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Como Funciona

No LONGO PRAZO

Um plano de longo prazo. A solidão que isso acarreta. Planos de longo prazo não foram feitos para serem entendidos por quem não os faz. Não se pode ter pressa. Um dia depois do outro e a passagem do tempo. O tempo não para, então não adianta ter pressa. Só o que importa é estar alerta.

A passagem do tempo causa mudanças. Perspectivas se alteram. Expectativas se alteram. Há fases de altos e baixos. Como uma roda gigante (analogia tirada de uma coluna dos classificados da Zero Hora de 22.04.17). Há um momento dos planos em que eles estão em alta. Gastos adicionais estão em baixa. E a roda segue girando. Há momentos  em que os gastos adicionais estão em alta. Os planos parecem estar em baixa, mas a roda segue girando.

Quem está de fora não vê. Não entende. Não é que não se faça nada. Muita coisa que não interessa à maioria das pessoas é feita. É preciso fazer o tempo passar e é preciso acompanhar a passagem do tempo. As influências são (ou poderiam ser) grandes, quando se trata da perda do foco. O foco talvez seja mais frágil que a determinação. Planos de longo prazo são feitos para durar. Precisam de acompanhamento. De vários tipos de acompanhamento. Quem não faz nada para acompanhar tende a perder o foco. Quando o foco se perde, perde-se a determinação para manter o foco.

Só posso falar por mim.

Comigo isso nunca acontece. Há um dia depois do outro. Os dias e suas rotinas se sucedendo. Todos os dias. Palavras cruzadas e leitura. Esta mais do que aquelas. Eu recomendo as palavras cruzadas porque são fontes inesgotáveis de conhecimento em várias áreas. Elas mantém a cabeça funcionando. É o conhecimento concreto. Mais abstratos são os problemas de lógica e as leituras. A leitura é abstrata pela assimilação de conceitos, mas marcação com canetas coloridas a torna mais concreta. Os problemas de lógica têm uma abstração matemática. É quase tudo concreto.

O olhar de quem não entende, de quem está de fora, também é concreto. Não é bem o olhar. É a visão de mundo. A visão de mundo pode ser imediatista. Pode ser e geralmente é. Quem olha de dentro não entende tanta pressa. A passagem do tempo. Ele parece ser a constante da equação. O acompanhamento é a variável. Um dia depois do outro. Os dias e suas rotinas. A cada dois dias, de segunda a sexta, Lotofácil. Três vezes por semana. Lotomania duas vezes. Filmes quase todos os dias. Quando começar o Brasileirão das Séries A e B, futebol todos os dias. Dupla GreNal duas vezes por semana, mais Brasil-PEL, mais Juventude-CAX.

Quem não vê o tempo passar?

Certamente não quem está dentro dos planos. Este vê o tempo passar muito rápido. A passagem do tempo não pode assustar. Não pode deprimir. Quem faz planos de longo prazo tem que ter a passagem do tempo como uma aliada. Alguém que está dentro, junto com o planejador, lhe mostrado os benefícios de ser paciente, determinado, disciplinado, focado. E enquanto o tempo passa, acontecem as correções de rumo. Planos também são para isso. Passam por aprimoramento. Perspectivas se alteram. Outras decisões são tomadas. Algumas são necessárias. Outras surgem do nada. Sempre dá para mudar e melhorar alguma coisa. O resultado depois vai dizer. Todas as correções podem alterar e melhorar os planos. Um dia depois do outro. Com a roda girando. A solidão de quem faz planos de longo prazo. Porque quem não os faz não entende. Não pode, não tem como saber que a roda gira. Um dia os planos estão em alta. No dia seguinte não estão. Mas a roda não para de girar.

Tudo traz resultados. Um dia após o outro têm seus resultados. O tempo passando. É o que tem que ser feito para chegar lá. Repetindo rotinas, criando hábitos que ajudam a manter o foco. Descobrindo planos de médio prazo, de curto e de curtíssimo prazos. Fazendo brincadeiras que ajudam o tempo a passar sem peso, sem estresse e sem demora. Todos os dias tem pelo menos um post a ser montado. Como sempre, quando se vê já está na hora de montar a nova postagem. Quando se vê já é de novo dia de trabalho. Dia de folga, que pode ser dia de viagem. Dia de filme. Dia de outro filme. Dia de mais futebol. Dia de Lotofácil. Dia da Lotomania. Daqui a pouco já é hora da leitura e da briga com o sono. Hora do café. Hora do Sala de Redação.

Não tem limites. E o tempo passando.

As rotinas e os hábitos são os maiores aliados dos planos de longo prazo que precisam da passagem do tempo, que não deve ser temida, e nem os hábitos e as rotinas devem ser temidos. O que se deve fazer é entender, acreditar e ter fé de que a roda gira. É o giro da roda que mantém viva a paciência que mantém viva a determinação que mantém vida a disciplina que mantém vivo o foco.

Sem o giro da roda, não pode haver nem altos, nem baixos. Com o giro, o que num momento está em alta daqui a pouco está em baixa e vice-versa. É preciso entender que nos dois casos nós estaremos nas duas situações, para cada um daqueles momentos. Nunca estaremos apenas em uma. Como diz a Física Quântica, somos uma onda e, como tal, estamos tanto nos picos de alta, como nos de baixa. Nossa roda gigante interna nos coloca em dois lugares ao mesmo tempo. Em baixa com os gastos adicionais e em alta com os planos. Em baixa com os planos e seu compasso de espera e em alta com os gastos adicionais.

Na verdade os gastos adicionais não são adicionais. São planejados por temporada. Podem se manifestar de várias maneiras, inclusive como planos de médio, curto e curtíssimo prazos. São acessórios que usamos também para fazer a roda girar sem peso, sem estresse, sem a dor de não ver resultado imediato do plano de longo prazo. Enquanto a roda gira, corrigimos rumos.

Planos que seguem.


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