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Como Seria?

E DEPOIS?

E se a notícia fosse de que um asteróide qualquer estivesse em rota de colisão com a Terra, como já aconteceu em filmes, o que fariam os que detém o poder de decisão e hoje se empenham em matar seus semelhantes? Suponhamos que a trajetória do astro fosse traçada com antecipação (o que parece ser uma barbada, haja vista toda a parafernália tecnológica existente para exploração do espaço) e ficasse estabelecido que o objeto cairia na região do Oriente Médio, ou então na região das duas Coréias.

Todo mundo sabe que o estrago seria imprevisível, mas supondo que ainda não fosse o suficiente para extinguir o planeta; apenas restaria uma enorme área de devastação. Sabedores disso, o que fariam o pessoal do Estado Islâmico, ou o ditador Kim-Jun-sei-lá-qual-o-nome-certo, que vivem às turras com o restante da Humanidade? Pediriam ajuda? Pediriam a quem? Incentivariam o suicídio em massa, para escapar da catástrofe? Matariam um monte de gente, já que não haveria sobreviventes em uma grande extensão de terra?

Como parte do conjunto da Humanidade fico feliz por este tipo de notícia ainda frequentar o mundo da ficção. Nunca se sabe, mas refletir sobre isso nunca é demais, porque nunca se sabe.

E depois da catástrofe, o que fariam os demais países? Correria para reocupar a área devastada? União de países para eliminar a fome no mundo? Certo é que seria enviada ajuda humanitária para dar apoio a alguns poucos sobreviventes, porque, afinal, á história do mundo também é feita de milagres. Não vou nem falar de algumas espécies de insetos e roedores que certamente sobreviveriam ao holocausto sideral. Falo apenas em humanos.

Hoje há quase dois bilhões de seres humanos passando fome, no planeta. Gente que não tem comida; que não tem acesso a água potável. Eu não gasto parte (nem uma ínfima parte) do meu salário financiando a produção e comércio de armas de destruição. Mas há muita gente ganhando dinheiro com isso. Embora sejam muitos, são nada comparados aos bilhões que vivem em condições sub humanas nas regiões menos desenvolvidas do planeta (que é onde a população de desassistidos mais prolifera).

Ajudar a diminuir a fome e melhorar as vidas de bilhões de pessoas (ou de alguma quantidade minimamente expressiva de pessoas) daria retorno comercial? Estou certo de que com a criatividade que já demonstramos ter alguma coisa se faria que daria a compensação financeira.

Fabricar e vender, e pior, fomentar o uso de armas de extermínio sequer precisa de publicidade. O mercado é intrínseco. É inacreditável (ou acreditável é, até demais) que estejamos há tanto tempo estacionados neste patamar de subdesenvolvimento   espiritual e emocional. O desenvolvimento nas três esferas, espiritual, emocional e material, deveria estar disponível a todos.

Uma distribuição justa que talvez apenas a iminência de choque de um asteróide qualquer contra o planeta consiga produzir.


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