13.08.08
“Eu tenho uma caneta. Ela escreve em azul.
Quero dizer, de vez em quando ela escreve. Mas não é porque eu a pego de vez em quando. É porque ela sempre falha quando preciso dela.
Se tenho pressa para escrever, então, é quando ela mais se recusa a funcionar.
Fico me perguntando porque a comprei. Ela não saberia me dizer, se perguntasse a ela. Não foi por causa de beleza, porque nem bonita ela é.
Ela não sabe, mas eu sei.
Foi porque não tinha da outra. A outra que eu queria. Tinha esta, que é parecida.
Eu acho que ela sabe que não era ela que eu queria. Talvez ela se sinta rejeitada. Mas acho que não é isso. Tudo indica que ela é apenas ruim. Por isso ela estava lá: as boas já tinham sido vendidas.
Não duvido que ela esteja ressentida. Por isso falha quando eu preciso dela. E se tenho pressa para escrever, então, é quando ela mais se recusa a funcionar.
Minha caneta azul.
11.08.08″
-
07.08.08
“Me desculpem pelas criancices. Estava com a cabeça cheia de bobagens. Mas tudo passará pela lavagem do tempo que apaga maluquices.
O que escrevi está dentro de mim. Sei lá, talvez seja tudo verdade. Se tenho que viver de realidade, não me envergonho de ser assim.
31.08.1979″
-
05.08.08
DIÁLOGOS (3)
“- E aí?
- Que parada, meu.
- Eu falei.
- Valeu.
- Aham.
- Valeu, mesmo.
- Então tá.
- Sem estressar.
- E no mais?
- Tudo em cima.
- Valeu.
- Falou.
- Bem certinho.
- Sem estresse.
- Eu falei.
- Falou, sim, valeu.
- Então tá, né?
- Falou.
- Vamos nessa.
- Gostei desse lance.
- Te falei, né?
- Falou. Cheguei a duvidar.
- Ô, mano. Quando é que te pus numa fria?
- Nunca, mano.
- Pois é. É como eu falei. Sem estressar.
- Bem nessa.
- Então tá.
- Inté mais.
- Inté.
02.08.08″
-
04.08.08
“Por todos os lados. Por todos os caminhos tenho andado em busca de um caminho novo.
Por todos os raios! Não tenho encontrado.
Sem esforço algum. Um caminho errado.
Por todos os lados. Por todos os rios tenho andado em busca de um rio novo.
Por todos os rios! Não tenho encontrado.
Sem esforço algum. Um rio errado.
07.03.1979″
Outra obra prima digna de um poema no ônibus.
-
02.08.08
“Penso tudo que quero pensar
Mas não digo o que quero dizer
Não quero ferir ninguém
Sinto que vou parar
Mas não sei o que fazer
Não quero falhar também.
31.08.1979″
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01.08.08
“Tanto tempo, tanto tempo, tanto tempo,
Faz tempo, faz tempo, faz tempo.
Tempo. Distância entre dois pontos.
Distância entre dois tempos.
Tempos entre duas distâncias.
Entre dois.
16.11.1978″
Este texto é um lixo, mas é digno dos Poemas no Ônibus. Não perde em nada para alguns que tenho o desprazer de ver circulando pela cidade.
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31.07.08
“Todos os meus passos me levam a ti. Sei que isso acontece porque descobri, em teu ser, um pouco mais do que estava esperando. Novamente me sinto envolvido por um sentimento de atração mais forte do que eu.
Não sei como evitar de querer me encontrar contigo.
Mesmo que não queira, meus movimentos iniciais se dirigem a ti. Eu te sigo por onde vais. Não queria mais isso.
Longe de ti, consigo ter-te a meu lado, em pensamentos. Não sei o que se passa contigo; mas em mim a coisa está tomando conta. Apesar de minha segurança, tenho certos pensamentos de fracasso.
Eu entendo que não devo me adiantar. Já disse que não sei o que pensas. Não espero nada de ti. Não vou perder a vontade que tenho de que sejas minha. Mesmo que tu não queiras.
Não passo por tua cabeça assim como tu passas pela minha. Já nem penso mais em deixar de te querer. Eu só enxergo a ti. Persigo tua imagem em todo lugar que piso. Encontro teu rosto em todos os rostos. Encontro teu sorriso em todos os sorrisos.
Tu enxergas a todos. Eu só vejo a ti. Tu pensas em todos, eu só penso em ti. Tu falas de tudo. Eu só falo de ti.
Se lembras de mim é só para dizeres que sou “um cara legal.”
Mas não importa.
Tu estás em mim.
É o que eu penso.
20/21.08.1975″
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29.07.08
“Entre todas as imagens que se formam em meu cérebro, só uma se mantém constante: teu rosto.
Ele está em toda parte.
Sempre que vejo uma criança na rua, minha mente se enche de pensamentos infantis: tua beleza.
Ela está em toda parte.
Obra de arte. Lapidada conforme a Natureza.
Uma pintura. Uma Canção.
O mundo dentro do teu coração.
Infantilidade. Realidade.
Entre todas as imagens que se formam em minha mente, só uma se torna dilacerante: teu rosto.
Ele sufoca em toda parte.
Sempre que vejo uma criança na rua, minha mente se enche de tolices infantis: tua beleza.
Tua beleza é uma obra de arte.
Maltrata em toda parte.
Uma fritura. Um caldeirão.
O mundo num prato de feijão.
Infantilidade. Realidade.
31.08.1979″
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28.07.08
“Pode ser um sonho este dia quente
Um copo d’água ou mesmo uma vertente
Nada de chuva, mas é o que se sente
Um sol queimando e matando a gente
É verão, e se não fosse por isso
Seria bom estar com um caniço
Pescando, ou mesmo fazendo de conta
Deixando a peixaria toda tonta
O sol vai alto mesmo atrás das nuvens
E aqui embaixo tudo está cheirando
A vida, o mato e o resto do cachorro
E assim mesmo a gente vai levando
Isso é tão bom que não tem comentário
Ajuda a gente a se sentir mais livre
Como a barriga de um dromedário
Carrega a água e assim ele vive
Deixo de lado o devaneio besta
Só o calor agora é o que basta
E o suor me escorrendo a testa
Essa canseira é o que me gasta”
Sem registro de data, mas é dos anos 70.
27.07.08
Pense em você como se fosse uma estrela. Longínqua, inalcançável. Naves de todos os tipos querendo atingi-lo (a) sem sucesso.
Uma estrela muito brilhante. Sozinha, lá no espaço.
Como você se sente?
Uma estrela que não fala, não ouve, não vê, não come, não funga, não chora, não soluça, não ama, não odeia, não mente, não sabe de nada, não vota e não teme nada.
Brilha, apenas.
Com alguns planetinhas à sua volta. Talvez um ou dois fossem habitados.
Apesar de longínqua e inalcançável, seu brilho poderia ser visto no Universo inteiro. O que você acha?
Não sente frio, não sente calor, não tem sede, não tem medo de ser assaltada, não tem que andar de ônibus, não precisa sair de onde está, não recebe salário-mínimo, não finge que vive.
Uma estrela morta.“
(sem registro de data)
-
“Amor
Quantas folhas de caderno gastarei ainda com esta palavra?
Quantos lenços de papel destruirei com minhas lágrimas sem fim?
Quantos dias mais viverei como se não existisse?
Amor.
Quantos anos mais viverei sem que alguém me chame assim?
Quantas noites ficarei ainda em meu quarto, amargando a solidão?
Quantas e quantas voltas dará o prato do toca-discos antes que eu me esgote?
Amor.
Que tipo de sentimento é este, criado para que só algumas pessoas desfrutem dele?
Que tipo de reação é essa, que domina até as entranhas de quem por ele é afetado?
Que tipo de vida é isto?
Amor.
É apenas isso que falta. Fora, longe daqui. Um sentimento repartido. Dois pedaços de amor.
Dois pedaços de vida.
27.02.1979″
-
28.06.08
CONSPIRAÇÃO EXTRATERRESTRE
18.06.08
Complementação da Estatística do Google Analytics
Considerando a lealdade do visitante, os números são os seguintes:
176 pessoas visitaram o site 1 vez; 2 visitaram 29; 3, 22; 4, 17; 5, 15; 6, 14; 7, 12; 8, 11; de 9 a 14 pessoas visitaram 50 vezes; de 15 a 25, 45; de 26 a 50, 41; de 51 a 100, 25.
*
Considerando que são 7 páginas secundárias e 1 principal, os números são os seguintes:
274 pessoas visitaram 1 página; 56 visitaram 2; 36, 3; 25, 4; 11, 5; 16, 6; 7, 7; 9, 8; a estatística dá números até 20 páginas, com 5 visitantes.
*
Com relação aos retornos de visitantes:
392 pessoas visitaram o site há 0 dias atrás; 36 visitaram há 1 dia; 14 há 2; 4 há 3; 5 há 4; 2 há 5; 2 há 6; 3 visitaram há 7 dias.
Todos os números se referem até o dia de ontem.
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17.06.08
Fases da Vida
A Verdade das Coisas
No primeiro dia, Deus criou a vaca e disse:
- Você deve ir, diariamente, ao campo com o fazendeiro, ficar sob o sol, ter bezerros e dar leite para alimentar o fazendeiro. Eu lhe dou 60 anos de vida.
A vaca respondeu:
- É uma vida muito sacrificada para mim, durante 60 anos. Eu aceito 20 e devolvo os outros 40.
E Deus aceitou.
No segundo dia, Deus criou o cachorro e disse:
- Fique sentado todos os dias sob o sol, na frente da casa latindo para qualquer um que passar. Eu lhe dou uma vida de 20 anos.
O cachorro disse:
- É uma vida muito longa para ficar latindo. Dê-me 10 anos e eu
devolvo os outros 10.
E Deus aceitou.
No terceiro dia, Deus criou o macaco e disse:
- Divirta as pessoas, faça-as rir. Eu lhe concedo 20 anos.
O macaco disse:
- Fazer macaquice por 20 anos é muito chato. Para o cachorro, o Sr. concedeu 10 anos. Faça o mesmo comigo.
E Deus concordou.
No quarto dia, Deus criou o homem e disse:
- Coma, durma, brinque, faça sexo e não se preocupe com nada.
E lhe concedeu 20 anos.
O homem respondeu:
- O quê? Só 20 anos? Que miséria! Veja, eu pego os meus 20, os 40
que a vaca devolveu, os 10 do cachorro e os 10 do macaco. Isso perfaz 80 anos.
- Está bem!, Deus respondeu. – Negócio fechado!
É por isso que, durante os 20 primeiros anos de nossa vida, nós
comemos, dormimos, brincamos, fazemos sexo e não fazemos mais nada.
Nos 40 anos seguintes, nós trabalhamos como uma vaca sob o sol, para manter a família.
Nos outros 10 anos, fazemos macaquices para distrair os netos.
Nos últimos 10 anos, ficamos sentados na frente da casa, latindo para todo o mundo.
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15.06.08
ACENO PARA O FUTURO
E lá estava ela, com toda a sua sensualidade.
Uma descoberta de alguém que já existia, mas não passava de uma vontade. E ela está lá.
Não sei onde.
Em algum lugar.
Penso nela e acho estranho pensar em quem não conheço, mas se eu a vi, ela existe.
Em sua simplicidade. Seu jeito de ser impulsivo, contido a seu modo. A sua realidade. Tão diferente da minha, tão distante e tão próxima.
Pensar e falar sobre ela. Pensar e falar com ela. Que será que ainda falta acontecer? Que será que ainda falta saber? Tudo que ainda se possa descobrir. Tudo que ainda possa nos aproximar.
Será que ela é a expressão de uma vontade?
Dizer a verdade, nada além da verdade, ainda que tardia. Ainda que breve e precipitada.
Se eu a vejo, então ela existe. E este desejo que ainda resiste. O caminho em seu lugar.
Ninguém sabe. Para onde vai? Ninguém sabe. De onde vem? De onde veio? Por que aconteceu? Ninguém sabe.
Pura coincidência.
E no entanto eu a vejo. Ela me vê. E daí?
Se vem ou não vem, ninguém sabe.
Não sabemos nós e só nós nos sabemos.
Eis a questão.
Se eu sei, ela também sabe.
Se não nós, quem saberá?
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04.06.08
Amiúde, cai com facilidade no amor ardente e na violência no sexo
Tem inclinação à infidelidade conjugal e, por vezes, é incapaz de lealdade e constância
O seu êxito provocará inveja ao seu redor; atenção aos enganos que podem contrariá-lo
Tende a agressividade para satisfazer os seus instintos
Suporta com dificuldade a tensão nervosa
Gosta mais do campo do que da cidade
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MÃO DIREITA
Faz nascer uma grande fascinação nas pessoas do sexo oposto, as quais as mais o ajudaram
Persiste em cometer erros que podem prejudicar o seu futuro
Passará por problemas financeiros, os quais poderá controlar
Tem boa saúde, mas amiúde excede-se
Pode vencer, por si só, pequenas doenças
Sente uma grande paixão pela higiene pessoal e pela limpeza
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Seguiam-se algumas pontuações para Vida, Amor, Sorte, Saúde, Sexo.
Para a mão esquerda, respectivamente, 9, 3, 6, 3, 8;
Para a direita, 7, 9, 3, 5, 9.
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Deixando de lado a parte de que era uma brincadeira, pelos resultados de cada mão, se houvesse alguma base científica, eu diria, apenas, que “ainda bem que sou destro.”
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30.05.08
QUEM QUER SER PERFEITO?
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A imperfeição humana sempre foi alegada como causa e justificativa para todos os erros que cometemos na vida. Naturalmente, equacionamos a perfeição como aquela coisa parecida com Deus, que tudo sabe, tudo vê e não erra nunca.
Não sei com relação a Deus, mas a perfeição humana completa seria uma coisa muito chata, se bem que muito mais segura, mais tranqüila e muito mais confiável. Entretanto, para não deixar de polemizar um pouco, sabemos (todo mundo sabe) que a perfeição humana existe. Só que ninguém pensa nela como tal, porque ela não é constante, não é completa, não é perfeita. Mas muito mais porque a grande maioria das pessoas não acredita que ela exista.
Onde ela é encontrada?
Tirando a parte de que um corpo humano perfeito pode trabalhar por anos e anos sem apresentar quase nenhum tipo de problema, (esta é a parte da perfeição de Deus), a perfeição humana pode ser comparada à felicidade: é feita de momentos.
Qualquer pessoa que tenha preparado um prato que ficou maravilhoso e todo mundo gostou e elogiou, além de alcançar um momento de felicidade, não pensa, mas alcançou, também, um momento de perfeição.
Vamos pensar em todas as coisas que fizemos na vida (em todos os campos de atividade humana, desde o mais simples, como jogar uma partida de futebol até o mais complexo, como realizar um transplante de coração), o que planejamos e deu certo: naquele momento fomos perfeitos, as circunstâncias foram perfeitas, coincidência ou não, foi o que aconteceu. Temos momentos de imperfeição (que podem ser a maioria) e de infelicidade (que também podem ser) ao longo da vida, e também, momentos de perfeição e felicidade relativas.
Aceitando o fato de que a perfeição absoluta pertence a Deus, a perfeição relativa está presente em muitos e muitos momentos da vida. As pessoas não pensam nela como tal, mas andam atrás dela o tempo todo, colocando pressão sobre si mesmas usando frases do tipo “faça seu melhor“, quando, na verdade, o melhor é o que elas podiam fazer no momento, e muitas e muitas vezes elas são perfeitas, sem se dar conta. Isso, para nem falar que, na maioria das vezes, ninguém, a não ser a própria pessoa, está preocupada com o fato de ela tentar ou não tentar fazer “o seu melhor“.
Mais uma vez, tudo passa pela maneira como se encara.
Quando as pessoas vêm ao blog, lêem o que escrevo, saem e voltam, foi porque fui perfeito no que escrevi. Perfeito nas palavras, nas colocações, nas provocações, fui perfeito na tentativa de motivar um retorno.
Não existe uma vida absolutamente perfeita, existem momentos de perfeição relativa, que, somados, são também parceiros de uma felicidade relativa.
Mas quem vai querer saber disso?
-
“Continuo com tua imagem em meu cérebro.
Ainda vagueio pelos cantos implorando por tua presença, nem que seja por cinco minutos. Não me é possível te esquecer. Trago comigo um sentimento muito mais forte do que eu. A única coisa que me sustenta e mantém vivo.
Um sentimento. Um amor.
Amor.
Ainda penso em teus olhos olhando fundo nos meus, dizendo-me tudo que não consegues exprimir em palavras. O silêncio e um olhar às vezes têm mais significado do que um milhão de palavras. Um olhar teu. O teu silêncio. Aqui do meu lado, como minhas mãos nas pontas dos meus braços. Ainda tenho a imagem de minhas mãos segurando as tuas, como duas pessoas ingênuas, que se amam.
Dois mundos unidos por uma passagem sólida, construída a ferro e fogo.
Um amor. Um espaço, um infinito sem idade, duas estrelas. Nós dois.
O teu coração e o meu. Fatias do mesmo bolo. Um bolo que ninguém comeria. Seríamos o nosso próprio recheio.
Amor.
Tua lembrança vive no meu coração. Minha alma só deseja estar dentro do teu ser, como a tua alma. Meus olhos só desejam olhar os teus. Pouca coisa há que me atraia a atenção.
Estou todo voltado na tua direção.
Como uma criança, que precisa de um apoio, para começar a andar.
Estar contigo. É a única coisa em que penso. Como se só isso fosse importante.
Um sentimento. Muito mais forte que a minha vontade. Já não tenho forças para tentar te afastar do meu coração. É mais fácil viver com o teu pensamento. É uma questão de costume.
Pensar em ti. Desejar a sua companhia. Sentir a falta do teu carinho.
Teu gesto de amor.
É mais fácil continuar te amando. É a única coisa boa que ainda trago comigo. O meu amor. Uma força sem limite. É mais fácil continuar esperando.
Mais fácil continuar te amando.
E, por te amor, escrevo estas palavras. Por ainda ter esperança de te ter aqui, junto de mim. Por acreditar que um dia surgirás, seja de onde for, para ficar ao meu lado.
Por poder ter ainda o que te dizer, neste momento.
Por ainda ter o que demonstrar.
Por ainda poder sentir o que sinto.
Por ainda poder te amar.
Por ainda poder esperar.”
Texto produzido em 20.06.1979
-
05.05.08
A busca da felicidade é uma característica eminentemente humana. Os animais irracionais não pensam nela. Para os seres humanos, ela se apresenta de várias maneiras, sendo diferente para cada pessoa. Pode ser o uso de aparelho nos dentes, as vitórias do clube do coração, a descoberta do amor, ganhar na loteria, passar no vestibular, se formar em curso superior, gerar um filho. Ela muda para cada pessoa a cada momento, conforme seus objetivos, sentimentos, às vezes ela vira uma meta de vida.
Atualmente, para mim, está focada em duas coisas (considerando que são grandes as possibilidades de eu talvez vir a desistir de tentar encontrá-la pela descoberta do amor): fechar a área de serviço de casa e trocar de carro. Não necessariamente nesta ordem. Depois de conseguir estas duas coisas, que são de curto prazo, a longo prazo continua a parte de enxugar a folha de pagamento, com isso também melhorando a saúde da minha conta bancária, e quem sabe, no ainda mais longo prazo, dar início à última parte dos meus “planos para 20 anos“, que é a da aquisição de um cantinho fora de Porto Alegre, o que agora não tem mais definição sobre onde será.
Porto Alegre

