RSS

Dia 122 – 2014

sexta
 
Então foi assim: o dia amanheceu ensolarado, com 15ºC às 6:29 na curva do Hipódromo. Todas as vezes eu olho para o relógio do tempo, quando vou trabalhar, mas desde os problema com o blogue não tenho mais sentido a preocupação de dar uma ideia da cara do dia. Os dias não mudaram. Mudei eu.
 
Muita coisa tenho deixado passar, como o não registro de que há 20 anos, depois de assistirmos na casa dos meus pais à batida que matou Ayrton Senna no autódromo de Ímola, na Itália, meu filho, então com 8 anos, e eu, então com 35, saímos para ir ao médico, porque o guri tinha passado o sábado meio com febre.
 
Uma coisa que ia e vinha, não desaparecia por completo. Primeiro de Maio de 1994, um domingo. Saímos e pegamos um T-6 até a Protásio, onde havia um plantão que atendia o convênio da época, que nem lembro mais qual era. Naquele tempo não havia celular, que dirá com rádio. Eu louco para saber notícias, mas já imaginando o pior.
 
Estava uma tarde quente, o ônibus lotado, eu não tinha carro, foi uma confusão para ir e outra para voltar. E eu sabendo que ainda um pouco mais tarde teria que sair de novo, com ele e a irmã, para levá-los de volta à casa da mãe (na época ainda viviam com ela).
 
Falando sobre isso com o filho, ontem, ele não se lembrou de nada. Vantagens de ser criança. Eu lembro porque foi marcante. O Senna era nosso último ídolo. Depois dele vieram os jogadores da Seleção Brasileira do tetra, mas ninguém se comparou ao Ayrton. Não havia e não tem como.
 

Uma parte da manhã de hoje passei lidando com a tentativa de criação de uma nova página. Não foi nada fácil, mas mesmo com todo trabalho que deu eu espero que seja temporária, apesar de não estar vislumbrando progressos na tentativa que meu primo está fazendo para recuperação da página anterior original.


Your Comment