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Cebola na Cabeça

ATÉ QUEM NÃO é VISTO é LEMBRADO

Engraçado como as coisas são.

No final de Novembro, na última vez em que almocei no Nacional da José de Alencar, antes de ir ao Hospital Ernesto Dornelles ficar com a minha avó paterna, questionei as gurias do Rasteloni sobre a maravilha que é a salada de cebola de restaurante. Elas me deram a dica do tempo que eu deveria deixar as cebolas na água quente com açúcar, etc.

E venho fazendo conforme elas me disseram, porém na época em que fiz a pergunta, nem elas, nem eu, nos ligamos num detalhe essencial na história: qual a quantidade de açúcar eu deveria usar para que a coisa desse efetivamente certo.

Mas depois eu não havia mais voltado lá. Até hoje. E hoje eu fiz o que não fazia há muito tempo, me servi de muita cebola e peixe frito (porque não faço nenhuma fritura em casa), e quando passei na balança para pesar o prato a menina que ali estava me perguntou, à queima-roupa, se eu havia conseguido fazer a cebola.

Eu quase não entendi nada, mas quando ela disse tu nunca mais veio, saquei sobre o que ela falava. Depois de elogiar a boa memória dela (afinal, eu não ía lá desde Novembro), falei que sim, eu havia seguido a dica que ela e uma outra menina haviam me dado, mas que alguma coisa eu ainda estava fazendo errada, e questionei a quantidade de açúcar. Ela me disse que depende da quantidade de cebolas. Eu chutei algo como meio quilo, por exemplo, ela disse que então deveria usar uns 250 gr de açúcar.

Falei para ela que iria tentar, mas não tenho a menor ideia de quando vou voltar lá para almoçar e dizer alguma coisa.

Para meu amigo Sergio se irritar, agora, o outro lado da história. Claro que eu pensei a mesma coisa, para a guria se lembrar de mim e da história de que querer aprender a fazer cebola de restaurante, me parece óbvio evidente que ela já andava de olho na minha pessoa antes de eu perguntar, em Novembro, e não só não esqueceu da minha pergunta como deve ter esperado pelo meu retorno, tanto que na primeira vez em que me viu de novo não perdeu a oportunidade de me questionar a respeito (em Abril, bota expectativa nisso!).

A menina é novinha, bonitinha, se estivéssemos numa novela ela seria, assim, tipo a Taís Araújo, mas mais bonita (para meu gosto). Mas sabe como é, eu agora estou mais a fim de levar uma vida contemplativa.

De manhã até a minha filha disse que eu deveria acelerar, mesmo, a esteira, porque Agosto está aí, se referindo ao início das aulas na faculdade, e complementou,Agosto e as gatinhas. Eu falei para ela que em Agosto é inverno, não vai fazer muita diferença, porque vou estar cheio de roupas, ao que ela respondeu queé, mas a barriga sempre aparece, vê se eu posso. A filha é outra que não perde a oportunidade de mefustigar. Eu me divirto.

A barriga é um sinal externo de prosperidade. Vai me ajudar a continuar levando uma vida de contemplação. Mas já estou até imaginando, amanhã, depois que eles lerem o post do diário, os conselhos que vou receber para aumentar ainda mais a velocidade da esteira.


2 Comments Add Yours ↓

  1. SERGIO #
    1

    É pra irritar né?
    Tá bom… já me irritou!!!kkkkkkkkkkkkkkkkk

  2. picida ribeiro #
    2

    Eu voltaria para pegar mais detalhes sobre a receita da tal cebola…



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