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Deslocamento

POR ENQUANTO SEM FIM

Estar neste mundo mas não fazer parte dele. Não ser daqui. É uma ideia que tenho desde muito cedo na vida. É mais do que uma questão espiritual. Gosto da maioria das coisas que todo mundo gosta, o que faz com que na maioria do tempo eu pareça uma pessoa normal. E aqui é preciso considerar o fato de que normal é um conceito que cada pessoa tem do que isso seja.

No meu conceito de normalidade tem muita coisa que não entra. Beber álcool, fumar, experimentar droga, arriscar a integridade física com esportes radicais, usar a multidão para fazer coisas que não faria se estivesse sozinho, gostar de pagodão, axé, funk, etc. Fazer falcatrua com dinheiro alheio, ficar com alguma coisa que não é minha, etc.

Muitas dessas coisas são tidas como normais, mas na minha cabeça não passam. Não sou um cara da noite. A noite foi feita para dormir, na minha concepção. Acho que a única coisa que venho fazendo nos últimos anos, e que é bastante normal, é trabalhar com uma atividade que não gosto. Estive pensando sobre isso. Poderia trabalhar mais uns dez anos, se fosse para colocar uns fones de ouvido, escutar música e ficar só fazendo digitação, sem falar com clientes. Não tenho perfil para atendimento a clientes. Ao menos, não por telefone.

Então eu sei que estou neste planeta, porque escolhi estar aqui, mas é claro que não é a ele que pertenço. E uma das coisas que não me deixar muito chateado na hora de deixa-lo será o fato de não ter avistado com certeza nenhuma nave espacial extraterrestre, não ver elucidado este mistério. Diga-se de passagem, centenas de pessoas dedicaram suas vidas ao estudo dos discos voadores e morreram sem ver uma conclusão para a dedicação de toda a sua vida.

(e aqui eu descobri que inutilizei sem querer a parte final deste texto, depois de ter copiado a parte do post do diário, que estava nela)


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