falar, não estar em contato, não conseguir conquistar uma pessoa, me enlouquecia. Dominava meus pensamentos, me levando a conclusões as piores possíveis a meu respeito, gerando uma espécie de sentimento praticamente incontrolável e arrasador de inadequação. Era uma armadilha atrás da outra com as quais eu não sabia lidar. Depois que aprendi a conhecer as minhas reações entendi que <strong>&#8220;<span style="color: #800000;">os fatos iam desenvolver-se independentemente de meus pensamentos a respeito, e quanto mais eu observava esses pensamentos, mais tendiam a evaporar-se</span>&#8220;</strong>. (<span style="color: #ff00ff;">Seu Eu Sagrado, p.135</span>)</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Descobri que eu podia falar mais comigo, estar mais em contato comigo, se havia alguém a ser conquistado era eu mesmo, o que me levou a concluir que o azar é de quem não me quiser por perto. Foi assim,m me tornando uma testemunha de mim mesmo, dando valor à auto observação testemunhal, que consegui eliminar toda uma série de pensamentos destrutivos, uma série de sofrimentos desnecessários.</span></p>
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		<title>Acima de Tudo</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Feb 2012 20:38:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilton Roberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[RESPEITO Enquanto assistia à gravação de Necessary Roughness, da semana passada, houve uma cena depois da qual fiquei pensando a respeito. Nela, o filho mais velho da Dra. Santino (Callie Thorne) dizia à mãe que quem tinha assinado os papeis de divórcio foram eles (os pais), mas que quem se sentia culpado por ter que escolher com quem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #800000;"><strong>RESPEITO</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Enquanto assistia à gravação de Necessary Roughness, da semana passada, houve uma cena depois da qual fiquei pensando a respeito.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Nela, o filho mais velho da Dra. Santino (<span style="color: #800000;">Callie Thorne</span>) dizia à mãe que quem tinha assinado os papeis de divórcio foram eles (<span style="color: #800000;">os pais</span>), mas que quem se sentia culpado por ter que escolher com quem ficar neste ou naquele feriado era ele. Que seria um peso que ele levaria para o resto da vida.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Fiquei pensando em quanta sorte eu tive por não ser daquele tipo de pessoa que precisa ficar jogando com os sentimentos dos filhos para provar para si mesma que é alguém com quem eles queiram (<span style="color: #800000;">ou com quem <em><span style="color: #0000ff;">devam</span></em></span>) estar, e assim se justificar, ou às próprias atitudes.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Meus filhos sempre foram livres para fazer suas escolhas sem que eu interferisse da maneira que fosse, em todas as ocasiões mais solenes da família. Agora que são adultos, então, cada um sabe o que quer fazer, sem problema nenhum, tanto que (<span style="color: #800000;">por exemplo</span>) no Natal e no Ano Novo a filha não participou das festas noturnas, mas no outro dia esteve presente (<span style="color: #800000;">porque disse que não queria deixar a mãe sozinha nas duas madrugadas, depois de tantas vezes que tinha feito isso</span>), o que mesmo eu não concordando com as razões dela, ainda assim foi totalmente livre para o fazer, sem ter que escutar qualquer argumento meu que tentasse dissuadi-la, e por isso mesmo sem se sentir culpada em relação a mim, e muito menos pressionada para que não fizesse.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Mais do que eles, eu tenho sorte por ter sido (<span style="color: #800000;">e continuar sendo</span>) alguém que não só deixou os filhos fora dos problemas entre os pais, como não tenho problemas em aceitar as escolhas deles.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">A propósito: a Dra. Santino disse aos dois filhos que não precisavam se sentir culpados por quererem estar com o pai em determinadas situações.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;">Devia ser assim com todo mundo.</span></p>
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